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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sensoriamento Remoto, GPS (Sistema de Posicionamento Global), Sistema de Informação Geográfica (SIG).

Sensoriamento Remoto

       O sensoriamento remoto é uma tecnologia de obtenção de imagens e dados da superfície terrestre através da captação e registro da energia refletida/emitida pela superfície sem que haja contato físico entre o sensor e a superfície estudada (por isso é chamado de remoto).
          Os sensores óptico-eletrônicos utilizados para a captura dessa energia funcionam como uma câmera fotográfica (que capta e registra a radiação – luz – emitida/refletida pelo objeto) que tirasse fotos da superfície terrestre, só que um pouco mais sofisticados.
       As câmeras fotográficas convencionais captam apenas o espectro de luz visível  (de ondas longas), já os sensores utilizados no sensoriamento remoto costumam captar outras bandas (uma delas é o infravermelho, que é muito importante para o estudo das vegetações, por exemplo).
       Após feita a captura da imagem, estas serão analisadas, transformadas em mapas ou constituirão um banco de dados georreferenciados caracterizando o que chamamos de Geoprocessamento.
     O veículo mais utilizado para captura de imagens em sensoriamento remoto é, com certeza, o satélite devido a sua melhor relação de custo-benefício, uma vez que ele pode passar anos em órbita da terra.
        Os mais famosos satélites são: o CBERS, Chinese – Brazilian Earth Resources Satellite, com 1.450kg e duração de dois anos é um satélite nacional em parceria com a China, lançado em 1999 e administrado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); o Landsat 7 (Earth Resources Technology Satellite), com aproximadamente 2.100kg e mais de cinco anos de vida foi lançado em 1999. O primeiro Landsat foi lançado ainda em 1972; o SPOT (Sistéme Probatoire de L’Observation De La Terre France), com 2.700 kg e, também, mais de cinco anos de vida sendo que o primeiro da série (SPOT 1) foi lançado em 1986.


GPS (Sistema de Posicionamento Global)

          GPS, Global Positioning System em inglês, ou “Sistema de Posicionamento Global”, é um sistema eletrônico de navegação civil e militar que emitem coordenadas em tempo real e é alimentado por informações de um sistema de 24 satélites chamado NAVSTAR e controlado pelo DoD, Department of Defence (Departamento de Defesa) dos EUA.
      O GPS, de início, era um projeto militar dos EUA chamado de “NAVSTAR” e que foi criado na década de 1960, mas que só foi considerado completo em 1995, depois de 35 anos de trabalho que custaram 10 bilhões de dólares aos cofres americanos.
       A revolução causada pelo GPS na geografia é comparável (senão maior) a revolução da descoberta do continente americano que ampliou o mundo conhecido até então. Com o GPS é possível estabelecer a posição praticamente exata, com margem de erro mínima de 1 metro, de qualquer ponto do planeta a qualquer momento. Alguns receptores super-acurados conseguem chegar, depois de alguns dias, a uma precisão de até 10 mm utilizando-se de técnicas de processamento específicas!
     O GPS, basicamente, funciona com uma constelação de 24 satélites (NAVSTAR) que orbitam a terra duas vezes por dia, emitindo sinais de rádio a uma dada freqüência para receptores localizados na terra, que podem ser até portáteis (como um “palm”).
      Cada satélite, identificado por um código pseudo-randômico (“aparentemente aleatório”) de 1 a 32, emite um sinal que contém o código CA (geral), o código P (de precisão) e uma informação de status (dia, hora, mês) que são recebidos pelo receptor, embora os receptores de uso civil recebam apenas o código CA emitido em uma freqüência enquanto que os receptores militares recebem cada código emitido em duas freqüências garantindo maior precisão.
        O que, aliás, junto com a interferência proposital inserida pelo DoD na transmissão para aparelhos civis (Selective Availability – Disponibilidade Seletiva) e o atraso causado pelos elétrons livres presentes na ionosfera (comum a qualquer transmissão de rádio) na transmissão do sinal, fazem com que a precisão dos dados seja ainda menor para uso civil.
Já para uso militar o sinal de todos os satélites é emitido ao mesmo tempo com uma precisão impressionante garantida devido a um relógio atômico (o metrônomo é um átomo) presente em cada satélite e que é o sistema de medição de tempo mais preciso já criado até hoje. E os seus receptores não sofrem a interferência da ionosfera nem da “Disponibilidade Seletiva”.
       Todas estas interferências na transmissão civil são por causa da possibilidade deste sistema ser utilizado inadequadamente por terroristas, ou algo parecido. Então, o DoD criou uma hierarquia de acesso aos dados onde os “usuários autorizados”, o DoD, recebem dados com precisão melhor, enquanto que os “usuários não-autorizados”, civis, recebem dados com precisão de 15 a 100 metros.


Sistema de Informação Geográfica (SIG)

        Sistema de Informação Geográfica (SIG), sistema de informação que grava, armazena e analisa as informações sobre os elementos que compõem a superfície da Terra. Um SIG pode gerar imagens de uma área em duas ou três dimensões, representando elementos naturais, junto a elementos artificiais.
        Muitos bancos de dados do SIG consistem de conjuntos de dados que são agrupados em camadas. Cada camada representa um determinado tipo de dado geográfico. O SIG pode combinar essas camadas em uma só imagem.
        Um SIG é projetado para aceitar dados de uma grande variedade de fontes, incluindo mapas, fotografias de satélites, textos impressos ou estatísticas. O SIG converte todos os dados geográficos em um código digital e é programado para processar as informações e, em seguida, obter as imagens. O governo canadense criou o primeiro SIG na década de 1960.
        Um Sistema de Informação Geográfica (SIG ou GIS - Geographic Information System, do acrónimo/acrônimo inglês) é um sistema de hardware, software, informação espacial e procedimentos computacionais que permite e facilita a análise, gestão ou representação do espaço e dos fenômenos que nele ocorrem. Um exemplo bem conhecido de um proto SIG é o trabalho desenvolvido pelo Dr. John Snow em1854 para situar a fonte causadora de um surto de cólera na zona do Soho em Londres, cartografando os casos detectados. Esse protoSIG permitiu a Snow localizar com precisão um poço de água contaminado como fonte causadora do surto. Esta informação, entretanto, é controversa, visto que John Snow já tinha descoberto o poço antes da aplicação do mapa.
Modelos
      Existem vários modelos de dados aplicáveis em SIG (Sistemas de Informação Geográfica). Por exemplo, o SIG pode funcionar como uma base de dados com informação geográfica (dados alfanuméricos) que se encontra associada por um identificador comum aos objectos gráficos de um mapa digital. Desta forma, assinalando um objecto pode-se saber o valor dos seus atributos, e inversamente, selecionando um registro da base de dados é possível saber a sua localização e apontá-la num mapa.
       O Sistema de Informação Geográfica separa a informação em diferentes camadas temáticas e armazena-as independentemente, permitindo trabalhar com elas de modo rápido e simples, permitindo ao operador ou utilizador a possibilidade de relacionar a informação existente através da posição e topologia dos objectos, com o fim de gerar nova informação.
        Os modelos mais comuns em SIG são o modelo raster ou matricial e o modelo vectorial. O modelo de SIG matricial centra-se nas propriedades do espaço, compartimentando-o em células regulares (habitualmente quadradas, mas podendo ser rectangulares, triangulares ou hexagonais). Cada célula representa um único valor. Quanto maior for a dimensão de cada célula (resolução) menor é a precisão ou detalhe na representação do espaço geográfico.
        No caso do modelo de SIG vectorial, o foco das representações centra-se na precisão da localização dos elementos no espaço. Para modelar digitalmente as entidades do mundo real utilizam-se essencialmente três formas espaciais: o ponto, a linha e o polígono.

Padronização
       Na tentativa de chegar a uma padronização dos citados tipos de dados, existe o Open Geospatial Consortium, hospedado em http://www.opengeospatial.org/ . O objetivo é forçar os desenvolvedores de software de SIG e Geoprocessamento adotarem padrões. Atualmente, possui algumas especificações:
WMS - Web Map Service
WFS - Web Feature Service
WCS - Web Coverage Service
CS-W - Catalog Service Web
SFS - Simple Features - SQL
GML - Geography Markup Language
A partir de 2005, com a disponibilização gratuita do visualizador Google Earth, o formato KMZ se popularizou, tornando-se um padrão de facto. Vários SIG, em 2006, já apresentam possibilidades de exportação e importação de arquivos KMZ, como o NASA World Wind.

Utilização
     Os SIG permitem compatibilizar a informação proveniente de diversas fontes, como informação de sensores espaciais (detecção remota / sensoriamento remoto), informação recolhida com GPS ou obtida com os métodos tradicionais da Topografia.
Entre as questões em que um SIG pode ter um papel importante encontram-se:
Localização: Inquirir características de um lugar concreto
Condição: Cumprimento ou não de condições impostas aos objetos.
Tendência: Comparação entre situações temporais ou espaciais distintas de alguma característica.
         Rotas: Cálculo de caminhos ótimos entre dois ou mais pontos.
         Modelos: Geração de modelos explicativos a partir do comportamento observado de fenómenos/fenômenos espaciais.
     Material jornalístico. O Jornalismo online pode usar sistemas SIG para aprofundar coberturas jornalísticas onde a espacialização é importante.
     Os campos de aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica, por serem muito versáteis, são muito vastos, podendo-se utilizar na maioria das atividades com um componente espacial, da cartografia a estudos de impacto ambiental ou vigilância epidemiológica de doenças, de prospeção de recursos ao marketing, constituindo o que poderá designar de Sistemas Espaciais de Apoio à Decisão. A profunda revolução que provocaram as novas tecnologias afetou decisivamente a evolução da análise espacial.

Fonte:




http://www.infoescola.com/cartografia/sensoriamento-remoto/













Representação Cartográfica (Cartografia)


         Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. O vocábulo foi pela primeira vez proposto pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo uso. Das muitas definições usadas na literatura, colocamos aqui a atualmente adaptada pela Associação Cartográfica Internacional (ACI):
           Conjunto dos estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que intervêm na elaboração dos mapas a partir dos resultados das observações diretas ou da exploração da documentação, bem como da sua utilização
          A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em meados do século passado, e certamente a mais importante depois do seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A introdução da fotografia aérea e da detecção remota, o avanço tecnológico nos métodos de gravação e impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores, vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos, processados e representados, bem como o modo como os interpretamos e exploramos.
        Cartografia matemática é o ramo da cartografia que trata dos aspectos matemáticos ligados à concepção e construção dos mapas, isto é, das projeções cartográficas. Foi desenvolvida a partir do final século XVII, após a invenção do cálculo matemático, sobretudo por Johann Heinrich Lambert e Joseph Louis Lagrange. Foram especialmente relevantes, durante o século XIX, os contributos dos matemáticos Carl Friedrich Gauss e Nicolas Auguste Tissot.
           Cartometria é o ramo da cartografia que trata das medições efetuadas sobre mapas, designadamente a medição de ângulos e direções, distâncias, áreas, volumes e contagem de número de objetos.

Mapa Mundo antigo de 1627

Mapa do Brasil de 1750

Os primeiros mapas
           A função dos mapas é prover a visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com esta, dispomos de mapas em placas de argila sumérias e papiros egípcios. Na Grécia antiga, Aristóteles e Hiparco produziram mapas com latitudes e longitudes. Em Roma, Ptolomeu representou a Terra dentro de um círculo.

A Cartografia medieval
        Embora durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha conhecido uma relativa estagnação na Europa ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo).
       No mundo árabe, ao contrário, desde 827 o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os.

A Cartografia da Idade Moderna
       Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas ganharam mais importância, particularmente entre os árabes, que prosseguiram com o seu desenvolvimento.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela, permitiram o processo das grandes navegações, marcando a passagem para a Idade Moderna. Os portulanos introduziram a rosa-dos-ventos e motivos temáticos passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.
        A cartografia moderna conhece um progresso imenso com os Descobrimentos portugueses, de que são exemplo os primeiros mapas a escala mundial, de Pedro Reinel, João de Lisboa, Lopo Homem, entre outros conhecidos cartógrafos do início do Século XVI. A compilação Portugaliae Monumenta Cartographica contém mais de 600 mapas desde 1485 até 1700. Essa capacidade foi progressivamente exportada para outros países, nomeadamente Itália, França ou Holanda, de que nos chegaram muito mais cópias. Mercator introduz uma projeção não cilíndrica, que irá influenciar a cartografia seguinte.

Os Mapas atuais

       Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Atualmente são confeccionados utilizando-se softwares próprios (Sistemas de Informação Geográfica) (SIGs, CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência atual neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas interativo de formato digital.
      O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes para este departamento.

A cartografia histórica no Brasil
      Os estudos de cartografia histórica, no Brasil, estão ligados ao processo histórico de confecção de mapas descritivos do seu território. Entre as instituições que se destacam neste segmento de estudo apontam-se:
Serviço Geográfico do Exército (DSG)
Diretoria de Hidrografia e Navegação (Marinha do Brasil)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC)

A cartografia temática

      Na cartografia temática temos convenções e símbolos cartográficos que são símbolos e cores utilizados para representar os elementos desejados. Existe uma padronização internacional de símbolos e cores para facilitar a leitura e interpretação dos mapas, em qualquer parte do mundo.
Ex:


           A confecção de cartogramas é a área da cartografia temática. Cartogramas são mapas esquemáticos, com elevado nível de abstração, em que formas ou localizações reais são estilizadas com fins conceituais e informativos. Os elementos cartográficos, reunidos numa só folha, são representações gráficas de fenômenos espaciais e temporais, pelo que abordam numerosos assuntos quase sempre em mutação contínua, como as migrações, fluxos de veículos, desmatamento, reflorestamento etc.
                O mapa esquemático que serve de base para o cartograma é extraído do mapa topográfico ou geográfico, sendo o tema do cartograma exposto mediante diversos recursos gráficos, como pontos e figuras, quando é chamado de pictórico. Nessa modalidade, o ponto como figura geométrica é adimensional, isto é, seu tamanho nada representa e só vale como material de leitura. Além de pontos, usam-se barras e faixas que indicam extensões lineares ou, pela espessura, a importância do fenômeno.         
          Outro tipo é o cartograma de isocurvas, em que as curvas ou linhas representam, pela posição, valores equivalentes em toda a sua extensão. Outras espécies de cartogramas: os de superfície, bidimensionais, recomendados para indicar as variações de determinados fenômenos por meio do uso de áreas sombreadas ou coloridas; cartogramas de aparência tridimensional, também denominados blocos-diagramas, em que os fatos são expostos em perspectiva, exibindo-se o mapa esquemático.
Ex:

        Nos mapas e como em muitas outras situações, os gráficos acabam sendo recursos visuais utilizados para leitura de informações sobre aspectos e processos naturais, sociais e econômicos, o gráfico representa as informações através de formas geométricas de maneira exata, os gráficos são classificados em Gráfico de colunas, circular e de linha.

Ex.
Referências de pesquisa:

ROBINSON, A. H.. Elements of Cartography (6th. ed.). New York: John Wiley & Sons, Inc., 1995.
DREYER-EIMBCKE, O. O descobrimento da Terra: história e histórias da aventura cartográfica. São Paulo: Ed. Melhoramentos EDUSP. 1992.
HARLEY, J. B. A nova história da cartografia. O Correio da Unesco, 19 (8): 4-9, 1991.
LIBAULT, C. O. A. Geocartografia. São Paulo: Ed. Nacional/EDUSP. 1975.
LOCH, R.E.N. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. Florianópolis: Editora da UFSC. 2006.
MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática. São Paulo: Contexto. 2003. 112p.
OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro: Ed. IBGE. 1988.
OLIVEIRA, C. Dicionário Cartográfico. Rio de Janeiro: IBGE. 1983.
QUEIROZ FILHO, A. P. A escala nos trabalhos de campo e laboratório. In: VENTURI, L.A.B. Praticando Geografia. São Paulo: Oficina de Texto. 2005, p. 55-67.
RAISZ, Erwin - Cartografia geral. Rio de Janeiro: Ed. Científica. 1969.
ROBINSON, A.H,; MORRISON, J.L.; MUEHRCKE, P.C.; KIMERLING. A.J.; GUPTILL, S.C. Elements of Cartography. 6ª edição. New York: John Wiley & Sons, 1995.
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ROBINSON, A.H,; MORRISON, J.L.; MUEHRCKE, P.C.; KIMERLING. A.J.; GUPTILL, S.C. Elements of Cartography. 6ª edição. New York: John Wiley & Sons, 1995.

Referencias
http://www.brasilescola.com/geografia/os-mapas-os-graficos.htm


Evolução dos Mapas



     Um mapa é uma representação visual de uma região. Estes mais conhecidos são representações bidimensionais de um espaço tridimensional. A ciência da concepção e fabricação de mapas designa-se cartografia. Por vezes a cartografia se debruça sobre a projeção de superfícies curvas sobre superfícies planas, no processo chamado planificação.
História
       Os mapas mais antigos que se conhecem foram encontrados na antiquíssima cidade de Çatal Hüyük, na Turquia, e datam de cerca de 6200 a.C., estando pintados numa parede. Existem também mapas em outras culturas ancestrais como, por exemplo, na asteca, na esquimó, na mesopotâmica, etc. Com a invenção do papel passaram os mapas a ser desenhados em folhas (talvez daí subsista quase como sinônimo a palavra carta), mais concretamente do termo grego que designava as folhas de papiro usadas na execução dos mapas, e que era karte. O termo carta é normalmente usado para referir mapas antigos. Na Idade Média, os mapas em uso na Europa eram frequentemente centrados em Jerusalém, e com o Oriente para cima.
       Um dos grandes passos na evolução dos mapas é dado na época dos Descobrimentos, quando as áreas representadas eram bem maiores que anteriormente e havia a necessidade de obter bons níveis de precisão posicional para conseguir navegar com relativa segurança.
Em latim, mappa designava lenço e mappa mundi era o mundo em um lenço

Aspectos da cartografia

        Se o mapa cobrir uma grande área da superfície terrestre, de modo a que a curvatura da Terra ou a ondulação do geoide possam já influir na medição de distâncias e na precisão pretendida na representação, ter-se-á de escolher uma projeção cartográfica. Matematicamente, esta é uma função que transforma coordenadas polares ou geodésicas (latitude, longitude) em coordenadas do plano do mapa. Necessariamente, isto provoca distorção.

Características gerais dos mapas:

Representação plana;
Geralmente em escala pequena; Área delimitada por acidentes naturais (bacias, planaltos, chapadas, etc.), político-administrativos;

Destinação a fins temáticos, culturais ou ilustrativos.
Generalizando: Um mapa é a representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma Figura planetária, delimitada por elementos físicos, político-administrativos, destinada aos mais variados usos, temáticos, culturais e ilustrativos.

Tipos de mapas

         Um dos elementos fundamentais dos mapas modernos é a presença de uma escala, que permite determinar as dimensões reais dos objetos cartografados e medir distâncias (a escala é um quociente entre a medida no mapa e a medida real correspondente). Quanto maior é a escala, maior o detalhe.
      Há também mapas que apenas representam a posição relativa dos objetos e não permitem retirar conclusões sobre as distâncias entre eles. Exemplos são os mapas do metro de muitas cidades. Outros mapas, que abdicam da fidelidade posicional dos objetos para escalar as suas representações em função de quantidades associadas a esses objetos, dizem-se cartogramas.
        Como representações abstratas do mundo os mapas não são neutrais e devem ser interpretados cuidadosamente: uma das razões é a distorção provocada pela projeções cartográficas, que pode induzir em erro quanto à comparação de áreas distintas, por exemplo. Os objetos que se representam num mapa dependem do tipo de uso para o qual este é elaborado. Por exemplo, um mapa de estradas dará importância à rede viária ao representar os vários tipos de vias, os cruzamentos e as distâncias entre cidades. Um mapa geológico caracterizará do ponto de vista da geologia o solo numa dada região. Um mapa político mostrará as fronteiras ou outras divisões administrativas. Um mapa para navegação marítima dará prioridade à localização de faróis, portos e relevo submarino.
       A cartografia sofreu uma verdadeira revolução com a aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica e do Sistema de Posicionamento Global a partir do final do século XX. Esta revolução opera-se não apenas a nível da produção mas também da circulação, manipulação e utilização de informação espacial. É fácil hoje produzir um mapa personalizado no computador ou obter um outro, de qualquer local do mundo, na internet.

Classificação dos mapas

Mapas físicos
Mapa geomorfológico - representa as características do relevo de uma região.
Mapa climático - indica os tipos de clima que atuam sobre uma região.
Mapa hidrográfico - mostra os rios e bacias que cortam uma região.
Mapa biogeográfico - apontam os tipos de vegetação que cobrem uma determinada localização.

Mapas humanos
Mapa político - aponta a divisão do território em países, estados, regiões, municípios.
Mapa económico - indica as atividades produtivas do homem em determinada região.
Mapa demográfico - apresenta a distribuição da população em determinada região
Mapa histórico - apresenta as mudanças históricas ocorridas em determinada região.
Mapa rodoviário - estuda as rodovias e as estradas de um país.

Elementos de um mapa
Título: nome que indica o que o mapa está representando, contendo informações como o recorte espacial, o período de tempo e a temática em geral.
Escala: informação de quantas vezes o terreno real(no caso a Terra ou parte dela)foi reduzido em relação ao mapa.
Legenda: identifica os símbolos e as cores usados no mapa.
Orientação: aponta no mapa o rumo da rosa-dos-ventos
Fonte: entidade responsável pela realização do mapa

Referencias:

David Buisseret, ed., Monarchs, Ministers and Maps: The Emergence of Cartography as a Tool of Government in Early Modern Europe. Chicago: University of Chicago Press, 1992, [ISBN 0-226-07987-2] (em inglês)

Miles Harvey, The Island of Lost Maps: A True Story of Cartographic Crime. New York : Random House, 2000. [ISBN 0-7679-0826-0] ou [ISBN 0-375-50151-7] (em inglês)

Mark Monmorier, How to Lie with Maps, [ISBN 0-226-53421-9] (em inglês)


Escala cartográfica


         A escala, em cartografia, é a relação matemática entre as dimensões do objeto no real e as do desenho que o representa em um plano ou um mapa. Constitui-se em um dos elementos essenciais de um mapa, juntamente com a legenda, a orientação, a legenda (convenções cartográficas) e a fonte.

Representação

           As escalas são expressas na forma de proporção por uma fração, onde o numerador indica o valor do representado no plano e o denominador o valor da realidade (exemplos: 1:1, 1:10, 1:500). O mapa é uma imagem reduzida de uma determinada superfície. Essa redução - feita com o uso da escala - torna possível a manutenção da proporção do espaço representado. É fácil reconhecer um mapa do Brasil, por exemplo, independente do tamanho em que ele é apresentado, pois a sua confecção obedeceu a determinada escala, que mantém a sua forma. A escala cartográfica estabelece, portanto, uma relação de proporcionalidade entre as distâncias lineares num desenho (mapa) e as distâncias correspondentes na realidade.
         Uma escala 1:100 000 lê-se: escala um para cem mil, o que significa dizer que a superfície representada foi reduzida em 100 mil vezes. Nesse caso, 1 cm no mapa = 100 000 cm = 1 000 m = 1 km na realidade.
        A precisão de um mapa ou carta, na escala horizontal, está diretamente relacionada a sua escala, e representa o valor de 0,2mm da carta na realidade (onde P = 0,2mm*denominador_da_escala_numérica - se a carta for 1:10.000, multiplique 0,2mm por 10mil e obterá o valor de 2000mm, que corresponde a 2,0metros da realidade. Uma carta em escala 1:50.000 possui precisão horizontal de 10m, por exemplo). s2

Tipos de escalas

A escala pode ser apresentada de duas maneiras distintas:
Escala de mapeamento (representada por um gráfico); ou Escala numerada (representada por números)
Quanto ao tipo pode ser considerada:
Grande (entre 1:1.000 a 1:50.000); Média (entre 1:100.000 a 1:1.000.000); ou Pequena (no mínimo 1:2.000.000);
Escalas como 1:1000000, 1:500000, 1:250000, 1:100000 ou 1:50000, em geral, são usadas para mapas de continentes, e países, como: Brasil, EUA, Canadá e etc.
Escalas como 1:25000, 1:10000, 1:2500 são utilizadas em cidades, bairros e ruas, para estudos de mais precisão.
         Quanto maior a escala, maior o ponto de onde vê, consequentemente, maior a quantidade de detalhes no mapa.

Fórmula
A escala é definida pela fórmula:
E= d/D
onde:
E é a escala
d é a distância na projeção
D é a distância real.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_cartogr%C3%A1fica

Carta Topográfica


         Voltando ao nosso tempo de escola, vamos ver se conseguimos refrescar nossa memória.
Carta topográfica nada mais é do que um mapa, mas com grande riqueza de detalhes, dependendo da sua escala. Se lembra da escala??Não da Escala FM ou escala musical, e sim a escala da carta. Escala é a relação de distância do mapa para o terreno normal.
        Por exemplo, um mapa com a escala de 1:25.000 quer dizer que cada centímetro no mapa equivale a 25.000 centímetros no solo. Agora basta você converter essa medida em outras grandezas, como metros ou quilômetros.
         Escala grande e Escala pequena: Não se confunda: Escala grande é a que tem um número baixo, por exemplo: 1:25.000, 1:50.000 pois quanto menor o número da escala, maior são os detalhes do mapa. Para trekking, use mapas de escala grande, 1:20.000, se possível.
          Escala pequena, no caso, nos mostra menos detalhes da região. Se você tiver um mapa de 1:100.000 por exemplo, vai ser difícil perceber detalhes no solo. Afinal, 1:100.000 quer dizer que cada centímetro do mapa equivale a 100.000 de terreno.


OBS: Nunca esqueça Numero grande escala pequena. Numero pequeno escala grande.


Aspecto de uma carta topográfica





Veja a foto acima. É uma ampliação de uma carta topográfica com todos os detalhes. Você pode observar as linhas horizontais e verticais cortando o mapa. São os paralelos e os meridianos. Vamos tirar a poeira do cérebro e lembrar:

Linhas horizontais = Paralelos
Linhas verticais = Meridianos
Através do cruzamento dessas linhas, nós temos as coordenadas, com o padrão:
Paralelos - Meridianos
Ou seja, ao ler ou escrever uma coordenada você deve obedecer o padrão:
00.00 N ou S
000.00 L ou W

        Mas para você talvez não seja ainda tão importante saber essas coordenadas, a não ser que você vá utilizar um GPS. Mas aí você já não é um leigo, não é mesmo!!!!
Símbolos gráficos:
       Observe que a carta topográfica não informa somente a trilha, e sim dá informações sobre relevo, hidrografia, escala etc.
Relevo: Importante na carta é observar os relevos e as curvas de nível( números que informam altura do relevo ).
       Também pode se observar estradas, construções, trilhas, de acordo com a escala do mapa. Quanto maior a escala, mais detalhes você terá.




Observe a foto abaixo e veja como morros podem ser representados por curvas de nível. Nesse caso você pode notar que a parte de trás do morro é mais íngrime, pois as curvas ficam mais próximas umas das outras.


Fonte:




Projeções Cartográficas


          Para a prática da ciência cartográfica é de fundamental importância a utilização de recursos técnicos, e o principal deles é a projeção cartográfica. A projeção cartográfica é definida como um traçado sistemático de linhas numa superfície plana, destinado à representação de paralelos de latitude e meridianos de longitude da            Terra ou de parte dela, sendo a base para a construção dos mapas.
         A representação da superfície terrestre em mapas, nunca será isenta de distorções. Nesse sentido, as projeções cartográficas são desenvolvidas para minimizarem as imperfeições dos mapas e proporcionarem maior rigor científico à cartografia.
         No entanto, nenhuma das projeções evitará a totalidade das deformações, elas irão valorizar alguns aspectos da superfície representada e fazer com que essas distorções sejam conhecidas. Entre as principais projeções cartográficas estão:


        Projeção Cilíndrica: o plano da projeção é um cilindro envolvendo a esfera terrestre. Depois de realizada a projeção dos paralelos e meridianos do globo para o cilindro, este é aberto ao longo de um meridiano, tornando-se um plano sobre o qual será desenhado o mapa.



      Projeção Cônica: a superfície terrestre é representada sobre um cone imaginário envolvendo a esfera terrestre. Os paralelos formam círculos concêntricos e os meridianos são linhas retas convergentes para os polos. Nessa projeção, as distorções aumentam conforme se afasta do paralelo de contato com o cone. A projeção cônica é muito utilizada para representar partes da superfície terrestre.


      Projeção Plana ou Azimutal: a superfície terrestre é representada sobre um plano tangente à esfera terrestre. Os paralelos são círculos concêntricos e os meridianos, retos que se irradiam do polo. As deformações aumentam com o distanciamento do ponto de tangência. É utilizada principalmente, para representar as regiões polares e na localização de países na posição central



     Projeção Senoidal: executada por Mercator, Sanson e Flamsteed, tem os paralelos horizontais e equidistantes. Trata-se de um tipo de projeção que procura manter as dimensões superficiais reais, deformando a fisionomia. Esta deformação intensifica-se na periferia do mapa. 




       Projeção de Mercator ou Projeção Cilíndrica Conforme: conserva a forma dos continentes, direções e os ângulos verdadeiros. Muito utilizada para navegação marítima e aeronáutica.





      Projeção de Peters ou Projeção Cilíndrica Equivalente: não mantém as formas, direções e ângulos, conserva a proporcionalidade das áreas, preservando as superfícies representadas. 




    Projeção de Hölzel: Apresenta contorno em elipse, proporcionando uma ideia aproximada da forma esférica da Terra com achatamento dos polos. 




       Projeção de Robinson: é uma representação global da Terra. Os meridianos são linhas curvas (elipses) e os paralelos são linhas retas.






Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Referencias:


Horário de Verão


Histórico do Horário de Verão

Princípio básico

Durante parte do ano, nos meses de verão, o sol nasce antes que a maioria das pessoas tenha se levantado. Se os relógios forem adiantados, a luz do dia será melhor aproveitada pois a maioria da população passará a acordar, trabalhar, estudar, etc., em consonância com a luz do sol.

O começo

      As origens do Horário de Verão remontam ao ano de 1907, quando William Willett um construtor Britânico e membro da Sociedade Astronômica Real deu início a uma campanha para adoção do horário de verão naquele pais.
      Naqueles dias o argumento utilizado era que haveria mais tempo para o lazer, menor criminalidade e redução no consumo de luz artificial.
      Surgiram opositores de todas as áreas; fazendeiros, pais preocupados com as crianças que teriam que acordar mais cedo, etc.
       Willett não viveu o suficiente para ver a sua idéia ser colocada em prática. O primeiro pais a adota-la foi a Alemanha em 1916, no que foi seguida por diversos países da Europa, devido à primeira Guerra Mundial.
     A economia de energia elétrica foi visto como um esforço de guerra, propiciando uma economia de carvão, a principal fonte de energia da época.
Outros países
    Nos EUA a introdução do Horário de Verão foi mais difícil, pois houve uma coincidência com a implantação do Horário de Verão e do sistema de fusos horários em 1918. O principal motivo foi a primeira Guerra Mundial também.

No Brasil

      No Brasil ele foi adotado pela primeira vez em 1931, visando também à economia de energia elétrica.
Em seguida mostramos cópia do anuário do Observatório Nacional de 1932, que publicou um histórico sobre o assunto. Chamava-se Hora de Economia de Luz no Verão.
Decretos sobre o Horário de Verão no Brasil N° 7.584 de 13/10/2011.
     Dá nova redação ao art. 2º do Decreto nº 6.558, de 08/09/2008, que institui a hora de verão em parte do território nacional.
     A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 N° 6.558 de 08/09/2008. 

     Fica instituída a hora de verão, a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subseqüente, em parte do território nacional, adiantada em sessenta minutos em relação à hora legal.
    No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval,o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte.
      A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 N° 6.212 de 26/09/2007. Período: 00h de 14/10/2007
     A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal.

 N° 5.539 de 19/09/2005. Período: 00h de 16/10/2005 até 00h de 19/02/2006.
    A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal.

N° 5.223 de 01/10/2004. Período: 00h de 02/11/2004 até 00h de 20/02/2005.
     A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal .

 N° 4.844 de 24/09/2003 (Republicado em 26/setembro/2003 com o mesmo número).
 Período: 00h de 19/10/2003 até 00h de 15/02/2004.
     A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

 N° 4.399 de 01/10/2002.
Período: 00h de 03/11/2002 até 00h de 16/02/2003.
   A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e Distrito Federal.

 N° 3.916 de 13/09/2001.
Período: 00h de 14/10/2001 até 00h de 17/02/2002.
   A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.

 N° 3.632 de 17/10/2000.
Obs.: Modifica o decreto 3.592, excluindo os estados de Sergipe, Alagoas, Paraiba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.

 N° 3.630 de 13/10/2000.
Obs.: Modifica o decreto 3.592, excluindo os estados de Pernambuco e Roraima.
 N° 3.592 de 06/09/2000.
Período: 00h de 08/10/2000 até 00h de 18/02/2001.
      A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Roraima e Distrito Federal.

 N° 3.188 de 30/09/1999.
Período: 00h de 03/10/1999 até 00h de 27/02/2000.
Obs.: Modificou o Decreto anterior, incluindo os seguintes estados : Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão e Roraima.

 N° 3.150 de 23/08/1999.
Período: 00h de 03/10/1999 até 00h de 27/02/2000.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e no Distrito Federal.

 N° 2.780 de 11/09/1998.
Período: 00h de 11/10/1998 até 00h de 21/02/1999.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e no Distrito Federal.

 N° 2.495 de 10/02/1998.
Obs.: Modificou o Decreto anterior, prorrogando o final para 00h de 01 de março de 1998.
 N° 2.317 de 04/09/1997.
Período: 00h de 06/10/1997 até 00h de 15/02/1998.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e no Distrito Federal.

 N° 2.000 de 04/09/1996.
Período: 00h de 06/10/1996 até 00h de 16/02/1997.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e no Distrito Federal.

 N° 1.674 de 13/10/1995.
Inclui: Alagoas e Sergipe no decreto anterior no 1.636 de 14/09/95.
 N° 1.636 de 14/09/1995.
Período: 00h de 15/10/1995 até 00h de 11/02/1996.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e no Distrito Federal.

 N° 1.252 de 22/09/1994.
Período: 00h de 16/10/1994 até 00h de 19/02/1995.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 N° 942 de 28/09/1993.
Período: 00h de 17/10/1993 até 00h de 20/02/1994.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e no Distrito Federal.

 Decreto sem número de 16/10/1992
Período: 00h de 25/10/1992 até 00h de 31/01/1993
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 Decreto sem número de 25/09/1991
Período: 00h de 20/10/1991 até 00h de 09/02/1992.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 N° 99.629 de 19/10/1990.
Período: 00h de 21/10/1990 até 00h de 17/02/1991.
Inclui: Bahia e Mato Grosso no decreto 99.530 de 17/09/1990.
 N° 99.530 de 17/09/1990.
Período: 00h de 21/10/1990 até 00h de 17/02/1991.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 N° 98.077 de 21/08/1989.
Período: 00h de 15/10/1989 até 00h de 11/02/1990.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernanbuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Ilhas Oceânicas e no Distrito Federal.

 N° 96.676 de 12/09/1988.
Período: 00h de 16/10/1988 até 00h de 29/01/1989.
A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, no Distrito Federal, no Território de Fernando de Noronha e nas Ilhas Oceânicas.

 N° 94.922 de 22/09/1987.
Período: 00h de 25/10/1987 até 00h de 07/02/1988.
Obs.: Todo o Território Nacional.

 N° 93.316 de 01/10/1986.
Período: 00h de 25/10/1986 até 00h de 14/02/1987.
Obs.: Todo o Território Nacional.

 N° 92.463 de 13/03/1986.
Período: Término do HV à 00h de 15/03/1986.
Obs.: Antecipa término do Horário de Verão.

 N° 92.310 de 21/01/1986.
Período: Término do HV à 00h de 29/03/1986.
Obs.: Prorroga término do Horário de Verão.

 N° 91.698 de 27/09/1985.
Período: 00h de 02/11/1985 até 00h de 01/03/1986.
Obs.: Todo o Território Nacional.

 N° 63.429 de 15/10/1968.
Obs.: Revoga Decreto 57.843.

 N° 57.843 de 18/02/1966.
Período: 00h de 01/11 de cada ano até 00h de 01/03 do ano seguinte.
Obs.: Antecipa término do HV para 01/03/1966, ao invés de 31/03/1966.

 N° 57.303 de 22/11/1965.
Período: 24h de 30/11/1965 até 00h de 31/03/1966.
Obs.: Todo o Território Nacional.

 N° 55.639 de 27/01/1965.
Período: 00h de 31/01/1965 até 00h de 31/03/1965.
Obs.: Todo o Território Nacional.

 N° 53.604 de 25/02/1964.
Período: Término do Horário de Verão - 00h de 01/03/1964.
Obs.: Revoga Decreto 53.071. Início de Período Escolar.

 N° 53.071 de 03/12/1963.
Período: 00h de 09/12/1963 até 00h de 31/03/1964.
Obs.: Estende Decreto anterior a todo Território Nacional.

 N° 52.700 de 18/10/1963.
Período: 00h de 23/10/1963 até 00h de 29/02/1964.
Obs.: Somente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Guanabara, Minas Gerais e Espírito Santo, devido ao prolongamento da estiagem.

 N° 34.724 de 30/11/1953.
Período:
Obs.: Revoga Decretos anteriores n° 27.496, 27.998 e 32.308.
 N° 32.308 de 24/02/1953.
Período: 00h de 01/12 de cada ano, até o último dia de fevereiro do ano seguinte.
Obs.: Modificou o Decreto anterior, antecipando o final para o último dia de fevereiro do ano seguinte.

 N° 27.998 de 13/04/1950.
Período: 00h de 01/12 de cada ano, até 31/03 de ano seguinte.
Obs.: Modificou o Decreto anterior, antecipando o término do período para 16/04, ao invés de 30/04/1950.

 N° 27.496 de 24/11/1949.
Período: 00h de 01/12/1949 até 00h de 30/04/1950.
Obs.: Todo o Território Nacional.
 N° 23.195 de 10/10/1933.
Obs.: Revoga os dois Decretos anteriores.

 N° 21.896 de 01/10/1932.
Período: 00h de 03/10/1932 até 24h de 31/03/1933.
Obs.: Todo o Território Nacional. Modifica Decreto 20.466.

 Nº 20.466 de 01/10/1931.
Período: 11h de 03/10/1931 até 24h de 31/03/1932.
Obs.: Todo o Território Nacional.


Tabela com Horário de Verão


Como Proceder para Ajustar os Relógios
Lista dos Estados



O decreto 6.558 determina os estados em que vigorará a Hora de Verão.
Início do Horário de Verão

Nesses Estados, na passagem de sábado para o terceiro domingo de outubro, às 00:00 ( zero hora ) os relógios deverão ser adiantados de 1 hora, ou seja: deverão ser alterados para 01:00 ( uma hora ) da manhã de domingo.

Término do Horário de Verão
Nesses Estados, na passagem de sábado para o terceiro domingo de fevereiro, às 00:00 ( zero hora ) os relógios deverão ser atrasados de 1 hora, ou seja: deverão ser alterados para 23:00 ( vinte e três horas ) de sábado.
Obs.: No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte.

Ajuste nos Computadores
Nos sistemas Windows, pode ser utilizado o programa tzedit
Nos sistemas IOS-CISCO, GNU/Linux, FreeBSD, Solaris e AIX podem ser encontradas ótimas informações em RNP.

Fontes:






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