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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Geoprocessamento a serviço da Gestão Municipal



Veja por que o geoprocessamento está sendo considerada uma verdadeira vedete em muitas prefeituras brasileiras.

        Técnica relativamente recente no País e no mundo, sobretudo no que tange à possibilidade de execução de análises espaciais automatizadas, o geoprocessamento evoluiu com o avanço tecnológico da informática e gradativamente insere-se no universo das prefeituras, assim como ocorreu com a implantação dos microcomputadores.
         A conquista de adeptos tem acontecido rapidamente. Isso porque o geoprocessamento pode ser aplicado a diversos temas nas prefeituras, sempre com o mesmo objetivo: o apoio à gestão municipal. Como a natureza de atuação de uma prefeitura é essencialmente ampla, a aplicação do geoprocessamento segue a mesma regra, podendo servir como suporte a uma série de atividades como o controle de zoonoses , a definição de número de vagas de uma escola ou mesmo a análise do melhor roteiro para atender a uma situação de emergência. A dinâmica muito ativa nas cidades, especialmente naqueles núcleos urbanos mais densos e complexos, também está na mira dos projetos de geoprocessamento, que oferecem instrumental para acompanhar as alterações do meio. Há uma lista infinita de temas discutíveis, além de técnicas específicas para o atendimento de cada uma das necessidades de aplicação do geoprocessamento num município.
         A oferta de um sistema com grande capacidade de armazenamento e gerenciamento de dados é extremamente importante para gestores municipais. E, embora o cadastramento de imóveis venha, tradicionalmente, nas prefeituras brasileiras, ocorrendo apenas com o objetivo de aplicar taxas urbanas e rurais, a modernização do instrumental de trabalho e a municipalização de uma série de serviços oferecidos pelo Estado trouxeram à tona a necessidade de implantação de um cadastro único, por meio do qual todos os setores de uma prefeitura possam atuar. Este cadastro deveria estar preparado e devidamente atualizado para oferecer respostas a questões como:

• Quantas pessoas moram na Rua X, número 100?
• Esta família tem algum deficiente?
• Existe algum idoso que seja atendido pelo sistema de saúde municipal?
• Qual foi o último atendimento de saúde oferecido a algum morador deste endereço?
• Há algum atendimento de saúde agendado para este endereço? Qual e quando?
• Este imóvel foi vistoriado pela equipe de controle de zoonoses? Quando?
• Há algum animal de estimação nesta residência?
• Há crianças na escola e qual a faixa etária destas crianças?
• Esta residência tem quantos metros quadrados construídos?
• Qual o zoneamento do lote? Qual o tamanho deste lote?
• Esta família está inscrita em algum programa habitacional?
• Qual a atividade exercida pelas pessoas da família? Qual a renda familiar?
• Esta família está inscrita em algum programa de bolsa para incremento da renda?
• Qual o valor do IPTU cobrado?
• Este imóvel tem dívida na prefeitura?
• Este imóvel tem registro no Cartório de Registro de Imóveis?
• Quem é o proprietário do imóvel?

            Apesar de parecerem questões fáceis para uma prefeitura, nem sempre é simples obter as respostas requeridas. Isso ocorre porque os cadastros são corriqueiramente individualizados por temas.
           Assim, cada secretaria municipal possui seu próprio cadastro, com diferentes níveis de atualização e de complexidade e também com diferentes dados. Isso demanda buscas sequenciais em cadastros que não possuem conexão alguma. Esta falta de conectividade e a burocracia inerente à máquina municipal prejudicam a velocidade de resposta a estas questões e a tantas outras – muito importantes para a agilidade e tomada de decisão e que deveriam ser rapidamente respondidas por qualquer técnico servidor público.
Porém, mais complicado ainda seria encontrar respostas para as seguintes perguntas:

A dinâmica muito ativa nas cidades, especialmente naqueles núcleos urbanos mais densos e complexos, também está na mira dos projetos de geoprocessamento, que oferecem instrumental para acompanhar as alterações do meio. Há uma lista infinita de temas discutíveis além de técnicas específicas para o atendimento de cada uma das necessidades de aplicação do geoprocessamento num município.
• Qual a escola mais próxima da rua X, número 100?
• As crianças que vivem neste endereço estão realmente frequentando a escola mais próxima? Se não, por que estudam longe de casa?
• Qual o hospital mais próximo deste endereço? E o posto de saúde?
• O posto de saúde mais próximo atende às necessidades desta família?
• A região de entorno deste endereço tem bom índice de empregabilidade ou as pessoas precisam se deslocar para outras regiões para encontrar emprego?
• Há desempregados na família? E deficientes?
• Quais as linhas de ônibus que as levam para seus trabalhos? Quantos ônibus circulam diariamente nestas linhas?
• Qual a qualidade ambiental do bairro?
• Este imóvel está em área de risco de escorregamento ou de alagamento?
• Em que porção do município este imóvel está localizado?
•Há padarias, supermercados e farmácias perto desta casa?
• Quem são os vizinhos do número 100?

         Muitas outras perguntas como estas ainda poderiam ser feitas. Todas voltadas para localização do imóvel citado em relação aos demais serviços e imóveis. São perguntas que também fazem parte do dia a dia de trabalho numa prefeitura, mas que dificilmente poderiam ser respondidas com o uso de cadastros alfanuméricos sem representação espacial. Assim, estas perguntas poderiam ser respondidas por meio de um cadastro multifinalitário computacional, ferramenta do geoprocessamento. Ou seja, sua capacidade de armazenamento e gerenciamento de dados, associada ao posicionamento dos objetos que representa, é importante instrumento para gestores municipais. Desse modo, por meio dessa técnica surge “o sol, entre as trevas ” (“a solução, entre tantas perguntas”). Ao geoprocessamento são atribuídas as responsabilidades de solucionar as questões anteriormente colocadas, entre muitas outras que serão feitas.
         O geoprocessamento também pode ser utilizado como porta de comunicação direta com os munícipes que procuram atendimento nas prefeituras. Com alguns toques e digitação, por exemplo, um servidor público, perguntado sobre em qual escola uma moradora deve matricular seu filho, terá uma resposta concisa e suficientemente clara a oferecer, baseada em dados reais; além de outras orientações que a munícipe pode nem mesmo estar requisitando, mas que lhes sejam úteis. Na tela do computador, o servidor público atendente procura o endereço da moradora e por análise de proximidade detecta a escola a indicar, avaliando em seguida a existência de vagas disponíveis para matrícula e a oferta de transporte público disponível para o trajeto, caso não haja transporte escolar. Nessa mesma tela o atendente terá condições de observar ainda qual a situação de atendimento de saúde oferecido à família, por exemplo.
            Técnica essencialmente multidisciplinar, o geoprocessamento necessita de uma série bem variada de profissionais. Contudo, é importante lembrar que a técnica exige treinamento específico para que sejam observadas as regras construtivas dos bancos de dados e da representação espacial, a fim de garantir a eficácia do sistema como um todo. A geração de mapas também deve respeitar as regras da cartografia sistemática e temática, que não podem ser esquecidas nunca.
            Todos esses elementos fazem da atuação no geoprocessamento municipal, um campo muito fértil para o geógrafo profissional, cuja formação é permeada pelo conhecimento das técnicas de cartografia, de planejamento e de análises socioeconômica e ambiental, entre outras. Hoje em dia, muitos geógrafos já atuam neste ramo e a potencialidade do mercado de trabalho, para quem se interessar por esta tecnologia, é cada vez maior, principalmente porque se trata de um universo de mais de 5.000 municípios no país.
            Todos esses elementos fazem da atuação no Geoprocessamento Municipal, um campo muito fértil para o profissional de geografia, cuja formação é permeada pelo conhecimento das técnicas de cartografia, de planejamento e de análises sócio- econômica e ambiental, entre outras. Hoje em dia, muitos geógrafos já atuam neste ramo e a potencialidade deste mercado de trabalho, para quem se interessar por esta tecnologia, é cada vez maior.

Fonte:
*Jorge Raffo é professor do Departamento de Geografia – FFLCH – USP. Contato: jgraffo@usp.br **Luciana Dias do Nascimento é geógrafa e Ms.c em Geografia Física pela USP. Atua em geoprocessamento destinado ao cadastro municipal. Contato: luciana_nascimento@yahoo.com

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Curiosidades sobre as regiões do Brasil



QUESTÕES REGIÃO SUDESTE:

1- Cite quais os principais tipos de vegetação da região Sudeste?
R: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Vegetação Litorânea.

2- Por quais bacias hidrográficas a região sudeste é abrangida?
R: A região Sudeste é abrangida pelas bacias hidrográficas do Rio Paraná, do Rio São Francisco e pelas bacias do Leste e do Sudeste.

3- Por que a região Sudeste pode ser considerada a mais industrializada e desenvolvida do País?
R: É a região mais populosa e industrializada do país. Hoje em dia, atuam principalmente no setor secundário e terciário, em restaurantes, indústrias de bebidas, alimentos, moveleiras, química, farmacêutica, automobilística, eletroeletrônica, de comunicação etc. Além disso, possui também uma moderna e produtiva agropecuária, com destaque para o café, a cana-de-açúcar, a laranja e o gado leiteiro. Trabalho, beleza, ação, conhecimento, arte, poder, sol, praias, grutas, montanhas, problemas sociais, arquitetura do estilo barroco ao ultramoderno, movimento, culinária globalizada; a face urbana do país, que imigrantes portugueses, italianos, espanhóis, árabes, alemães, orientais, entre outros, ajudaram a construir e misturar.

4- Dentro da região Sudeste a uma cidade que se destaca na questão da economia, e pode ser considerada a cidade mais rica. Tem um PIB em torno de um trilhão e com uma participação de 33% no Produto Interno Bruto nacional. A partir desses dados cite o nome dessa cidade.
R: São Paulo

5- Quais os tipos de climas que predominam na região Sudeste?
R: A Região Sudeste destaca-se pelos climas tropical, tropical de altitude, litorâneo úmido e subtropical úmido.

QUESTÕES DA REGIÃO SUL

1- O que os imigrantes alemães e italianos trouxeram para complementar a cultura do sul do Brasil?
Festas típicas, danças, músicas, culinária, idiomas, trajes típicos e os costumes do seu país de origem.

2- A região sul do Brasil possui uma vegetação bem diversificada, fale sobre elas.
Mata de Araucárias, bastante devastada e da qual só restam alguns trechos, aparece nas partes mais elevadas dos planaltos do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Possui vastas extensões de terra de campos limpos, conhecidos pelo nome de campos meridionais.
O litoral merece destaque a vegetação costeira de mangues, praias e restingas.
Floresta Tropical Atlântica, esse tipo de vegetação é encontrado nas planícies costeiras, além de encostas e serras.

3- Fale como foi o processo de colonização do sul do Brasil, e porque foi diferente do que ocorreu em São Paulo?
A Região Sul foi destinada, pelo governo brasileiro, ao povoamento com colonos e tinham como objetivo fazer do povoamento e da colonização mecanismos de conquista e de manutenção do território, povoar áreas de florestas próximas de rios, enquanto no sistema adotado na província de São Paulo, o objetivo era solucionar a carência de mão-de-obra nas propriedades de café.

4- Porque o sul do Brasil é conhecido por proporcionar aos seus habitantes a melhor qualidade de vida?
Por que oferecem o melhor índice de desenvolvimento humano, os melhores indicadores de mortalidade infantil, educação e saúde, além de possuir a segunda renda per capita do Brasil.

5- Quais são as principais atividades econômicas da região sul?
Agricultura: atividade econômica de maior rendimento e que emprega o maior número de trabalhadores.
Pecuária: o Paraná possui destaque na criação de suínos, abastece a população, serve de matéria-prima a grandes frigoríficos.
Extrativismo: O extrativismo na região Sul, apesar de ser uma atividade econômica complementar, é bastante desenvolvido.
Indústria: As maiores concentrações industriais situam-se nas regiões metropolitanas de Curitiba no Paraná e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

QUESTÕES DA REGIÃO NORDESTE

1- Qual a primeira atividade econômica realizada no litoral nordestino logo após o descobrimento do Brasil?
A extração do Pau-Brasil

2- Alguns países como a França não concordavam com o tratado de Tordesilhas e realizavam constantes ataques ao litoral nordestino. Qual era o objetivo desse ataque?
O principal objetivo desses ataques era o de contrabandear madeira para a Europa.

3- Para que se pudesse analisar de forma mais fácil às características da região Nordeste, o IBGE dividiu a região em quatro zonas (Sub-regiões) quais são elas?
O nordeste se encontra dividido nas sub-regiões: Meio-Norte, Sertão, Agreste Nordestino, Zona da Mata.

4- Quais os principais problemas nordestinos que se estendem desde os tempos históricos?
Agricultura atrasada e pouco diversificada, grandes latifundiários, concentração de renda e uma indústria pouco diversificada e de baixa produtividade; além do fenômeno natural de secas constantes.

5- A resistência quilombola se iniciou no Brasil com a fuga de escravos para o quilombo dos palmares na região nordestina, em que época isso aconteceu?
Durante o período colonial no século XVI

QUESTÕES DA REGIÃO CENTRO-OESTE

1- Como se iniciou a colonização do centro oeste?
R: Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, com o objetivo de descobrir ouro e pedras preciosas, os bandeirantes, partindo da vila de São Paulo, iniciaram a ocupação da região Centro-Oeste, que antes era uma área praticamente esquecida pelos colonizadores.

2- A agroindústria é o setor mais importante do centro oeste, ela é principal produtora de quais grãos?
R: Soja, algodão, sorgo, é a segunda na produção de milho e arroz.

3- O relevo é dividido em três partes. Quais são elas?
R: Planalto central, Planalto meridional e a Planície do pantanal.

4- Por que a fauna da região centro oeste é a mais rica do país?
R: É que é favorecida pela posição geográfica da região, que compartilha espécies dos biomas do Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Caatinga.

5- Qual é o clima da região centro-oeste?
R: Tropical semiúmido, os verões são quentes e chuvosos e o inverno é frio e seco.

QUESTÕES DA REGIÃO NORTE

1- Porque a ocupação crescente da Amazônia tem trazido sérios prejuízos para os grupos indígenas?
A ocupação da Amazônia tem causado a invasão das terras dos índios por fazendeiros, posseiros e garimpeiros.

2- O extrativismo vegetal é uma atividade que ainda emprega muitas pessoas na Amazônia. O que quer dizer extrativismo vegetal?
É a atividade de coleta de produtos naturais nas matas.

3- Porque o extrativismo vegetal tem pequeno impacto sobre o espaço natural da Amazônia? Cite alguns produtos do extrativismo vegetal na Amazônia.
Porque ele se baseia no uso limitado da vegetação original. Borracha, guaraná, castanha-do-pará.

4- Explique por que o maior polo industrial da região norte é Manaus.
Manaus é o principal polo industrial da Amazônia porque a industrialização da cidade foi estimulada pelo governo federal através da criação da Zona Franca de Manaus.

5- Qual foi a importância da seringueira na ocupação da região Norte?
Por que ela fornece o látex, que é a matéria-prima da borracha. A exploração do látex e a exportação de borracha atraíram milhares de nordestinos para a Amazônia no final do século XIX e inicio do século XX.

OUTRAS QUESTÕES PARA PESQUISAR E ESTUDAR

1- Podemos dividir a floresta Amazônica em 3 tipos de perfis florestais, chamadas de matas. Quais são elas? Como se caracterizam?
Existem três tipos de floresta da Amazônia. As duas últimas formam a Amazônia brasileira: florestas montanhosas andinas, florestas de terra firme e florestas fluviais alagadas.
A floresta de terra firme, que não difere muito da floresta andina, exceto pela menor densidade, apresenta um solo extremamente pobre em nutrientes.
A floresta fluvial alagada também apresenta algumas adaptações às condições do ambiente
As áreas localizadas em terrenos baixos e sujeitos a inundações periódicas por águas brancas ou turvas, provenientes de rios de regiões ricas em matéria orgânica, são chamadas de florestas de várzea. E as áreas alagadas por águas escuras, que percorrem terras arenosas e pobres em minerais e que assumem uma coloração escura devido à matéria orgânica presente, são chamadas de florestas de igapó. A oscilação do nível das águas pode chegar a até dez metros de altura.

2- Qual o ponto mais elevado do Brasil? Onde se situa?
O Ponto mais elevado do Brasil Com mais de 2.993 metros é o Pico da Neblina, que fica no Estado do Amazonas.

3- Quais são as bacias hidrográficas que se caracterizam, respectivamente, por apresentar, um: regime fluvial misto; outra: regime fluvial intermitente ou temporário?
Uma das bacias de regime fluvial misto é a do Rio Amazonas, já as bacias de regime fluvial intermitente ou temporário como a bacia do Paranaíba são as dos rios do Sertão Nordestino, localizados em área de clima semiárido, com longos períodos de seca.

4- Qual é o maior estado em extensão territorial do Brasil?
O Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas, ocupando uma área de 1.570.745,680km², pouco maior que a Mongólia e pouco menor que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados.

5- Qual é o menor estado em extensão do Brasil?
É Sergipe, sua área é 22.050,3 km².

6- Qual é a região com temperaturas médias anuais mais elevadas do Brasil?
Na Região Norte é onde se encontram as temperaturas médias anuais superiores a 25°C, no entanto parte da região nordeste mais precisamente no agreste e no sertão nordestino, e o norte do centro-oeste também possuem temperaturas elevadas. 

7- Quais são as atividades econômicas que mais se destacam em cada região brasileira? Cite um exemplo para cada atividade econômica.
Na região Norte, a economia baseia-se, principalmente, no extrativismo vegetal de produtos como madeira, látex, açaí e castanha. A atividade de mineração também é muito forte na região, principalmente a extração de ferro, cobre e ouro. Merece destaque também a Zona Franca de Manaus.
Na região Nordeste, a economia é bem diversificada, destacando-se o turismo, além da grande presença de indústrias, agronegócios e exploração de petróleo. A cana de açúcar é o principal produto agrícola da região.
Na região centro oeste, a economia baseia-se em torno da agropecuária como: Soja, milho, entre outros e na pecuária bovina e indústrias.
Na região sudeste, a economia baseia-se na indústria, isso por que a mesma possui o maior parque industrial do Brasil, abrigando as maiores siderúrgicas e montadoras do país, outros destaques são os serviços de comércio que se apresentam bastante diversificados e sofisticados, sendo a principal atividade econômica da região.
Na região sul, a economia baseia-se das riquezas dos ramos industriais principalmente pelos setores automobilísticos, têxtil e alimentício. No entanto vale destacar que a agropecuária é bem forte na região.

8- Quais são as principais características das sub-regiões nordestinas?
Meio-norte – é uma faixa de transição entre a Amazônia e o sertão semiárido do Nordeste, é composta pelos estados do Maranhão e oeste do Piauí. A vegetação natural dessa área é a mata de cocais, carnaúbas e babaçus, em sua maioria. Apresenta índices pluviométricos maiores a oeste. É uma região economicamente pouco desenvolvida, prevalece o extrativismo vegetal, praticado na mata de cocais remanescente (babaçu), agricultura tradicional de algodão, cana de açúcar e arroz, além da pecuária extensiva.
Sertão – é uma extensa área de clima semiárido, conhecido como “Polígono das Secas”. Compreende o centro da Região Nordeste, está presente em quase todos os estados. Essa sub-região nordestina possui o menor índice demográfico da Região.
Os índices de pluviosidade são baixos e irregulares, com a ocorrência periódica de secas. A vegetação típica é a caatinga. A bacia do rio São Francisco é a maior da região e a única fonte de água perene para as populações que habitam suas margens, é aproveitado também para irrigação e fonte de energia através de hidrelétricas como a de Sobradinho (BA). As maiores concentrações populacionais estão nos vales dos rios Cariri e São Francisco. A principal atividade econômica é a pecuária extensiva e de corte. Outras atividades desenvolvidas no Sertão são: cultivo irrigado de frutas, flores, cana de açúcar, milho, feijão, algodão de fibra longa (no Vale do Cariri, Ceará), extração de sal (litoral cearense e potiguar) e o turismo nas cidades litorâneas. A indústria baseia-se no polo têxtil e de confecções. Políticas públicas são necessárias para o desenvolvimento socioeconômico no Sertão nordestino, proporcionado qualidade de vida para sua população.
Agreste – corresponde à área de transição entre o sertão semiárido e a zona da mata, úmida e cheia de brejos. Essa sub-região é composta pelos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A principal atividade econômica nos trechos mais secos do agreste é a pecuária extensiva; nos trechos mais úmidos é a agricultura de subsistência e a pecuária leiteira. Predominam as pequenas e médias propriedades com o cultivo do algodão, do café e do sisal (planta da qual se extrai uma fibra utilizada para fabricar tapetes, bolsas, cordas, etc.). Outro elemento de destaque na economia local é o turismo, com a realização de festas que atraem multidões, como, por exemplo, as festas juninas.
Zona da Mata – também conhecida como Litoral Continental, essa sub-região compreende uma faixa litorânea de até 200 quilômetros de largura que se estende do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Apresenta a maior concentração populacional do Nordeste e é a sub-região mais urbanizada. O clima é tropical úmido e o solo é fértil em razão da regularidade de chuvas. A vegetação natural é a mata Atlântica. O cultivo da cana de açúcar é a principal atividade econômica praticada na Zona da Mata. Outras atividades econômicas desenvolvidas são: extração de petróleo, o cultivo de cacau, café, frutas, fumo, lavoura de subsistência, significativa industrialização, destaca-se também a produção de sal marinho, principalmente no Rio Grande do Norte, além da atividade turística que atraí milhões de visitantes para as belas praias nordestinas.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sensoriamento remoto aplicado ao planejamento urbano





Diversas informações necessárias a um pleno conhecimento do território são espacialmente distribuídas. Sem um amplo conhecimento destas é extremamente difícil para a administração pública realizar um adequado planejamento. Nesse contexto, o uso de Sistemas de Informações Geográficos (SIG) tem se apresentado bastante eficaz para possibilitar aos gestores uma visão mais completa sobre os municípios e auxiliando nas tomadas de decisões.
O Brasil tem mais de 5 mil municípios, de diversas extensões territoriais. Administrá-los é uma tarefa complexa, pois se deve suprir ao máximo às necessidades da população, seja em educação, seja em saúde, seja em transporte, etc.
Para KOHLSDORF (1985), o Planejamento Urbano possui dois fatores cruciais no modo de pensar e agir sobre a cidade. O primeiro é assumir a cidade como um processo contínuo. O planejamento, dentro dessa concepção, é entendido como um processo-subsídio a tomadas de decisões que têm a função de transformar a cidade de acordo com objetivos pré-estabelecidos. O segundo é a entrada em cena de contribuições vindas de outras disciplinas, tais como a sociologia, a geografia e a economia. Assim o Planejamento Urbano assumiu característica multidisciplinar ao longo do tempo.
O planejamento da intervenção estatal nas aglomerações urbanas através de órgãos de governo locais é chamado Planejamento Urbano, como abordado no site da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
As principais áreas de atuação do Estado nessas aglomerações urbanas são a provisão de infra-estrutura e a regulação do uso do espaço, visando o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à injustiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas, conforme o Estatuto da Cidade.
O monitoramento da expansão das áreas urbanas e a análise da sua interação com o meio físico têm sido um grande desafio para os técnicos de planejamento urbano. No Brasil, em especial, dada a velocidade com que o fenômeno se processa e graças a um crescimento desordenado das cidades nas últimas décadas, esses estudos, que envolvem um elevado número de informações, tem exigido decisões e diagnósticos urbanos cada vez mais rápidos. Esta dissertação propõe uma metodologia para o planejamento racional do uso do solo urbano através do emprego integrado de tecnologias recentes como Sistema de Informações Geográficas (SIG), Modelagem Numérica do Terreno (MNT) e Sensoriamento Remoto através de imagens orbitais. Para isso, são implementados no SIG desenvolvido pelo INPE dados provenientes de cartas topográficas, de mapas temáticos do meio físico e de imagens orbitais LANSAT/TM da região estudada. A partir desses dados iniciais são geradas, também num SIG, outras informações com objetivo de estudar a evolução da área urbana, identificar áreas com suscetibilidade preliminar à erosão laminar, áreas com restrição ao uso urbano e áreas de eventos perigosos e riscos. o trabalho apresenta inicialmente uma revisão bibliográfica sobre a aplicação de Sensoriamento Remoto, Modelagem Numérica do Terreno (MNT) e Sistema de Informações Geográficas (SIG) em estudos urbanos. Segue-se a conceituação e aspectos teóricos dessas três ferramentas básicas utilizadas. A metodologia propriamente dita traz os planos de informações originais e as suas respectivas fontes de informações, os processos de classificação de imagens digitais empregados e os modelos de cruzamentos desenvolvidos para um SIG. A área teste escolhida é a sub-bacia do Arroio Feijó, localizada na região metropolitana de Porto Alegre, na porção centro-leste do Estado do Rio Grande do Sul. A região é caracterizada por uma elevada densidade populacional, pela presença de áreas inundáveis e pela ocorrência de processos erosivos.
            Os resultados mostram que a metodologia proposta é adequada e eficiente para agilizar as atividades de planejamento urbano, subsidiando a elaboração de Planos Diretores de Desenvolvimento Integrado e orientando o crescimento das cidades para regiões mais favoráveis. Além disso, contribui para a prevenção de parcela dos riscos e problemas geotécnicos relacionados ao meio físico nas áreas urbanas.

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