ESTE BLOG POSSUI CONTEÚDOS ACADÊMICOS RELACIONADOS AO CURSO DE GEOGRAFIA (LICENCIATURA) E, CONTEÚDOS DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA. OBRIGADO PELA VISITA.

COLABORE COM O DESENVOLVIMENTO DESTE BLOG, PARA MAIS ESTUDOS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES. MANDE SUA COLABORAÇÃO PARA BANCO DO BRASIL AGENCIA 4079-7 CONTA 9.4222-7 ITAIPULÂNDIA / PARANÁ.

INTERESSE EM PATROCINAR ESTE BLOG ENTRE EM CONTATO PELO E-MAIL anderson_josebender@hotmail.com

Quem sou eu

Minha foto
Sou simples, honesto, sincero, dedicado, carinhoso, compreensível e de muita fé em DEUS. Sou católico, Professor formado em Educação Infantil, pelo curso de formação de docentes do C.E.P.E.M (Colégio Estadual Padre Eduardo Michelis) de Missal - PR, formado em Geografia (licenciatura) pela UNIGUAÇU – FAESI, e Pós - Graduado em Educação Especial e Inclusiva.

Pesquisar no blog

Origem das Visitas

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rochas

Rochas Metamórficas, Sendimentares e Ígneas

O que vem a ser uma rocha?

Em geologia, Rocha é um agregado sólido que ocorre naturalmente e é constituído por um ou mais minerais ou mineraloides. A camada externa sólida da Terra, conhecida por litosfera, é constituída por rochas. O estudo científico das rochas é chamado de petrologia, um ramo da geologia. Os termos populares pedra e calhau se referem a pedaços soltos de rochas, ou fragmentos.
Para ser considerada como uma rocha, esse agregado tem que ter representatividade à escala cartográfica (ter volume suficiente) e ocorrer repetidamente no espaço e no tempo, ou seja, o fenômeno geológico que forma a rocha ser suficientemente importante na história geológica para se dizer que faz parte da dinâmica da Terra.
As rochas podem ser classificadas de acordo com sua composição química, sua forma estrutural, ou sua textura, sendo mais comum classificá-las de acordo com os processos de sua formação. Pelas suas origens ou maneiras como foram formadas, as rochas são classificadas como ígneas, sedimentares, e rochas metamórficas. As rochas magmáticas foram formadas de magma, as sedimentares pela deposição de sedimentos e posterior compressão destes, e as rochas metamórficas por qualquer uma das primeiras duas categorias e posteriormente modificadas pelos efeitos de temperatura e pressão. Nos casos onde o material orgânico deixa uma impressão na rocha, o resultado é conhecido como fóssil.


Rochas Metamórficas
São formadas pela transformação de rochas pré-existentes por ação do calor, de temperatura e de fluídos. 
Metamorfismo é um processo de transformação que afeta tanto composição mineralógica, a estrutura, como a textura das rochas ígneas, sedimentares e mesmo metamórficas. As condições físicas e químicas em que tais transformações acontecem são diferentes tanto daquelas em que a rocha original se formou como das existentes na superfície terrestre. As transformações em altas temperaturas provocam fusões totais ou parciais das rochas, não são admitidas como processo de metamorfismo. 
Assim, podemos considerar as rochas metamórficas como produto de transformações de rochas pré-existentes, em condições físico-químicas intermediárias em relação as quais dão origem as rochas ígneas e sedimentares. Como conseqüência, há muitas rochas metamórficas que apresentam características ou de sedimentares ou de ígneas, sendo mais difícil o seu reconhecimento e sua classificação numa análise exclusivamente macroscópia. 
Basicamente, dois são os processos principais de metamorfismos possíveis de serem distinguidos: deslocamento mecânico e recristalização química. Quase todas as rochas metamórficas evidenciam a influência conjunta desses dois processos, sendo que as diferenças entre tais rochas residem na maior intensidade de atuação de um ou outro processo. 
Dependendo das condições (físicas e/ou químicas) predominantes admitimos a existência de quatro tipos de processos de metamorfismos: cataclástico, termal, dinamotermal e plutônico.  
O metamorfismo cataclástico provoca fraturamento nas rochas devido a ação predominante de pressões dirigidas (deslocamento mecânico). Evidentemente, há uma variação razoável na dimensão dos fragmentos resultantes, de acordo com a intensidade de metamorfismo atuante. 
No metamorfismo Termal, em que há predominância de temperaturas elevadas ocorre a transformação de rochas encaixantes na parte próxima ao contato com a rocha ígnea intrusiva (magma), que propicia alterações na composição de rocha encaixante. Neste tipo de metamorfismo, são mais acentuados os fenômenos de recristalização. 
No metamofismo Dinamotermal, em que predominam pressão dirigidas e temperaturas elevadas (dois fatores condicionantes de grandes modificações na rochas), formam-se novas estruturas a novos minerais. Ocorre principalmente, nas regiões de desdobramento e formação de montanhas.  
No metamorfismo Plutônico, em que pressões hidrostáticas e altas temperaturas são predominantes, as rochas tornam-se plásticas e há numerosas mudanças mineralógicas. Os minerais formados nessas condições de pressão e temperatura apresentam alto peso específico e formas equidimensionais. 
As variedades de rochas metamórficas mais freqüentes se enquadram nos tipos de metamorfismo dinamortermal e plutônico. 

As rochas metamórficas mais comumente empregadas na engenharia 
Gnaisse: é uma das rochas mais comumente empregadas em construção com largo emprego em pavimentação na forma de paralelepípedos ou mesmo sub-base de rodovias; é usada também em leitos de ferrovias. 
Quatzitos: muito utilizado em lajes, aparelhadas manualmente ou serradas, tanto em fachadas como em pisos, polidos ou não. O uso para tais fins tem sido muito grande, não só pela beleza que apresentam como também pela extraordinária resistência aos desgastes físicos e químicos. 
Mármores: é de conhecimento geral a utilização dos mais variados tipos de mármores, tanto em revestimento interiores e exteriores, quanto em pisos e ornamentos. Deve-se considerar que os mármores coloridos e sulcados de veias, geralmente não dão pavimentos duráveis e econômicos, principalmente quando expostos ao tempo; apresentam melhores resultados quando aplicados em revestimentos de paredes. Para uso em pisos, deve-se escolher um tipo de mármores que tenha granulação fina e compacta. 

 
Rochas sedimentares
As rochas sedimentares são o produto de uma cadeia de processos que ocorrem na superfície do planeta e se iniciam pelo intemperismo das rochas expostas à atmosfera.
As rochas intemperisadas perdem sua coesão e passam a ser erodidas e transportadas por diferentes agentes (água, gelo, vento, gravidade), até sua sedimentação em depressões da crosta terrestre, denominadas bacias sedimentares. A transformação dos sedimentos inconsolidados (p. ex. areia) em rochas sedimentares (p. ex. arenito) é denominada diagênese, sendo causada por compactação e cristalização de materiais que cimentam os grãos dos sedimentos.
As rochas sedimentares fornecem importantes informações sobre as variações ambientais ao longo do tempo geológico. Os fósseis, que são vestígios de seres vivos antigos preservados nestas rochas, são a chave para a compreensão da origem e evolução da vida.
A importância econômica das rochas sedimentares está em suas reservas de  petróleo, gás natural e carvão mineral, as principais fontes de energia do mundo moderno.
As rochas sedimentares formadas pela acumulação de fragmentos de minerais ou de rochas  intemperizadas são denominadas rochas clásticas ou detríticas (p. ex. arenito). Existem também  rochas sedimentares formadas pela precipitação de sais a partir de soluções aquosas saturadas (p. ex. evaporito) ou pela atividade de organismos em ambientes marinhos (p. ex. calcário), sendo denominadas rochas não-clásticas ou químicas.


Rochas ígneas ou Magmáticas
As rochas ígneas (do latim ignis, fogo), também conhecidas como rochas magmáticas, são formadas pela solidificação (cristalização) de um magma, que é um líquido com alta temperatura, em torno de 700 a 1200oC, proveniente do interior da Terra.
As rochas ígneas podem conter jazidas de vários metais (p. ex. ouro, platina, cobre, estanho) e trazem à superfície do planeta importantes informações sobre as regiões profundas da crosta e do manto terrestre.
O tamanho dos cristais das rochas ígneas é, em geral, proporcional ao tempo de resfriamento do magma, isto é, quanto mais lenta for a cristalização de um magma, maiores são os cristais formados e vice-versa.
Magmas cristalizados a grandes profundidades no interior da crosta esfriam lentamente, possibilitando que seus cristais se desenvolvam até atingir tamanhos visíveis a olho nu (>> 1 mm). Rochas ígneas deste tipo são denominadas rochas plutônicas (p. ex. granito).
Nos vulcões, o magma (lava) atinge a superfície da crosta e entra em contato com a temperatura ambiente, resfriando-se muito rapidamente. Como a solificação é praticamente instantânea, os cristais não têm tempo para se desenvolver, sendo portanto muito pequenos, invisíveis a olho nu (<<1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas vulcânicas (p. ex. basalto).
Quando o magma se cristaliza muito próximo à superfície, mas ainda no interior da crosta, o resfriamento é um pouco mais lento que o das rochas vulcânicas, permitindo que os cristais sejam visíveis a olho nu, embora ainda de tamanho pequeno (~1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas sub-vulcânicas (p. ex. diabásio). 

Referências:

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aula de Climatologia I (Climas)

CLIMAS DO BRASIL

[...] a classificação climática resulta da necessidade de sintetizar e agrupar elementos climáticos similares em classes ou tipos climáticos, a partir dos quais as regiões climáticas são mapeadas, o que permite olhar a superfície da Terra como um mosaico composto por unidades climáticas individualizadas e complementares (MENDONÇA; DANNI-OLIVEIRA, 2007, p. 114).



 
Cfa – C, O mês mais frio tem temperatura média entre -3ºC e 18ºC. O mês mais moderadamente quente tem uma temperatura média maior do que 10ºC; f, nenhuma estação seca, úmido o ano todo; a, verão quente, o mês mais quente tem temperatura média maior do que 22ºC; (Wladimir Köppen).





Arthur Strahler
Domínio climático subtropical úmido

MTM alcançam as costas orientais dos continentes e movem-se para o interior. Entre 25 e 35º N e S. Precipitação abundante durante todo o ano, especialmente no verão. No inverno, os avanços freqüentes das massas polares e as perturbações ciclônicas geram temperaturas baixas, com amplitude térmica moderada e chuvas freqüentes. Sudoeste dos EUA e da China, sul da Coréia e do Japão, sul do Brasil, região platina, sudeste da África e Austrália.

Ciclone Tropical 

Anticiclones (altas pressões) = bom tempo em seu centro.
A Atmosfera nas regiões tropicais apresenta movimento turbilhonares do ar em larga escala espacial, em torno de um centro de baixas pressões. Formam-se sobre os oceanos e caracterizam-se por fortes ventos e chuvas.

Formação de um ciclone tropical


A origem está vinculada a liberação de calor latente (transmissão de calor) para o ar no momento da condensação em condições de convecção (mais comum nas regiões tropicais).
Forma-se uma gigantesca quantidade de energia calorífica em movimento circular (sentido horário no H. S.) ao redor de um centro de baixas pressões. Movimentos de ascendência e subsidência fornecem energia necessária ao ciclone
Quanto mais aquecidas as águas superficiais dos oceanos, maior será a potência dos ciclones (El Ninõ).
►27°C;
► Entre 5° e 15° de latitude mas às vezes entre 22° e 35° latitude N e S;
► Final do verão de cada hemisfério;
► Pode ter entre 500 e 1.000km de diâmetro;
► Sentido de deslocamento = Leste – Oeste; 

Esquema de Ciclone tropical.


 
 Massas de ar

►Principais características – temperatura e umidade.
Conceito - unidade aerológica, ou uma porção da atmosfera, de extensão considerável, que possui características térmicas e (umidade) homogêneas.
Condições para a formação:
-          Superfícies com considerável planura e extensão;
-          Baixa altitude e;
-          Homogeneidade quanto as características superficiais.
Portanto, elas se foram somente em oceanos, mares e planícies continentais.
A movimentação de uma massa de ar é marcada por uma alteração permanente de suas características.
A posição zonal de uma massa de ar define suas condições térmicas: massas originadas nas baixas latitudes são quentes; nas médias latitudes são frias e, nas altas latitudes, glaciais.
Será úmida quando se forma em áreas oceânicas ou marítimas e secas quando formadas em áreas continentais. Uma exceção e a MEC (Massa Equatorial Continental).
 Tipologia e designação das massas de ar 

Há 4 tipos básicos de massas de ar:
- Quente e úmida: é formada nas baixa latitudes (zona equatorial-tropical), sobre os oceanos ou, excepcionalmente, sobre a Amazônia;
-          Quente e seca: é formada nas baixas latitudes (zona equatorial-tropical), sobre os continentes;
-          Fria e úmida: é formada nas latitudes médias (zona temperada) e sobre os oceanos; e
-          Fria e seca: é formada sobre os continentes nas latitudes médias (zona temperada) e nas altas latitudes (zona polar).
Tanto o ar tropical quanto o polar percorrem longas distâncias. O percurso maior é, porém, do ar polar.
O deslocamento do ar no sentido Pólo-Equador gera as frentes.

Frentes

O encontro de duas massas de ar de características diferentes produz uma zona ou superfície de descontinuidade (térmica, barométrica e higrométrica) no interior da atmosfera, genericamente denominada de frente.
Frontogênese – processo de origem das frentes;
Frontólise – dissipação.
Há duas grandes frentes no Planeta: a frente ártica/antártica e as frentes polares.

Frente ártica/antártica – é ativa principalmente no inverno e corresponde ao contato entre as massas de ar glacial ártica/antártica e das massas de ar polares (menos fria) proveniente dos oceanos.
Frente polar – predomina em latitudes médias e baixas, separa o ar polar do ar tropical. Há dois tipos: frente fria: quando o ar frio avança sobre o ar quente e frente quente: quando o ar quente avança sobre o ar frio.
A passagem de uma dessas duas frentes é acompanhada de instabilidade. Provocam sucessão de tipos de tempo.
 
Frente fria – o ar frio, mais denso e mais pesado, empurra o ar quente para cima e para frente, fazendo-o retirar-se da área, tanto por elevação (ascensão) quanto por advecção.
Frentes frias de deslocamento rápido ocorrem entre as regiões polares e as regiões subtropicais, enquanto que aquelas de deslocamento lento predominam na faixa intertropical.
Frente quente – ocorre quando o ar quente consegue empurrar o ar frio de uma determinada localidade. A menor densidade do ar quente e o atrito com a superfície fazem com que o ar quente tenha, em relação à frente fria, mais dificuldade de empurrar o ar frio adjacente. Assim, a linha de frente quente configura-se como uma cunha formada pelo ar frio na base e o quente sobre ele. Forma nevoeiros e chuvas de fraca intensidade.

 As massas de ar na América do Sul e sua dinâmica
A dinâmica atmosférica da América do Sul, devido, principalmente, à sazonalidade da radiação, à considerável extensão longitudinal do continente e ao afunilamento deste com o aumento da latitude, além da configuração do relevo, é marcada pela atuação de massas de ar equatoriais, tropicais e polares (MENDONÇA; DANNI-OLIVEIRA, 2007, p. 107).

Predominam as massas de ar de origem oceânica propiciando ao continente considerável umidade; As paisagens semi-áridas e/ou desérticas formam-se sobre o continente sul-americano devido a relação dinâmica atmosférica x relevo.

 Distribuição das massas de ar na América do Sul segundo suas fontes e seus deslocamentos principais

Na faixa equatorial

Massa equatorial do Atlântico norte e sul (MEAN e MEAS) – quente e úmida. São atraídas devido a diferença de pressão entre o continente e o oceano. Ocorre no N e no NE no verão.
Massa de ar equatorial continentais (MEC) – quente e úmida. Origem: Amazônia. No verão o ar se desloca para o sul. É chamada de ondas de calor de NO na região Centro-sul.
Massa tropical atlântica (MTA) – quente e úmida. É uma das principais massas de ar que atuam na América do Sul e no Brasil. Origem: centros de altas pressões subtropicais. Ocorre no verão, trazendo umidade e calor.
Predominam as massas de ar de origem oceânica propiciando ao continente considerável umidade;
 As paisagens semi-áridas e/ou desérticas formam-se sobre o continente sul-americano devido a relação dinâmica atmosférica x relevo.
Massa tropical continental (MTC) – quente e seca (área de divergência de ar, elevando-se). forma-se no final do inverno e início da primavera, antes da estação chuvosa. É também conhecida como Depressão do Chaco (veranico).
Massa tropical pacífica (MTP) – atua sobre o oceano Pacífico. A origem do deserto de Atacama (NE do Chile) vincula-se ao deslocamento da MTP.

Na faixa subpolar

Massa polar (MP) – fria e úmida. Origem: patagônia. É atraída pelas baixas pressões equatoriais e tropicais. Na Cordilheira a MP divide-se em MPP (deslocamento limitado) e MPA (deslocamento facilitado devido a calha do Rio da Prata chegando por vezes a latitudes de 0º - friagens).


Fonte: Atlas Geográfico Escolar - Maria Elena Simielli/Mário De Biasi

 Climas Controlados por Massas de Ar Equatoriais e Tropicais
Equatorial Úmido (Convergência dos Alísios) 
Tropical (Inverno seco e verão úmido) 
Tropical Semi-Árido (Tendendo a seco pela irregularidade da ação das massas de ar) 
Litorâneo Úmido (Influenciado pela Massa Tropical Marítima) 
Climas Controlados por Massas de Ar Tropicais e Polares 
Subtropical Úmido (Costas orientais e subtropicais, com predomínio da Massa Tropical Marítima)     

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O aquecimento global

Aquecimento global

O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno.

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos estão retendo uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6+-0.2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. (fonte IPCC).

Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.

Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração das montanhas geladas em regiões não polares durante todo o século XX.(Fonte: IPCC).


Causas
Mudanças climáticas ocorrem devido a fatores internos e externos. Fatores internos são aqueles associados à complexidade derivada do fato dos sistemas climáticos serem sistemas caóticos não lineares. Fatores externos podem ser naturais ou antropogênicos.

O principal fato externo natural é a variabilidade da radiação solar, que depende dos ciclos solares e do fato de que a temperatura interna do sol vem aumentando. Fatores antropogênicos são aqueles da influência humana levando ao efeito estufa, o principal dos quais é a emissão de sulfatos que sobem até a estratosfera causando depleção da camada de ozônio (fonte:IPCC)

Cientistas concordam que fatores internos e externos naturais podem ocasionar mudanças climáticas significativas. No último milênio dois importantes períodos de variação de temperatura ocorreram: um período quente conhecido como Período Medieval Quente e um frio conhecido como Pequena Idade do Gelo. A variação de temperatura desses períodos tem magnitude similar ao do atual aquecimento e acredita-se terem sido causados por fatores internos e externos somente. A Pequena Idade do Gelo é atribuída à redução da atividade solar e alguns cientistas concordam que o aquecimento terrestre observado desde 1860 é uma reversão natural da Pequena Idade do Gelo (Fonte: The Skeptical Environmentalist).

Entretanto grandes quantidades de gases tem sido emitidos para a atmosfera desde que começou a revolução industrial, a partir de 1750 as emissões de dióxido de carbono aumentaram 31%, metano 151%, óxido de nitrogênio 17% e ozônio troposférico 36% (Fonte IPCC).

A maior parte destes gases são produzidos pela queima de combustíveis fósseis. Os cientistas pensam que a redução das áreas de florestas tropicais tem contribuído, assim como as florestas antigas, para o aumento do carbono. No entanto florestas novas nos Estados Unidos e na Rússia contribuem para absorver dióxido de carbono e desde 1990 a quantidade de carbono absorvido é maior que a quantidade liberada no desflorestamento. Nem todo dióxido de carbono emitido para a atmosfera se acumula nela, metade é absorvido pelos mares e florestas.

A real importância de cada causa proposta pode somente ser estabelecida pela quantificação exata de cada fator envolvido. Fatores internos e externos podem ser quantificados pela análise de simulações baseadas nos melhores modelos climáticos.

A influência de fatores externos pode ser comparada usando conceitos de força radioativa. Uma força radioativa positiva esquenta o planeta e uma negativa o esfria. Emissões antropogênicas de gases, depleção do ozônio estratosférico e radiação solar têm força radioativa positiva e aerosóis tem o seu uso como força radioativa negativa.(fonte IPCC).


Modelos climáticos
Simulações climáticas mostram que o aquecimento ocorrido de 1910 até 1945 podem ser explicado somente por forças internas e naturais (variação da radiação solar) mas o aquecimento ocorrido de 1976 a 2000 necessita da emissão de gases antropogênicos causadores do efeito estufa para ser explicado. A maioria da comunidade científica está atualmente convencida de que uma proporção significativa do aquecimento global observado é causada pela emissão de gases causadores do efeito estufa emitida pela atividade humana. (Fonte IPC)

Esta conclusão depende da exatidão dos modelos usados e da estimativa correta dos fatores externos. A maioria dos cientistas concorda que importantes características climáticas estejam sendo incorretamente incorporadas nos modelos climáticos, mas eles também pensam que modelos melhores não mudariam a conclusão. (Source: IPCC)

Os críticos dizem que há falhas nos modelos e que fatores externos não levados em consideração poderiam alterar as conclusões acima. Os críticos dizem que simulações climáticas são incapazes de modelar os efeitos resfriadores das partículas, ajustarem a retroalimentação do vapor de água e levar em conta o papel das nuvens. Críticos também mostram que o Sol pode ter uma maior cota de responsabilidade no aquecimento global atualmente observado do que o aceite pela maioria da comunidade científica. Alguns efeitos solares indiretos podem ser muito importantes e não são levados em conta pelos modelos. Assim, a parte do aquecimento global causado pela ação humana poderia ser menor do que se pensa atualmente. (Fonte: The Skeptical Environmentalist)


Efeitos
Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Algumas importantes mudanças ambientais tem sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias citadas abaixo (diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das conseqüências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas mas também os ecossistemas. Aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitats (possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.

Entretanto, o aquecimento global também pode ter efeitos positivos, uma vez que aumentos de temperaturas e aumento de concentrações de CO2 podem aprimorar a produtividade do ecossistema. Observações de satélites mostram que a produtividade do hemisfério Norte aumentou desde 1982. Por outro lado é fato de que o total da quantidade de biomassa produzida não é necessariamente muito boa, uma vez que a biodiversidade pode no silêncio diminuir ainda mais um pequeno número de espécie que esteja florescendo.

Uma outra causa grande preocupação é o aumento do nível do mar. O nível dos mares está aumentando em 0.01 a 0.02 metros por década e em alguns países insulares no Oceano Pacífico são expressivamente preocupantes, porque cedo eles estarão debaixo de água. O aquecimento global provoca subida dos mares principalmente por causa da expansão térmica da água dos oceanos, mas alguns cientistas estão preocupados que no futuro, a camada de gelo polar e os glaciares derretam. Em conseqüência haverá aumento do nível, em muitos metros. No momento, os cientistas não esperam um maior derretimento nos próximos 100 anos. (Fontes: IPCC para os dados e as publicações da grande imprensa para as percepções gerais de que as mudanças climáticas).

Como o clima fica mais quente, a evaporação aumenta. Isto provoca pesados aguaceiros e mais erosão. Muitas pessoas pensam que isto poderá causar resultados mais extremos no clima como progressivo aquecimento global.

O aquecimento global também pode apresentar efeitos menos óbvios. A Corrente do Atlântico Norte,por exemplo, provocada por diferenças entre a temperatura entre os mares. Aparentemente ela está diminuindo conforme as médias da temperatura global aumentam, isso significa que áreas como a Escandinávia e a Inglaterra que são aquecidas pela corrente devem apresentar climas mais frios a despeito do aumento do calor global.


Painel Intergovernamental sobre as Mudanças do Clima (IPCC)
Como este é um tema de grande importância, os governos precisam de previsões de tendências futuras das mudanças globais de forma que possam tomar decisões políticas que evitem impactos indesejáveis. O aquecimento global está sendo estudado pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). O último relatório do IPCC faz algumas previsões a respeito das mudanças climáticas. Tais previsões são a base para os atuais debates políticos e científicos.

As previsões do IPCC baseiam-se nos mesmos modelos utilizados para estabelecer a importância de diferentes fatores no aquecimento global. Tais modelos alimentam-se dos dados sobre emissões antropogênicas dos gases causadores de efeito estufa e de aerosóis, gerados a partir de 35 cenários distintos, que variam entre pessimistas e otimistas. As previsões do aquecimento global dependem do tipo de cenário levado em consideração, nenhum dos quais leva em consideração qualquer medida para evitar o aquecimento global.

O último relatório do IPCC projeta um aumento médio de temperatura superficial do planeta entre 1,4 e 5,8º C entre 1990 a 2100. O nível do mar deve subir de 0,1 a 0,9 metros nesse mesmo período.

Apesar das previsões do IPCC serem consideradas as melhores disponíveis, elas são o centro de uma grande controvérsia científica. O IPCC admite a necessidade do desenvolvimento de melhores modelos analíticos e compreensão científica dos fenômenos climáticos, assim como a existência de incertezas no campo. Críticos apontam para o facto de que os dados disponíveis não são suficientes para determinar a importância real dos gases causadores do efeito estufa nas mudanças climáticas. A sensibilidade do clima aos gases estufa estaria sendo subestimada enquanto fatores externos subestimados.

Por outro lado, o IPCC não atribui qualquer probabilidade aos cenários em que suas previsões são baseadas. Segundo os críticos isso leva a distorções dos resultados finais, pois os cenários que predizem maiores impactos seriam menos passíveis de concretização por contradizerem as bases do racionalismo econômico.



Convenção-Quadro Sobre Mudanças Climáticas e o Protocolo de Kioto
Mesmo havendo dúvidas sobre sua importância e causas, o aquecimento global é percebido pelo grande público e por diversos líderes políticos como uma ameaça potencial. Por se tratar de um cenário semelhante ao da tragédia dos comuns, apenas acordos internacionais seriam capazes de propor uma política de redução nas emissões de gases estufa que, de outra forma, os países evitariam implementar de forma unilateral. Do Protocolo de Kioto a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas foram ratificadas por todos os países industrializados que concordaram em reduzir suas emissões abaixo do nível registrado em 1990. Ficou acertado que os países em desenvolvimento ficariam isentos do acordo. Contudo, President Bush, presidente dos os Estados Unidos — país responsável por cerca de um terço das emissões mundiais decidiu manter o seu país fora do acordo. Essa decisão provocou uma acalorada controvérsia ao redor do mundo, com profundas ramificações políticas e ideológicas.

Para avaliar a eficácia do Protocolo de Kioto, é necessário comparar o aquecimento global com e sem o acordo. Diversos autores independentes concordam que o impacto do protocolo no fenômeno é pequeno (uma redução de 0,15 num aquecimento de 2ºC em 2100). Mesmo alguns defensores de Kioto concordam que seu impacto é reduzido, mas o vêem como um primeiro passo com mais significado político que prático, para futuras reduções. No momento, é necessária uma analise feita pelo IPCC para resolver essa questão.

O Protocolo de Kioto também pode ser avaliado comparando-se ganhos e custos. Diferentes análises econômicas mostram que o Protocolo de Kioto pode ser mais dispendioso do que o aquecimento global que procura evitar. Contudo, os defensores da proposta argumentam que enquanto os cortes iniciais dos gases estufa têm pouco impacto, eles criam um precedente para cortes maiores no futuro.


Fonte:
www.jornaldomeioambiente.com.br

Marcadores