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Sou simples, honesto, sincero, dedicado, carinhoso, compreensível e de muita fé em DEUS. Sou católico, Professor formado em Educação Infantil, pelo curso de formação de docentes do C.E.P.E.M (Colégio Estadual Padre Eduardo Michelis) de Missal - PR, formado em Geografia (licenciatura) pela UNIGUAÇU – FAESI, e Pós - Graduado em Educação Especial e Inclusiva.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Noções básicas sobre solo e sua interação com a radiação solar..



UNIGUAÇU – UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DO IGUAÇU LTDA.
FAESI – FACULDADE DE ENSINO SUPERIO DE SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
ISE – INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GEOGRAFIA SEXTO PERÍODO
Sensoriamento Remoto Aplicado ao Ensino de Geografia




NOÇÕES BÁSICAS SOBRE SOLO E SUA INTERAÇÃO COM A RADIAÇÃO SOLAR.




ALESSANDRA DALMAS
ANDERSON JOSÉ BENDER
BRUNA FABIANA LUNARDI
GESSICA ALESSANDRA PEREIRA 





Trabalho de graduação apresentado à disciplina de Sensoriamento Remoto Aplicado ao Ensino de Geografia da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu, sob orientação da Professora Vanessa flores Oliveira.






SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
2012



Vivemos num mundo onde podemos encontrar os mais diversos recursos naturais, e dentro desse contexto de exploração, o mundo foi evoluindo e inúmeras tecnologias vieram a surgir. Baseando-se nesse fator, podemos citar como exemplo o sensoriamento remoto que é o conjunto de técnicas que possibilita a obtenção de informações sobre alvos na superfície terrestre e que coleta dados do mundo de uma forma panorâmica através do registro da interação da radiação eletromagnética com a superfície, realizado por sensores distantes, ou remotos.
Para esse contexto se tornar prático foi necessário o desenvolvimento de inúmeras pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos. No entanto, precisou-se primeiramente estudar a fundo todos os recursos naturais e a partir deles observar a reação que cada um exerceu no senário tecnológico do sensoriamento remoto focando fatores específicos do solo, rochas, atmosfera, clima, vegetação, entre outros elementos que em nível de sensoriamento remoto geram os mais diversos sistemas de energia que são absorvidos por satélite e consequentemente geram imagens que servem para gerar mapas e desenvolver projetos que visam colaborar com os benefícios da população humana.
Para se compreender essa forma de analise é preciso partir dos mais diferentes pontos para entender a fundo o contexto e as etapas desse processo tecnológico como podemos ver a seguir neste resumo.

Noções Básicas sobre o solo e sua Interação com a Radiação Solar
O solo pode ser definido como um corpo natural da superfície terrestre cujas propriedades são derivadas aos efeitos integrados do clima e dos organismos vivos (plantas e animais), sobre o material de origem, condicionado pelo relevo durante um período de tempo.
Como corpo natural, cada solo ocupa um espaço tridimensional e está rodeado por outros solos com propriedades diferentes. O solo pode ser entendido como uma mistura de compostos minerais e orgânicos da superfície da Terra que serve de substrato para o crescimento das plantas, isso do ponto de vista agrícola.
E através do Sensoriamento Remoto que fazemos e levantamento e reconhecimento dos solos.

Origem dos Solos
As rochas litosfera, quando expostas a atmosfera, ficam submetidas a ação direta do calor do sol, das aguas das chuvas e das variedades da pressão atmosférica, causando, inúmeras modificações no aspecto físico e na composição química dos minerais que as compõe. A estes processos dá-se o nome de intemperismo, ou meteorizarão, que é o responsável pela formação do material que dá origem ao solo, chamado regolito. O Intemperismo físico acontece porque os minerais que compõem a rocha possuem coeficientes de dilatação diferentes. Com a exposição a radiação solar e as variações na pressão atmosférica, alguns minerais dilatam mais que outros e, nesse processo de dilatação e contração, há o aparecimento de rachaduras, abrindo o caminho para os agentes causadores do intemperismo químico.
Nem todos os minerais que compõem a rocha têm a mesma facilidade de serem intemperados, pois alguns são mais resistentes do que os outros.
Além dos fatores de formação do solo, há também os fatores pedogenéticos: adição, transformação, perdas e transportes. Embora o ser humano faça parte dos organismos vivo, Primavest (1981) coloca-o como sendo o sexto fator da formação do solo. Dos elementos do clima destacam-se a temperatura e a precipitação pluviométrica. O calor do sol e as aguas das chuvas atuam desde a desintegração da rocha ate a formação do solo. A razão disso é a maior ou menor decomposição da rocha e a velocidade das reações químicas, que são maiores nos climas mais quentes.
É importante ressaltar a distinção entre o clima atmosférico e clima do solo, não obstante haja entre eles estreitas relações. Em uma mesma área fisiográfica podem ocorrer condições particulares que determinam variações no clima e do solo.
A agua que cai sobre um solo e não se evapora tem apenas dois caminhos a seguir: penetrar no solo ou escorrer pela superfície.
Com relação à idade dos solos, na pedologia há dois termos que são comumente empregados e que têm significados diferentes: idade e maturidade do solo. A idade refere-se ao tempo cronológico, enquanto a maturidade diz respeito à evolução do solo. Alguns solos podem apresentar idades absolutas relativamente pequenas e serem bem mais maduros que os outros com idades maiores.  Essa diferença é importante para a pedologia porque, diante da dificuldade de conhecer a idade de um solo os pedólogos buscam o entendimento pelo recurso da maturidade.

Composição do Solo
Considera-se que o solo é composto de quatro constituintes principais: partículas minerais, materiais orgânicos, água e ar, que, numa condição ideal, guardam uma relação percentual aproximada de 46; 4; 25; e 25, respectivamente. Esta caracterização serve para dar uma ideia do que se pode encontrar num determinado solo, pois, devido ação de agentes externos, esses componentes podem ocorrer em concentrações muito diferentes dessas. Água e ar não fazem parte do solo, estão nele porque encontraram uma condição (poros) que permite sua permanência no meio. Porém para o Sensoriamento Remoto tudo que faz parte de sua composição esta influenciado por este complexo.

Constituintes Minerais
As partículas minerais do solo podem ser classificadas, quanto a sua origem, em dois tipos: minerais primários, remanescentes da rocha que deu origem ao solo; e minerais secundários, formandos pela decomposição dos minerais primários. Os minerais primários são mais resistentes à ação do intemperismo químico, permanecem mais tempo no solo, mantendo sua composição original; os secundários são mais suscetíveis às alterações.

Material Orgânico
O teor de matéria orgânica do solo e bastante reduzido quando comparado ao de material mineral. Sua influencia nas propriedades do solo e consequentemente, no crescimento vegetal tem grande importância apesar do baixo valor do teor que leva a crer o contrário. A proporção de matéria orgânica varia entre os diferentes tipos de solos. Por exemplo, em solos arenosos desérticos a matéria orgânica chega a 0,5%.

Água do Solo
A água do solo consiste de uma solução contendo vários eletrólitos e outros componentes. Alguns autores consideram como água do solo a quantidade que fica fortemente retida nos colides.
A água penetra nos solos através dos poros, que nada mais são do que o resultado do arranjo das frações granulométricas, agregadas por agentes cimentantes,
De acordo com o conteúdo e a natureza de retenção de umidade, reconhecem-se três estados de solo: molhado, úmido e seco.
Solos arenosos e com pouco húmus tem menor capacidade de reter água do que os solos argilosos ricos em húmus;
Nem todos os solos tem a mesma capacidade de reter água, variando em função de diversas características, como textura, estrutura e conteúdo de matéria orgânica.

Ar e Solo
Os espaços porosos do solo não preenchidos pela água são ocupados por ar. O ar do solo possui uma composição variável, em função da proximidade da fonte de um determinado gás. O conteúdo de oxigênio no ar do solo é menor do que no ar atmosférico. A capacidade de retenção de ar no solo pode ser aumentada pela adição de matéria orgânica, cinzas ou areia, principalmente em solos arenosos. Com relação as estacoes do ano, na primavera e no outubro a quantidade de ar no solo é maior devido ao aumento da atuação bacteriana nestas estações.

Tipos de solo
Latossolo: São solos minerais de cor vermelha, alaranjada ou amarela. Uma característica muito importante é a sua profundidade, a porosidade. Por causa da quantidade de poros torna o solo permeabilizante, mesmo quando os teores de argila são elevados.
Latossolo Vermelho – Amarelo: São profundos e muito profundos, possuem óxido de ferro em mais ou menos 11%. Normalmente esse tipo de solo é poroso, mesmo com teores altos de argila. A sua textura varia, há registro de teores de argila de 15% a mais de 80%. No Brasil ocorrem em todo o território, sendo mais expressivos em alguns lugares e menos em outros.
Latossolo Amarelo: Se deriva de sedimentos arenosos, variando sua textura de franco-arenosa até muito argilosa. Esse tipo de solo é duro ou muito duro, quimicamente pobres . Possuem uma coloração amarela. O Latossolo amarelo ocorre em relevo plano, são muito profundos, com boa drenagem.
Latossolo Variação Una: Essa classe foi criada para abrigar os latossolos com médios a altos teores de ferro, com cores amareladas e alaranjadas, os quais não se encontram nos demais latossolos.
Latossolo: Podem ser vermelho, alaranjado ou amarelo. Possui uma grande característica que é a profundidade e a porosidade, que proporciona a estes solos uma alta permeabilidade. Esse tipo de solo é formado em clima quente e úmido, o que os tornam envelhecidos, estáveis e intemperizados.
Latossolo Ferrífico: (Latossolos Vermelhos Perférricos) A sua coloração é vermeho-violáceo, com textura argilosa e muito argilosa. São muito pobres quimicamente.
Latossolo Roxo: Tem coloração vermelho-escura, derivado de rochas básicas. São bastante porosos, argilosos e muito argilosos. Possuem um grande significado agrícola.
Latossolo vermelho-Escuro: Sua coloração é vermelho-escura, sua textura é argilosa e muito argilosa. É um tipo de solo muito profundo e bem drenado. Ocupam grandes extensões do território brasileiro, em condições de relevo pouco movimentado, e por isso constituem uma das classes mais importantes de solos.
Latossolo Bruno: Não hidromórficos. Argilosos e muito argilosos. Seu teor de acido de ferro é bastante elevado. Os latossolos Bruno se desenvolvem em planaltos cerranos, com altitude acima de 800 metros.
Terra Roxa Estruturada: (Argissolo, Nitrossolo) Tem coloração vermelha-escura, argilosa e muito argilosa, com teores de oxido de ferro relativamente elevados, apesar de ser bastante argiloso, esse tipo de solo é poroso. É encontrado em extensas áreas de planalto.
Podzólico Vermelho-Amarelo: (Luvissolo, Alissolo, Argissolo, Nitrossolo) È um solo mineral de cor vermelha a amarelada, são bastante variados em textura e profundidade. Tem vários interesses agrônomos, como a profundidade, textura, atividade da argila, entre outros.
Solos orgânicos: (Organossolos) Solos de constituição orgânica, de ocorrência em ambientes hidromórficos, exceto se drenados. Nos primeiros 40 cm da superfície observa-se duas camadas de constituição orgânica. Sua coloração é escura.
Glei Húmico e Glei Pouco Húmido: (Gleissolos) Essas duas classes se caracterizam pela presença de material orgânico na superfície, mas diferem da classe dos solos orgânicos. São classificados por solos minerais. Possuem limitações no uso agrícola, por causa do lençol freático e riscos de inundação.
Interação da radiação eletromagnética com os solos
A interação de a radiação eletromagnética dá-se microscopicamente. Toda matéria existente no universo é constituída de moléculas e que por sua vez são compostas por dois ou mais átomos de elementos químicos.
Transição intra-atômica
Existem os “terras raras “são elementos de ocorrência muito limitada nos solos por isso exercem pouca influência na absorção da radiação eletromagnética entre todos os elementos o mais comum que encontramos é o ferro normalmente no latossolos.

Transferência de carga ou transição inter elementos
Refere-se pelo processo pelo qual a energia é absorvida pela transferência de elétrons entre íons adjacentes isto é nas ligações químicas para formar um composto como o cloreto de sódio .no solo segundo Epiphânio os et al. (1992) os processos de transferência de cargas são postas em evidência pelo aumento progressivo da intensidade da reflectância do visível em direção ao infravermelho.
Transição de banda de valência á banda de transição
Nos metais há níveis de energia ou camadas vazias e próximos uns dos outros ,isso se faz por fornecimento de energia.nos elementos semicondutores, entre os quais alguns óxidos metálicos como a magnetita e a ilmenita as bandas completas com elétrons e as vazias são separadas poe certo intervalo de nível energético, esse intervalo ,com nívelde energia inferior ao do visível e do infravermelho é o responsável por bandas intensas de absorção metálica ao longo do espectro eletromagnético.

Absorção de origem molecular
A absorção da energia eletromagnética pode  ser de origem atômico ou molecular ela provoca o fenômeno de vibração da molécula ,essa vibração consiste em oscilação de átomos de moléculas e também de seu centro de equilíbrio a energia necessária para este fenômeno situa-se na região espectral do infravermelho médio. As vibrações de grupos são frequentes nos solos são bons exemplos de absorção de origem molecular.

Parâmetros que influenciam a refletância dos solos
Os parâmetros do solo que influenciam a radiação refletida da superfície são vários, o mais importante os óxidos de ferro , a umidade a matéria orgânica a granulometria , a mineralogia da argila e o material de origem, a cor do solo  a capacidade de troca catiônica de drenagem interna do solo a temperatura  a localização entre outros. A quantidade de energia refletida por determinado tipo de solo é função de todos esses fatores que se encontram no solo.

Óxido de Ferro
No sensoriamento remoto a refletância espectral dos solos pode ser usada na identificação de solos que contém diferentes óxidos de ferro, a quantidade de energia absorvida depende da quantidade de óxido de Ferro, os solos contendo maiores teores de óxidos de ferro como os Latossolos ferríferos e o as Latossolos roxos , os espectros de energia refletida principalmente na região do infravermelho próximo ,são bastante  atenuados em razão da presença deles , que as influências dos demais parâmetros do solo.
De acordo com a descrição das classes o Latossolo Ferrífero e o latossolo Roxo possuem altos teores de óxidos de ferro e coloração bastante semelhante. É preciso, porém estar atento a amplitude de variação de óxido de ferro que é muito grande podendo ocorrer caos em que os dois tipos de solos apresentem valores semelhantes.
Segundo Montgomery (1976) observou que o teor de óxido de ferro livre no solo foi significativo na reflectância tanto no visível como no infravermelho e que a significância tanto no visível aumentou com o aumento do comprimento da onda.

Matéria orgânica
A composição e o conteúdo de matéria orgânica no solo são reconhecidamente fatores de forte influência sobre a reflectância dos solos. Á medida  que o teor de matéria orgânica aumenta a reflectância do solo decresce no intervalo de comprimento da onda.

Rugosidade e formação de crosta superficial
Logo nas primeiras pesquisas o sensoriamento remoto em solos, foi possível reconhecer a presença de formação de crostas superficiais em áreas desnudas pala diferença no comportamento espectral dessas áreas em relação ás adjacentes do mesmo tipo de solo. A formação da crosta faz com que os solos úmidos apresentem um comportamento espectral de solo seco. Durante asa fases de interpretação dos dados de satélite e de fotografias aéreas os autores notaram que cetas aéreas preparadas para plantio apresentam nos dados do lantsat-3 dois tons de cinza bastante distinto :um bem escuro proveniente da maior absorção da radiação nesta faixa pela presença de óxido de ferro e outro mais claro embora fosse o mesmo solo após a verificação de campo constataram a presença de crostas no solo exatamente onde a tonalidade de cinza era mais clara, neste caso a formação de crosta  estava associada á diferença de tempo entre o preparo do solo nestas áreas e o período de coleta dos dados do satélite.

Umidade do solo
Quando o solo é molhado sua coloração torna-se mais escura .isto porque ocorre a absorção da radiação eletromagnética aumenta devido á presença da água, fazendo com que a reflectância do solo decresça na região do visível e do infravermelho próximo ao espectro eletromagnético quando comparado  o seu estado seco.

Distribuição dos tamanhos de partícula
Os solos são formados por partículas de diferentes tamanhos a caracterização textual se um solo é feita em função das frações areia,silte e argila, nota-se que cada uma dessas frações pode estar no solo em diferentes tamanhos compreendidos neste intervalos. Assim um solo pode apresentar reflectância espectral diferentes de outro da mesma classe por dois motivos; concentração e tamanhos das partículas que compõem esses solos.
Portanto nota-se que cada constituinte do solo interage com a radiação eletromagnética diferentemente do outro. No entanto é sempre bom relembrar que o solo esses minerais não ocorrem isoladamente e sim formando o complexo de solo.

Considerações finais
Com base resumo descrito pode-se entender que o Sensoriamento Remoto é uma forma de mapeamento dos objetos e fatos geográficos sem o contato direto com eles, e corresponde a um dos principais recursos tecnológicos utilizados pela cartografia moderna em termos de mapeamento e ainda destaca, que os recursos naturais do planeta Terra são essenciais para obtermos o resultado final desse processo devido a refletância dos mesmos, que pode ser simplificado através dos tipos de solos encontrados, matas, minerais entre outros. Ainda nesse mesmo ponto podemos analisar as interferências que ocorrem através da umidade, dias chuvosos, nublados ou fatos de radiação solar, ou seja, tudo influencia no Sensoriamento Remoto, por isso que é fundamental conhecermos todas essas bases terrestres para podermos realmente entender a fundo o que vem a ser o sensoriamento remoto e suas aplicações.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Resumo básico sobre libras



Libras (Língua Brasileira de Sinais) é uma língua natural usada pela maioria dos surdos do Brasil. Tem sua origem na língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua própria língua de sinais que sabe as influências da cultura nacional.
Diferente de todos os idiomas já conhecidos, que são orais e auditivos, a libras é visual-gestual, é uma língua pronunciada pelo corpo.

A história da libras
No período de 1500 a 1855, já existiam muitos surdos no país. Nessa época, a educação era precária. Em 1855, ocorreu a vinda ao Brasil de um professor francês surdo, chamado Hurt, e, em 1887, foi fundado o primeiro Instituto Nacional de Surdos Mudos no Rio de Janeiro.

O que quer dizer “Libras”
Libras – é a sigla de: Língua Brasileira de Sinais, que são as línguas naturais das comunidades surdas.
Ao contrario do que muitos imaginam as línguas de sinais não são simplesmente mímicas e gestos utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação e sim, são línguas com estruturas gramaticais próprias.
O que diferencia as línguas de sinais das demais línguas é a sua modalidade visual – especial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma língua de sinais irá aprender outra língua como, por exemplo, o francês, inglês ou espanhol entre outras. Os seus usuários podem discutir qualquer assunto e até mesmo produzir poemas, peças teatrais ou músicas.
Como em qualquer outra língua também se possui expressões que diferem de região para região o que a legítima ainda mais como língua.
Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto do corpo ou ainda no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais.

Configuração das mãos:
São formas das mãos que podem ser da datilologia (Alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou, esquerda para os canhotos) ou ainda pelas duas mãos em alguns casos.

Sinais:
O sinal, dentro da Língua de Sinais, representa o conjunto de configuração de mãos, de ponto de articulação e de movimento que expressa um significado próprio e pré-determinado, formando assim um meio de comunicação que se constitui em uma língua.

Ponto de articulação:
Sinais do meio do corpo até a cabeça, ou seja, o ponto de articulação se refere ao local, no corpo do sujeito falante da língua ou na área definida pelo corpo, onde será realizado o sinal.

Expressão facial ou corporal:
As expressões são fundamentais para o entendimento real do sinal. Ou seja, além dos parâmetros principais e secundários, os não manuais participariam também da língua, tendo por objetivo a diferenciação de significados e a marcação na construção sintática da língua. Assim como os ouvintes usam a voz com tonalidades (quando estão muito bravos ou pouco bravos, por exemplo), os surdos usam a expressão facial.

Orientação e direção:
Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Os sinais de desculpa, evitar e idade, por exemplo, possui a mesma configuração de mão (como a letra “Y”) a diferença, no entanto é que cada uma é produzida em um ponto diferente do corpo. Exemplo.
Y à sem tocar no corpo
Desculpa à quando encostamos a mão com o sinal no queixo.
Evitar à quando encostamos a mão com o sinal na testa perto da sobrancelha.
Idade à quando encostamos a mão com o sinal no peito perto do ombro.
Todo esse processo descrito acima é feito com o mesmo sinal da letra “Y” porém em regiões diferentes do corpo como foi visto.  

Definição das Identidades dos surdos segundo PERLIN (1998)


  •  Identidade flutuante: é aquela na qual o surdo se espelha na representação hegemônica do ouvinte, vivendo e se manifestando de acordo com o mundo do ouvinte.
  • Identidade inconformada: e aquela na qual o surdo não consegue captar a representação da identidade do ouvinte, hegemônica, e se sente numa identidade subalterna.
  •   Identidade de transição: é aquela na qual o contato dos surdos com a comunidade surda é tardio, o que os faz passar da comunicação visual-oral (na maioria das vezes truncada) para a comunicação visual sinalizada – o surdo passa por um conflito cultural.
  •  Identidade híbrida: é reconhecida nos surdos que nasceram ouvintes e se ensurdeceram e terão presentes as duas línguas numa dependência dos sinais e do pensamento na língua oral.
  •   Identidade surda: é aquela na qual ser surdo é estar no mundo visual e desenvolver sua experiência na Língua de Sinais. Os surdos que assumem a identidade surda são representados por discursos que os veem capazes como sujeitos culturais, uma formação de identidade  que só ocorre entre os espaços culturais surdos.
Alfabeto de Libras 

 Numeros nos sinais de Libras
 
 
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Interação da radiação Solar com os alvos terrestres






A principal fonte natural de radiação eletromagnética utilizada no  sensoriamento remoto é o Sol. O Sol emite radiação para a superfície
terrestre através da propagação da radiação eletromagnética pelo espaço, ou seja, ela não precisa de um meio físico para se propagar.
Ao incidir na superfície terrestre, parte desta radiação é refletida e retorna para o espaço onde pode ser captada por um sensor remoto a bordo de um satélite que por sua vez retransmite o sinal gravado para uma antena terrestre. A velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas é de ~ 300.000 km.

Espectro eletromagnético

O espectro eletromagnético é dividido em diversas bandas ou regiões, como por exemplo a região do visível que sensibiliza os nossos olhos. Esta região do espectro por sua vez pode ser dividida em outras faixas que representam as diferentes cores (azul, verde e vermelho). Nas regiões do visível e do infravermelho a representação da radiação do espectro eletromagnético se dá através do comprimento de onda.


Exemplos de sistemas e plataformas mais utilizados

NOAA
       : Foi originalmente  projetado com a finalidade de prover dados para estudos metrológicos, oceanográficos e hidrológicos.
       As imagens deste sistema têm baixa resolução espacial para fins de monitoramento da cobertura do solo.

Série LANDSAT
       Em julho de 1972 o primeiro satélite da série Landsat foi posto em órbita.
       Tinha a finalidade de monitorar a superficie da Terra.

SPOT
    
       A grande diferença e vantagem do sistema Spot é a possibilidade de direcionar lateralmente os arranjos de sensores para apontar em direção fora do nadir.

IKONOS
       Lançado no dia 24 de setembro de 1999, desenvolvido visando um conjunto leve e de alta eficiência.
QUICKBIRD
       O sistema possibilita a obtenção de imagens com visada lateral, isto é, inclinando seu telescópio para cobrir faixas fora do nadir em até 25 graus.


CBERS
       Programa de cooperação entre Brasil e China para desenvolver dois satélites de observação da Terra.
Sistemas aerotransportados
       Em principio, os mesmos sensores que são transportados por plataformas espaciais podem ser transportados a bordo de aviões.
       A maior desvantagem do uso de plataformas aéreas está associada à baixa estabilidade da plataforma e à geometria do imageamento.

Principais aplicações em Sensoriamento Remoto

            Aplicações na Agricultura
w   Classificação do tipo de cultura
w   Condições de acesso a colheita
w   Estimativas de rendimento
w   Mapeamento de características de solo
w   Mapeamento de práticas e manejo de solo
w   Monitoramento de plantio e práticas culturais

Aplicações em Florestas
w  Mapeamentos de reconhecimento
n  Levantamentos de cobertura florestal, ambiental, monitoramento e mensuração               de propriedades biofísicas
Discriminação do tipo de cobertura florestal
Mapeamentos de sistemas agro-florestais

         Aplicações em Florestas
w  Florestas Comerciais
n  Aplicações nas áreas de inventário, exploração florestal, estoques, tipo de uso, densidade de vegetação e mensuração de biomassa.

  Florestas Comerciais
n    Mapeamento de desflorestamento e regeneração
n  Controle de incêndios florestais
n  Mapeamento de infraestrutura / suporte a operações
n  Inventários florestais
n  Estimativa de biomassa
n  Inventário de espécies florestais

Aplicações em Florestas
w  Monitoramento ambiental
n  Monitoramento da quantidade, saúde e densidade das florestas na terra
l  Desflorestamento
l  Inventário de espécies
l  Proteção de bacias hidrográficas
l  Proteção de florestas e ambientes costeiros
l  Estudo de vigor e saúde de florestas

Aplicações em Geologia
w  Depósitos superficiais
w  Mapeamentos litológicos
w  Mapeamentos estruturais
w  Exploração mineral
w  Exploração de hidrocarbonetos
w  Geologia ambiental
w  Geobotânica

Aplicações em Geologia
w  Estudo de camadas sub-superficiais
w  Monitoramento e mapeamento de sedimentação
w  Monitoramento e mapeamento de eventos
w  Mapeamentos de geo-catástrofes
w  Mapeamentos planetários

Aplicações em Hidrologia
w  Mapeamento e monitoramento de uso de bacias hidrográficas
w  Estimativa de umidade do solo
w  Monitoramento de lâminas d’água
w  Monitoramento de rios, lagos e geleiras
w  Monitoramento e mapeamento de fluxos
w  Monitoramento da dinâmica de glaciais

Aplicações em Hidrologia
w  Detecção de alterações de deltas e rios
w  Mapeamento e modelamento em bacias hidrográficas
w  Planejamento de canais de irrigação
w  Planejamento e sequenciamento da irrigação

Aplicações em Estudos de Geleiras
w  Concentração de gelo
w  Tipo / Idade e movimentos de camadas
w  Detecção e mapeamento dos deslocamentos de icebergs
w  Superfície topográfica das camadas
w  Auxílios a navegação marítima
w  Estudos de habitats marinhos
w  Monitoramento da poluição
w  Estudo de mudanças globais e meteorológicas

Aplicações em Levantamentos e Uso da Terra
w  Gerenciamento de recursos naturais
w  Proteção aos habitat’s de vida silvestre
w  Mapeamento como auxílio aos GIS
w  Planejamento e monitoramento de expansão urbana
w  Planejamento de rotas e logística
w  Prevenção de acidentes naturais
w  Atualização de bases cartográficas
w  Planejamento de traçado de estradas
w  Planejamento de transportes hidrográficos
w  Avaliação de propriedades e limites legais
w  Estudo de limites político-administrativos

Aplicações em Mapeamentos
w  Mapeamentos planimétricos
w  Mapeamentos altimétricos
w  Modelos Digitais de Elevação (MNT/DEM)
w  Mapeamentos básicos e temáticos
w  Mapeamentos topográficos

Aplicações em Oceanos e Águas Costeiras
w  Padrões de identificação em Oceanos
Padrões de circulação regional e correntes marinhas
w  Zonas frontais, ondas gravitacionais, batimetria
Estoque de recursos pesqueiros
w  Monitoramento da temperatura da água
w  Qualidade da água
w  Produtividade dos oceanos, concentração de phytoplancton
w  Inventário e monitoramento de aquaculturas
Aplicações em Oceanos e Águas Costeiras
w  Óleos
w  Mapeamento e predição de vazamentos, extensão e conseqüências
w  Suporte estratégico à decisões emergenciais
w  Identificação de áreas de exploração de ocorrências naturais de petróleo
w   Navegação
w  Rotas marítimas
w  Estudo de densidade de tráfego
w  Levantamento de áreas operacionalmente pesqueiras
w  Mapeamentos batimétricos

O que é interpretação de imagens?
          Interpretar fotografias ou imagens é identificar objetos nelas representados e dar um significado a esses objetos. Assim, quando identificamos e traçamos rios e estradas, ou delimitamos uma represa, a área ou mancha urbana correspondente a uma cidade, uma área de cultivos, etc., a partir da análise de uma imagem ou fotografia, estamos fazendo a sua interpretação.
          Quanto maior a resolução, e mais adequada a escala, mais direta e fácil é a identificação dos objetos em uma imagem.
          Na maioria das vezes, o resultado da interpretação de uma imagem obtida por sensor remoto é apresentado em forma de um mapa. Muitas vezes, a própria imagem é utilizada como um mapa (uma base), na qual assinalamos limites, estradas, drenagem e o nome dos objetos identificados.
          Esse procedimento é muito comum quando os dados são utilizados em formato digital e analisados diretamente na tela de um computador, através do uso de um software de processamento de imagens e de um SIG.
          Desta maneira, a informação obtida pode ser armazenada no formato digital e o mapa gerado automaticamente.

Interpretação visual
            A interpretação visual pode ser definida como o ato de examinar imagens com o propósito de identificar objetos e julgar a sua significância. Sendo assim, a tarefa do intérprete não é só aquela de identificar e delinear os objetos precisamente, mas sim procurar definir regiões que apresentam uniformidade quanto à composição e a aparência.
O intérprete generaliza para definir unidades espaciais que compõem o sujeito da interpretação.

Elementos de interpretação visual
          Localização
          Tonalidade ou Cor
          Textura
          Tamanho
          Forma
          Sombra
          Padrão

Localização

            Esse elemento está associado às características geográficas e morfológicas de uma localidade, ou de um lugar. Há determinadas categorias de uso e cobertura da terra que, devido às suas características, ocupam certas posições geográficas no terreno e não ocupam outras. Assim, em localidades de relevo muito dissecado espera-se encontrar parcelas de terra com culturas perenes, reflorestamentos, pastagens e vegetação natural.

Tonalidade ou cor
            A tonalidade está relacionada com a intensidade da energia eletromagnética refletida ou emitida pelo objeto, ou pela feição da superfície terrestre captada pelo sensor. Em uma imagem, a tonalidade consiste em diversas gradações de cinza que variam do preto ao branco, sendo estas, respectivamente, baixa intensidade de energia refletida ou emitida e alta intensidade de energia refletida ou emitida.
            Tonalidade e cor: Está estreitamente relacionada com o comportamento espectral das diferentes coberturas da superfície terrestre.
          Em uma imagem de satélite, as diferentes quantidades de energia refletida pelos alvos são associadas a tons de cinza, isto é, quanto mais energia um alvo reflete mais energia chega ao sensor a bordo do satélite, conseqüentemente mais claro será o tom de cinza deste alvo na imagem, ao contrário, quanto menos energia um alvo na superfície terrestre reflete, mais escuro será o tom de cinza apresentado por ele na imagem, isto funciona também para as imagens coloridas.
          Conhecendo-se o comportamento espectral dos alvos na superfície terrestre, em cada faixa do espectro eletromagnético e levando-se em consideração estas variações de cinza na imagem, pode-se caracterizar os diferentes tipos de alvos e coberturas existentes na área estudada.

Textura
            Este elemento pode ser definido como a freqüência da variação de tons em uma imagem, o que depende, principalmente, da escala e da resolução do produto. A textura é a impressão visual da rugosidade ou da suavidade em certas áreas de uma imagem, causada pela variabilidade ou pela uniformidade tonal dessas porções da imagem. Em função dessa característica, a textura refere-se a determinadas porções de uma imagem e não aos objetos individuais.
            Textura: É a qualidade que se refere a aparente rugosidade ou suavidade de um alvo em uma imagem de sensoriamento remoto, ela pode “ser entendida como sendo o padrão de arranjo espacial dos elementos texturais. Elemento textural é a menor feição contínua e homogênea distinguível em uma fotografia aérea, porém passível de repetição, por exemplo, uma árvore” (Moreira, 2001). A textura varia de lisa a rugosa, no caso do relevo, quanto mais lisa mais plano é o relevo, quanto mais rugosa, mais acidentado é o relevo.

Tamanho
            O tamanho de um objeto ou de uma feição deve ser considerado em função da escala e da resolução da imagem. Assim, um objeto, ou uma feição, pode ser distinguido pelo seu tamanho em relação aos outros objetos vizinhos.
Quanto maior a resolução espacial do sensor maior sua capacidade de registrar apenas uma categoria de uso e cobertura da terra, por outro lado se o tamanho do pixel for grande, o sinal que lhe é correspondente representará vários tipos de categorias de uso e cobertura da terra.
          O tamanho dos alvos deve ser também levado em consideração, pois algumas vezes alvos diferentes apresentam formas semelhantes, mas tamanhos diferentes, o que auxilia na sua caracterização, por exemplo:
          Rios principais (de grande porte) e seus afluentes (de menor porte);
          Cidades pequenas (com área pequena) das metrópoles (com área grande);
          Açudes (de pequeno porte geralmente de propriedade privada) de reservatórios (de grande porte construídos por organismos público estaduais ou nacional);
          Talhões de diferentes tipos de cultura, por exemplo, a cana-de-açúcar em geral apresenta talhões de grande porte;

Forma
            Este elemento refere-se às características morfológicas do objeto, ou seja, sua configuração e suas características geométricas.
- Em geral, formas irregulares estão associadas aos objetos e às feições naturais como rios, rochas e vegetação;
- enquanto que, as formas regulares correspondem às obras artificiais criadas pelo homem como as estradas, as praças e as edificações .
          A Forma facilita o reconhecimento de alguns alvos na superfície terrestre, com formas bem definidas e características, tais como:
          Estradas e linhas férreas (que apresentam formato longitudinal),
          Cultivos (que tem formas regulares e bem definidas, pois as culturas são plantadas em linha ou em curva de nível),
          Culturas irrigadas,
          Reflorestamentos (que tem formas geométricas definidas ao contrário da mata natural),
          Aeroportos, principalmente a pista,
          Estruturas geológicas e geomorfológias,
          Cidades e áreas urbanas,
          Rios, represas, lagos, açudes,
          Áreas de queimadas, de desmatamento ou de irrigação.

Sombra
            As sombras são fenômenos comuns em imagens, resultam da ausência de energia refletida ou emitida pelos objetos e feições da superfície.
Dependendo do tipo de interpretação que se realiza este elemento pode ser favorável, para o reconhecimento e para a estimativa da altura dos objetos como edifícios, árvores e formas topográficas as sombras são favoráveis.
Por outro lado, possuem a desvantagem de obscurecer ou mascarar detalhes importantes de pequenas dimensões como campos de cultivos agrícolas, cursos d’água e construções localizados em encostas sombreadas no momento da aquisição da imagem.
          Sombra: Na maioria das vezes ela dificulta a interpretação das imagens, porque esconde a informação onde ela está sendo projetada. Além disso, como nas imagens ela aparece na cor preta, ou seja, da mesma cor que os corpos d’água, muitas vezes há uma confusão entre estes alvos e a sombra, principalmente se esta última estiver próxima a um corpo d’água.
          Nesta situação fica difícil determinar onde é o limite da sombra e o limite do corpo d’água. De um modo geral o relevo sempre provoca uma sombra do lado oposto à incidência do sol, fazendo com que estas áreas apresentem tonalidades escuras na imagem, ao contrário a área iluminada pelo sol que aparece clara. Este recurso de sombra e claro pode auxiliar a mapear relevos em latitudes mais elevadas, principalmente em áreas de serras e Colinas.

Padrão
            Este elemento é caracterizado pelo arranjo espacial entre os objetos representados em uma imagem; assim, a repetição de certas formas é característica de certas paisagens, revelando que os objetos e os elementos guardam relações entre si.
O padrão urbano, por exemplo, define-se pelo arruamento que forma um conjunto de quadra com edificações, por outro lado, nas áreas agrícolas, pode-se identificar glebas com culturas em diferentes estágios de crescimento e glebas com solos preparados.
          Exemplos de Padrão: Este conceito indica que um alvo na superfície terrestre apresenta uma organização peculiar que o distingue de todos os outros. Em estudos de bacias de drenagem o padrão de drenagem é um elemento importante, pois ele está associado ao tipo de solo, rocha e estrutura geológica da área que está sendo estudada.
          Permite também identificar alguns tipos de coberturas e uso do solo tais como áreas agrícolas, área de irrigação, áreas urbanas, etc.

Características dos mapas
          Legibilidade
           Exatidão
           Descrição explícita
           Consistência e uniformidade
           Representação planimétrica exata
           Compatibilidade com outros tipos de dados
           Detalhes espacial e taxonômicos apropriados

Legibilidade
            Um mapa deve possuir clareza e ser de fácil leitura na escala de publicação, os símbolos devem ser concisos e facilmente distinguíveis. O tamanho das parcelas deve conduzir a uma ótima legibilidade, assim parcelas muito estreitas ou muito pequenas devem, necessariamente, ser omitidas ou agrupadas em classes mais abrangentes.

Exatidão
            Em áreas em que os padrões de uso e de revestimento da terra são complexos, o delineamento das parcelas com exatidão aceitável é impraticável. Nesses casos, o leitor deverá ser alertado sobre a presença de misturas e agrupamento de categorias dentro de uma única classe.

Descrição explícita
            O leitor deve ser capaz de entender todas as informações relevantes presentes no mapa, então o método de compilação das informações deve ser explicitado no mapa, na legenda e no relatório que acompanha o mapa. Cada categoria deve ser explicitamente descrita no relatório, incluindo considerações, definições e dados quantitativos a respeito de cada categoria específica.

Consistência e uniformidade
            O intérprete, ou elaborador, deve conseguir manter uma uniformidade constante por todo o mapa, o que dependerá do tamanho e do modo em que as parcelas serão agrupadas em categorias mais abrangentes.
O conjunto das parcelas deverá representar áreas geográficas com padrões uniformes quanto ao uso e cobertura da terra, ou padrões de misturas que se repetem. Assim, os padrões evidenciam paisagens que devem ser descritas na legenda e no relatório.


Representação planimétrica exata
            O uso e o revestimento da terra deve ser apresentado ao usuário em uma base cartográfica precisa, possibilitando o cálculo de áreas e distâncias. Para obtenção de mapas com razoável precisão, é necessário que o intérprete siga dois passos. O primeiro, consiste em registrar a informação contida na imagem diretamente sobre um overlay. O segundo passo, por sua vez, é transpor as informações contidas nos overlays para uma base cartográfica precisa, utilizando para isso aparelhos analógicos ou digitais.

Compatibilidade com outros dados         
            As informações contidas no mapa são úteis quando compatíveis com outros tipos de dados, possibilitando, dessa forma, a sua comparação.
Em trabalhos e pesquisas que envolvam o planejamento ambiental, os mapas de uso e revestimento da terra são combinados com mapas topográficos, mapas de solos, mapas geológicos e, quando possível, comparáveis aos dados de setores censitários, a comparação com esses últimos nem sempre é possível

Detalhes espacial e taxonômico apropriados               
            Os mapas não são preparados sem um conhecimento geral prévio de sua finalidade, quem prepara os mapas deve estar informado dos requerimentos dos usuários e das organizações que utilizarão as informação nele contidas. Nesse sentido, testes devem ser realizados de antemão para aprimorar os resultados finais, discussões com os usuários devem existir no decorrer do mapeamento. Este procedimento de intercâmbio contínuo possibilitará maior eficiência na utilização do produto final.

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