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Sou simples, honesto, sincero, dedicado, carinhoso, compreensível e de muita fé em DEUS. Sou católico, Professor formado em Educação Infantil, pelo curso de formação de docentes do C.E.P.E.M (Colégio Estadual Padre Eduardo Michelis) de Missal - PR, formado em Geografia (licenciatura) pela UNIGUAÇU – FAESI, e cursando atualmente Pós - Graduação em Educação Especial e Inclusiva.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Definições de hidrografia


Hidrografia é uma parte da geografia física que classifica e estuda as águas do planeta.
O objeto de estudo da hidrografia é a água da Terra, abrange, portanto oceanos, mares, geleiras, água do subsolo, lagos, água da atmosfera e rios. A maior parte da água está concentrada em oceanos e mares – 1 380 000 000 km³ –, correspondendo a 97,3% da reserva hídrica do mundo. As águas continentais possuem um volume total de 38 000 000 km³, valor que representa 2,7% da água do planeta.

MAIORES BACIAS HIDROGRÁFICAS

As maiores bacias hidrográficas do mundo são as seguintes - Nome, localização e área (km²):

1.    Bacia Amazônica, Brasil, 7 050 000 km²;
2.    Bacia do Congo, Congo, 3 690 000 km²;
3.    Bacia do Mississippi, EUA, 3 328 000 km²;
4.    Bacia do Rio da Prata, Brasil, 3 140 000 km²;
5.    Bacia do Obi, Federação Russa, 2 975 000 km²;
6.    Bacia do Nilo, Egito, 2 867 000 km²;
7.    Bacia do São Francisco, Brasil, 2 700 000 km²;
8.    Bacia do Ienissêi, Federação Russa, 2 580 000 km²;
9.    Bacia do Níger, Nigéria, 2 092 000 km²;
10. Bacia de Amur, Federação Russa, 1 855 000 km²;
11. Bacia do Rio Amarelo, China, 1 807 199 km².

MAIORES OCEANOS E MARES

Os maiores oceanos do mundo são os seguintes - Nome, área (km²) e profundidade máxima (m):

1.    Oceano Pacífico, 179 700 000 km², 11 020 m;
2.    Oceano Atlântico, 106 100 000 km², 7758 m;
3.    Mar Glacial Ártico, 14 090 000 km², 5450 m;
4.    Mar do Caribe (ou Mar das Caraíbas), 2 754 000 km², 7680 m;
5.    Mar Mediterrâneo, 2 505 000 km², 5020 m;
6.    Mar da Noruega, 1 547 000 km², 4020 m;
7.    Golfo do México, 1 544 000 km², 4380 m;
8.    Baía de Hudson, 1 230 000 km², 259 m;
9.    Mar do Norte, 580 000 km², 237 m;
10. Mar Negro, 413 000 km², 2243 m;
11. Mar Báltico, 420 000 km², 463 m;
12. Mar da China Meridional km², 3 447 000, 5560 m;
13. Mar de Okhotsk, 1 580 000 km², 3372 m;
14. Mar de Bering, 2 270 000 km², 4191 m;
15. Mar da China Oriental, 752 000 km² 2720 m;
16. Mar Amarelo, 417 000 km², 105 m;
17. Mar do Japão, 978 000 km², 4230 m;
18. Oceano Índico, 74 900 000 km², 7450 m;
19. Golfo de Bengala, 2 172 000 km², 5258 m;
20. Mar Vermelho, 440 000 km², 2600 m.

MAIORES RIOS

A seguir, os maiores rios do mundo - Nome, localização, extensão (km) e foz:

1.    Amazonas, Brasil, 10.245 km, Oceano Atlântico;
2.    Nilo, Egito, 6.671 km, Mar Mediterrâneo;
3.    Rio Yangtzé, China, 5.800 km, Mar da China;
4.    Mississippi-Missouri, EUA, 5.620 km, Golfo do México;
5.    Obi, Federação Russa, 5.410 km, Golfo de Obi;
6.    Rio Amarelo, China, 4.845 km, Mar Amarelo;
7.    Rio da Prata, Argentina, 4.700 km, Oceano Atlântico;
8.    Mekong, China, 4.500 km, Mar da China;
9.    Amur, Federação Russa, 4.416 km, Estreito da Tartária;
10. Rio Lena, Federação Russa, 4.400 km, Mar de Laptev/Ártico.

MAIORES LAGOS

Na sequência, os maiores lagos do mundo - Nome, localização, área (km²) e profundidade máxima (m):

1.    Mar Cáspio, Oeste da Ásia e Leste da Europa, 371 000 km², 1.025 m;
2.    Lago Superior, EUA/Canadá, 84 131 km², 406 m;
3.    Vitória, Uganda/Tanzânia/Quênia, 68 100 km², 73 m;
4.    Huron, EUA/Canadá, 61 797 km², 229;
5.    Michigan, EUA, 58 016 km², 281;
6.    Mar de Aral, Cazaquistão/Uzbequistão, 41 000 km², 68 m;
7.    Tanganica, Congo (ex-Zaire)/Zâmbia/Burundi/Tanzânia, 32 893 km², 1435 m;
8.    Grande Urso, Canadá, 31 792 km², 90 m;
9.    Baikal, Federação Russa, 31 500 km², 1620 m;
Malauí (Niassa), Malauí/Moçambique, 30 800 km², 678 m



Referências de pesquisa:

Atlante Geografico di Agostini.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia

sábado, 17 de dezembro de 2011

Resumo sobre a história da Usina Hidrelétrica de Itaipu


ITAIPU. A PEDRA QUE CANTA
Em 1973, técnicos percorrem o rio de barco em busca do ponto mais indicado para a construção da Itaipu Binacional. O local é escolhido após a realização de estudos com o apoio de uma balsa. No coração da América do Sul, brasileiros e paraguaios indicam um trecho do rio conhecido como Itaipu, que, em tupi, quer dizer "a pedra que canta".
Naquele local, encontrava-se uma ilha, quase sempre submersa, chamada Itaipu, logo após uma curva acentuada de rio, onde a correnteza parecia medir forcas com os barrancos e a poucos quilômetros da confluência com o Rio Iguaçu. Estudos indicavam para aquele ponto um rendimento energético excepcional, em virtude de um longo cânion escavado pelo Rio Paraná
O PRIMEIRO PASSO DE UMA EPOPÉIA
A construção da Itaipu Binacional – considerado um trabalho de Hércules pela revista “Popular Mechanics”, dos Estados Unidos – começou em 1974, com a chegada das primeiras máquinas ao futuro canteiro de obras.
No segundo semestre de 1974, foi estruturado o acampamento pioneiro, com as primeiras edificações para escritórios, almoxarifado, refeitório, alojamento e posto de combustíveis, que existe até hoje. As estradas de terra de acesso ao canteiro de obras recebem melhorias
UMA CIDADE CHAMADA ITAIPÚ
A região começa a transformar-se num “formigueiro” humano. Entre 1975 e 1978, mais de 9 mil moradias foram construídas nas duas margens para abrigar os homens que atuam na obra. Até um hospital é construído para atender os trabalhadores. À época, Foz do Iguaçu era uma cidade com apenas duas ruas asfaltadas e cerca de 20 mil habitantes, em dez anos, a população passa para 101.447 habitantes.
Nos canteiros de obra, a primeira tarefa é alterar o curso do Rio Paraná, removendo 55 milhões de metros cúbicos de terra e rocha para escavar um desvio de 2 km. O engenheiro Gomurka Sarkaria é o responsável pelo modelo da barragem, do tipo gravidade aliviada, formando aberturas que lembram a estrutura de uma catedral.
O “PARANAZÃO” DESPEDE-SE DO LEITO
A Itaipu Binacional passa a ser uma realidade irreversível. A escavação do desvio do Rio Paraná termina dentro do prazo. Em 20 de outubro de 1978, 58 toneladas de dinamite explodem as duas ensecadeiras que protegiam a construção do novo curso.
O desvio tem 2 km de extensão, 150 metros de largura e 90 de profundidade. No mesmo dia, é assinado um contrato de US$ 800 milhões que garante a compra de turbinas e dos turbo-geradores. O novo canal permite que o trecho do leito original do rio seja secado, para ali ser construída a barragem principal, em concreto.
A Itaipu Binacional foi a única grande obra nacional a atravessar a fase mais aguda da crise econômica brasileira do final dos anos 1970 mantendo o status de prioridade absoluta. No domínio da construção civil, escavações e obras civis, a Itaipu atingiu um índice de nacionalização, considerado o parceiro brasileiro, de praticamente 100%. Na área de fabricação e montagem dos equipamentos, o índice de nacionalização nunca foi inferior a 85%.
UM PRÉDIO DE 10 ANDARES POR HORA, RITMO DA ITAIPÚ.
Começa uma nova e fervilhante etapa da construção de Itaipu Binacional: a concretagem da barragem. Num único dia, 14 de novembro de 1978, são lançados na obra 7.207 metros cúbicos de concreto, um recorde sul-americano, o equivalente a um prédio de dez andares a cada hora. Ou 24 edifícios no mesmo dia. A façanha só foi alcançada devido ao uso de sete cabos aéreos para o lançamento de concreto.
O total de concreto despejado na barragem, 12,3 milhões de metros cúbicos, seria suficiente para concretar quatro rodovias do porte da Transamazônica. A economia do Paraguai voa em céu de brigadeiro: o PIB, que havia aumentado 5% em 1975, cresce 10,8% em 1978.
TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ITAIPU
A obra ganha contornos de uma operação bélica. Em 1980, o transporte de materiais para a Itaipu Binacional mobilizou 20.113 caminhões e 6.648 vagões ferroviários. Já a demanda por mão-de-obra provoca filas imensas nos centros de triagem dos consórcios.
Entre 1978 e 1981, até 5 mil pessoas eram contratadas por mês. Ao longo da obra, em função do extenso período de construção e da rotatividade da mão-de-obra, somente o consórcio Unicon cadastrou cerca de 100 mil trabalhadores. No pico da construção da barragem, Itaipu mobilizou diretamente cerca de 40 mil trabalhadores no canteiro de obras e nos escritórios de apoio no Brasil e no Paraguai.
NEM AS ESTRADAS ESPERAVAM UMA OBRA DESSA GRANDEZA
Com a concretagem quase pronta, a fase seguinte é a montagem das unidades geradoras. O transporte de peças inteiras dos fabricantes até a usina torna-se um desafio. A primeira roda da turbina, com 300 toneladas, saiu de São Paulo em 4 de dezembro de 1981 e chegou ao canteiro de obras somente em 3 de março de 1982.
Como a rede viária e algumas pontes existentes em diversas alternativas de trajeto não tinham condições de suportar o peso, a carreta que levava a peça teve de percorrer o caminho mais longo, com 1.350 km. O transporte das rodas de turbina ganharia agilidade posteriormente. O recorde foi de 26 dias de viagem entre a fábrica e a usina.
O RIO PARANÁ ENCONTRA UM PAREDÃO DE CONCRETO, ITAIPU
As obras da barragem chegam ao fim em outubro de 1982. Mas os trabalhos na Itaipu não param. O fechamento das comportas do canal de desvio, para a formação do reservatório da usina, dá início à operação Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”). A operação salva a vida de 36.450 animais que viviam na área a ser inundada pelo lago. Devido às chuvas fortes e enchentes da época, as correntezas do Rio Paraná levaram 14 dias para encher o reservatório. A lâmina de água soma 135 mil hectares, ou quatro vezes o tamanho da Baía da Guanabara.
A 5 de novembro de 1982, com o reservatório já formado, os presidentes do Brasil, João Figueiredo, e do Paraguai, Alfredo Stroessner, acionam o mecanismo que levanta automaticamente as 14 comportas do vertedouro, liberam a água represada do Rio Paraná e, assim, inauguram oficialmente a maior hidrelétrica do mundo, após mais de 50 mil horas de trabalho.

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