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sábado, 26 de novembro de 2011

Questões sobre Arborização: Biogeografia e Climatologia II

TRABALHO APLICADO À SEMANA ACADÊMICA DE GEOGRAFIA
Anderson José Bender. 4º Período de Geografia. Professor Ma. Raniere Garcia Paiva
Disciplinas de Biogeografia e Climatologia II.


1.    É importante o município manter um sistema e plano de arborização?

Com certeza, pois o mesmo desempenha funções importantes nas cidades, e tem um papel fundamental na questão de estética, proteção e caracterização das Áreas Verdes. Assim existe uma melhoria da qualidade de vida dos munícipes. 
No entanto para o plano funcionar bem é necessário à instalação de um viveiro ou Horto Florestal Municipal que possa gerenciar e controlar o enfoque das mudas, já que as mesmas necessitam de uma seleção que possa se adaptar aos centros urbanos e que não interfiram nas redes elétricas e na estrutura das calçadas e edificações visando à implantação perfeita do Plano Diretor.


2.    Quais são os benefícios de se manter as cidades arborizadas?

Os benefícios são vários: o restabelecimento da relação entre o homem e o meio natural, garantindo melhor qualidade de vida, proporcionando um bem estar psicológico, melhor efeito estético, sombra para pedestres e veículos, protege e direciona o vento, amortece o som amenizando a poluição sonora, preserva a fauna silvestre, além ainda de contribuir para reduzir o impacto causado pela água da chuva em seu escorrimento superficial, e um dos mais importantes: auxilia na diminuição da temperatura, pois, absorve os raios solares e refresca o ambiente pela grande quantidade de água transpirada pelas folhas que melhora a qualidade do ar.


3.    Apresente fotos de sua cidade que mostre boas condições de arborização urbana.


Cidade de Missal / PR (Centro)






Avenida Dom Geraldo Sigaud, mantem uma boa arborização em se tratando de uma avenida.





  Rua Cerro Largo com Avenida Dom Geraldo Sigaud, mantem uma excelente arborização sombreando boa parte da rua.





Rua Dom Pedro I. Anexo praça Eugênio Schneiders, praticamente 100% Arborizada.


 



Rua Paraná mantem uma boa arborização.





Avenida John Kennedy com boa arborização, mantem sombreamento constante durante toda a avenida. 





Rua Flores da Cunha. Exemplo de arborização que mantem uma residência totalmente protegida dos raios solares.






4.    O microclima de uma cidade pode melhorar conforme sua arborização?

Sim com certeza, uma boa arborização contribui e muito na questão de sombreamento refrescando o meio ambiente e protegendo as pessoas em parte dos raios solares. No entanto vale lembrar que para uma melhor eficácia, além da arborização, outros meios são necessários para amenizar as ilhas de calor como: Adotar materiais com alta inércia térmica como tijolos na parede, telha sanduiche na cobertura, proteger fachada noroeste com colocação de uma massa térmica, sombrear fachadas norte, leste e oeste instalando fartos beirais com 1,20 m, captar ventos frescos instalando captores eólicos, umidificar a edificação instalando espelhos d’água e fontes, evitar ventos secos bloqueando os ventos sudoestes, usar vegetação abundante como beirais verdes e jardins de inverno e principalmente ajudando na preservação como a captação de energia solar para o aquecimento da água aproveitando os espaços e instalando maiores telhados para o norte.


REFERÊNCIAS DE PESQUISA

Obs: As informações adicionais foram retiradas dos seguintes sites:

PIVETTA, Kathia Fernandes Lopes. FILHO, Demóstenes Ferreira da Silva. Arborização Urbana. Brasil, 2002 Disponível em: < http://www.slideshare.net/flavia.smarti/arborizao-urbana > Acesso em 26 de Novembro de 2011.

  PREFEITURA UBERADA CONSTRUINDO UMA NOVA CIDADE. Secretária de meio ambiente e turismo. Brasil, 2011. Disponível em: http://www.uberaba.mg.gov.br/portal/conteudo,608  Acesso em 26 de Novembro de 2011.

RGE GESTÃO AMBIENTA. Manual de Arborização. Brasil, 2011. Disponível em <l http://www.rge-rs.com.br/gestao_ambiental/arborizacao_e_poda/beneficios.asp > Acessado em 26 de Novembro de 2011.


Aquecimento Global: Perguntas e Respostas, atitudes do estado de São Paulo


UNIGUAÇU – UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DO IGUAÇU LTDA.
FAESI – FACULDADE DE ENSINO SUPERIO DE SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
ISE – INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GEOGRAFIA QUARTO PERIODO
Climatologia II





RESUMO SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL


Resumo de graduação apresentado a disciplina de Climatologia II da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu, sob orientação do Professor: Ma. Raniere Garcia Paiva.



ANDERSON AMBROZINI
ANDERSON JOSÉ BENDER





SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
2011

Nos últimos anos observamos uma série de anormais climáticas em nosso planeta, fenômenos que vêem se repetindo com muita freqüência e que muitas vezes deixam no ar perguntas (...) o porquê de tudo isso? Baseado nisso ONGs e prefeituras estão realizando grandes eventos para prevenir e remediar o máximo possível as anomalias climáticas ocasionadas pelo aquecimento global.

Aquecimento Global algumas perguntas e respostas.
No último século, a quantidade de CO2 na atmosfera aumentou consideravelmente, elevando a temperatura terrestre. Essa realidade coincide com o emprego massivo de combustíveis fósseis, carvão, petróleo e gás para atender aos processos de industrialização, e também com transformações no modo de vida da sociedade desde a Revolução Industrial.
Desde os últimos anos da década de 1980, a capacidade regenerativa da Terra já não consegue acompanhar o consumo humano, às pessoas estão transformando os recursos em resíduos mais rapidamente do que a natureza consegue regenerá-los.
O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado pela ONU em fevereiro de 2007, aponta que os efeitos do aquecimento da Terra serão irreversíveis nos próximos cem anos, e que o homem é o grande responsável pelo efeito estufa. Isso fica mais evidente quando observamos os desmatamentos e as queimadas. Outro fator que tem grande parcela de culpa no aquecimento global é o transporte com suas emissões de gás carbônico principalmente nas grandes cidades.
O aumento da temperatura global pode contribuir para a formação de ciclones extratropicais no litoral brasileiro, enchentes nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e conseqüentemente provocará o aumento dos deslizamentos das encostas, além de provocar o aumento do nível do mar que já está previsto para as próximas décadas e ainda impactar a zona costeira brasileira.

As emissões de gases de efeito estufa no município de São Paulo
Segundo o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Município de São Paulo, elaborado pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da (UFRJ) ressaltam que, o Município de São Paulo emite cerca de 15.738.241 toneladas de CO2 equivalente/ano. As maiores fontes de emissão são o uso de energia, seguido da disposição final de resíduos sólidos. O uso de combustíveis fósseis é responsável pela emissão de 88,78% do total das emissões provenientes do uso de energia.
Dos combustíveis consumidos, a gasolina automotiva contribui com 35,7% das emissões de uso de energia, seguida pelo óleo diesel, com 32,6%. A Prefeitura de São Paulo emite por ano cerca de 49.000 toneladas de CO2 equivalente, a grande maioria das emissões ocasionada por consumo de energia elétrica em iluminação pública, seguida por consumo de combustíveis fósseis e consumo de energia elétrica em edifícios públicos.

O que está fazendo a prefeitura de São Paulo?
Em 2005 a cidade de São Paulo começou a instaurar do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Eco-economia, que tem como objetivo promover e estimular ações que visem minimizar as emissões de gases causadores do efeito estufa e também implementar ações voltadas à eco-economia e que começou a mostrar resultados pois já em 2009, o município instalou um colegiado multisetorial para implementar e acompanhar as políticas de mudanças climáticas. A adesão ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace, estabelece o compromisso da Administração Municipal em eliminar a madeira de origem ilegal e os desmatamentos criminosos. O município assinou um termo de Compromisso, assumindo as demandas do programa. Na seqüência, foi estabelecido um Grupo de Trabalho que reúne representantes de setores do governo municipal e da sociedade civil e que estará encarregado de elaborar a legislação municipal e definir o melhor instrumento jurídico (decreto, projeto de lei) para implementá-la. O decreto 45.658 - Madeira de Origem Legal - Estabelece procedimentos de controle ambiental para a utilização de produtos e subprodutos.
Em 2006 o Decreto Nº 48.075, estabeleceu a obrigatoriedade do emprego de agregados reciclados da construção civil na pavimentação de vias públicas da cidade de São Paulo. No mesmo ano Prefeitura plantou 168.255 novas árvores, compensando cerca de 60% do total das emissões de CO2 emitidos pela Prefeitura de São Paulo, promoveu a criação do Grupo Pró-Ciclista, grupo que trabalha em prol de investimentos para fomentar o uso da bicicleta. A SVMA investiu cerca de 700.000 reais em recursos que foram repassados às Subprefeituras de Parelheiros e Casa Verde, e ainda começou a implantação de ciclovias e ciclo faixas e também para-ciclos pela cidade.
Em 2007 a Portaria 06/2007 institui a compensação das emissões de Gases de Efeito Estufa e o manejo adequado dos resíduos gerados pelos eventos realizados nos parques municipais de São Paulo. O decreto 48.114, de 1 de fevereiro de 2007, cria Grupo de Trabalho visando à instituição de políticas de 'compras verdes' no Município de São Paulo. Esse grupo de trabalho está progredindo e a prefeitura de São Paulo incentiva e muito esse projeto. Entre as principais ações já adotadas pela Prefeitura de São Paulo para priorizar a aquisição de produtos que contribuam com a preservação do meio ambiente está à alteração na lei de licitação do Município. As compras de insumos devem considerar a procedência dos materiais e produtos adquiridos, a preocupação dos fabricantes com os descartes, tecnologias utilizadas na produção e preservação dos recursos naturais.

Eventos neutros em carbono
Todas as nossas ações que consomem ou geram energia resultam em emissões de gases de efeito estufa. Realizar um evento neutro em carbono significa levar isso em consideração e promover medidas antes, durante e depois que compensem as emissões de CO2.
Ao procurar a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para realizar um evento em um de seus parques, o promotor deverá efetuar o procedimento padrão submeter o evento a análise e, caso aprovado, assinar termo de responsabilidade, no qual constará o compromisso com a neutralização de seu evento e também com a destinação adequada dos resíduos gerados por ele.
Após a realização do evento, deverá apresentar o inventário de emissões de gases de efeito estufa. A partir desses dados o cálculo deverá ser feito por uma instituição especializada. Após os dados serem coletados e analisados a empresa deverá indicar o local e a data da neutralização, retornando posteriormente com registro fotográfico e relatório sucinto do plantio para encerramento do processo junto à Prefeitura.
O calculo é feito através de empresas com experiência no tema. O promotor do evento responde um questionário, a partir do qual será elaborado o inventário destas emissões. A metodologia de cálculo apresenta algumas variáveis, embora utilizem, em todos os casos, parâmetros básicos, que incluem, em maior ou menor grau, os fatores citados.
Feita a conta da quantidade de CO2 equivalente gerada pelo evento, é hora de promover a neutralização dessas emissões. A forma mais comum e usual de compensar as emissões é o plantio de árvores. Entretanto, existem outras formas de neutralização, como ás energias limpas, ex. solar, eólia etc.
Para se proceder de forma adequada deve-se procurar minimizar a produção de resíduos antes da realização do evento com procedimentos simples: Escolha produtos de longa duração no lugar de materiais descartáveis; evite produtos excessivamente empacotados ou com grande quantidade de embalagens, gerando assim uma quantidade menor de resíduos; use iluminação natural sempre que possível e escolha lâmpadas que consumam menos energia; use madeira reaproveitada ou de reflorestamento;
É importante focar que o aquecimento global, como o próprio nome diz, é uma questão planetária, e com isso a neutralização poderá ser feita em qualquer local, contanto que devidamente comprovada. Baseada nisso a Secretaria do Verde fará fiscalização por amostragem.  Assim, o cumprimento de qualquer neutralização estará sujeito a fiscalização a qualquer momento. Além disso, as informações relativas à neutralização dos eventos serão disponibilizadas no site da SVMA e constarão do relatório anual, que será amplamente divulgado à imprensa.
Caso aconteça alguma irregularidade o promotor do evento não poderá voltar a fazer eventos nos parques municipais enquanto não promover a neutralização devida e seu nome constará no relatório anual como promotor que não fez sua parte pelo meio ambiente.
Baseado nas informações analisadas pode-se perceber que existe uma grande preocupação de alguns governantes sobre o aquecimento global. O fato é que, a “queda de braço” realizada pelas ONGs esta mostrando grandes resultados. Aos poucos o povo está se conscientizando que plantar arvores, usar o ar condicionado com moderação, reduzir o tempo de banho, evitar deixar computador ligado enquanto não estiver em uso, levar sua própria sacola para fazer compras, usar papel reciclável, usar o seu carro preferencialmente para longas distâncias entre outros, são saídas para uma prevenção consciente. O apoio e o incentivo das prefeituras destacando a de São Paulo estão sendo fundamental para essa mobilização a favor da preservação ambiental.

Referências de complementação do resumo.
REVISTA SUSTENTABILIDADE. Construção Verde. Brasil, 2009 disponível em <   http://www.revistasustentabilidade.com.br/construcao-verde/evento-discuti-sustentabilidade-na-cidade-de-sao-paulo-alem-de-apresentar-o-comite-municipal-de-mudancas-climaticas > Acessado em 30 de outubro de 2011 às 20:55 Hs.
GREENPEACE. Cidade amiga. Brasil, 2011 disponível em <  http://www.greenpeace.org.br/cidadeamiga/cidades.php?conteudo_id=1110&imghead=oque > Acessado em 30 de outubro de 2011 às 21:15 Hs.
ECOVIAGEM. Notícia Ambiente. Brasil, 2007 disponível em < http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/prefeitura-estimula-compras-verdes-para-desenvolvimento-sustentado-7136.asp > Acessado em 30 de outubro de 2011 às 21:39 Hs.

Resumo do Livro Espaço Urbano


Nome: Anderson José Bender, 4 Período de Geografia
Resumo “O Espaço Urbano”

Considera-se a cidade como espaço urbano que pode ser analisado como um conjunto de pontos, linhas e áreas ou ainda considerá-lo como forma espacial em suas conexões com estrutura social, com processos e funções urbanas.

Mas o que vem a ser o Espaço Urbano? É um conjunto de diferentes espaços aglomerados entre si como: o centro da cidade, local de concentração de atividades comerciais, de serviço e de gestão; áreas industriais e áreas residenciais, distintas em termos de forma e conteúdo social; áreas de lazer; e, entre outras, aquelas de reserva para futura expansão.

Quem produz o Espaço Urbano? O Espaço Urbano é Produzido através de vários agentes sociais, como os proprietários dos meios de produção, sobretudo os grandes industriais; Os proprietários fundiários; Os promotores imobiliários; O Estado; E os grupos sociais excluídos.

A cidade possui estratégias e ações que desempenham um processo como os grandes proprietários industriais e as grandes empresas comerciais que são grandes consumidores de espaço e assim necessitam de terrenos amplos e baratos que satisfaçam suas atividades

A especulação fundiária tem duplo efeito. De um lado onera os custos de expansão na medida em que esta pressupõe terrenos amplos e baratos. Do outro, o aumento do preço dos imóveis, resultante do aumento do preço da terra, atinge os salários da força de trabalho.

O desenvolvimento das contradições entre capital e trabalho, a aquisição de terras pela própria burguesia  entre outros fatores, fez com que os conflitos entre proprietários industriais e fundiários não mais constituem algo absoluto como no passado.

Os proprietários de terras atuam no sentido de obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou residencial de status. Assim Alguns dos proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras valorizadas através do investimento público em infraestrutura. Com isso tudo a demanda de terras e habitações depende do aparecimento de novas camadas sociais, que tenham rendas capacitadas a participar do mercado de terras e habitações. Como se trata de uma demanda solvável, é possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários; loteiam, vendem e constroem casas de luxo. E com isso os bairros fisicamente periféricos não são mais percebidos como estando localizados na periferia urbana, pois afinal de contas bairros de status não são socialmente periféricos.


Nesse contexto também temos que analisar os promotores imobiliários, que realizam, parcialmente ou totalmente, as seguintes operações: incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital-dinheiro, agora acrescido de lucro. Há também o Estado que atua na organização espacial da cidade como: direito de desapropriação e precedência na compra de terras; regulamentação do uso do solo; controle de limitação dos preços das terras; limitação da superfície da terra de que cada um pode se apropriar; impostos fundiários e imobiliários que podem variar segundo a dimensão do imóvel, uso da terra e localização; taxação de terrenos livres, levando a uma utilização mais completa do espaço urbano; mobilização de reservas fundiárias públicas, afetando o preço da terra e orientando espacialmente a ocupação do espaço; investimento público na produção do espaço, através de obras de drenagem, desmontes, aterros, e implantação de infra-estrutura; organização de mecanismos de créditos à habitação; e pesquisas, operações-testes como materiais e procedimento de construção, bem como o controle de produção e do mercado deste material.

Finalizando temos os grupos sociais excluídos são aqueles que não possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para comprar um imóvel restando no entanto como moradia, cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.

Processos e Formas Espaciais

As grandes cidades acabam de certa forma sendo lugares privilegiados, pois, acaba ocorrendo uma série de processos sociais, entre os quais há acumulação de capital e a reprodução social, ou seja, criam atividades e suas materializações, cuja distribuição espacial constitui a própria organização espacial urbana.

Os processos espaciais e as respectivas formas são a Centralização e área central que constitui-se no foco principal não apenas da cidade, mas também de sua hinterlândia; a Descentralização e os núcleos secundários que aparecem como uma medida das empresas visando eliminar as deseconomias geradas pela excessiva centralização da área central; Coesão e as áreas especializadas é definido como aquele movimento que leva as atividades a se localizarem juntas, é sinônimo de economias externas de aglomeração; Segregação e as áreas sociais é definido como sendo uma concentração de tipos de população dentro de um lado do território; Dinâmica social da segregação envolve espaço e tempo. Este processo de fazer e refazer pode ser rápido ou lento: como uma fotografia, um padrão espacial pode permanecer por um longo período de tempo; ou mudar rapidamente e a Inércia e as áreas cristalizadas atua na organização espacial intraurbana através da permanência de certos usos e certos locais, apesar de terem cessado as causas que no passado justificaram a localização deles. 
  
Resumo do livro O Espaço Urbano, de Roberto Lobato Corrêa (Editora Ática, Série Princípios, 3a. edição, n.174, 1995

Desafios para a gestão das águas

Anderson José Bender 4º Período de Geografia
Disciplina de Pratica de Ensino e Educação Ambiental
Professora Beloni Celso

DESAFIOS PARA A GESTÃO DAS ÁGUAS

Os avanços tecnológicos têm proporcionado novas formas de captação, tratamento, aproveitamento e distribuição dos recursos hídricos, mas não tem sido capazes de conter o acesso desigual à água e a crescente poluição hídrica. No que diz respeito ao consumo de água, países mais industrializados são os que mais consomem água. Já nas cidades o consumo também é grande, nos EUA cada residência gasta em média 400 Litros de água/dia, no Brasil essa média fica em 260 litros e no norte da África essa média fica em 15 litros/dia.

A causa maior deste cenário é a correlação intrínseca entre a disponibilidade hídrica e o aumento da demanda por água. Levantamentos realizados pela Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas indicam que um terço da população mundial já vive em regiões de moderado a alto estresse hídrico.

Outro fator preocupante é que há desigualdade no abastecimento de água tratada e com isso, algumas das pessoas mais pobres do mundo como ás que vivem em favelas de Gana e Filipinas, pagam mais pela aquisição da água que aquelas que vivem em Londres ou Nova York. E são ás mulheres desse grupo ás maiores prejudicadas, pois cabe a elas recolher e transportar água para a família, diminuindo o tempo dedicado à educação, o que contribui para a desigualdade de gênero.

Segundo dados do PNDU, a população mundial crescerá em cerca de 80 milhões de pessoas/ano, alcançando em 2050 a quantia aproximada de 9 Bilhões de pessoas. O crescimento populacional será acompanhado de uma rápida urbanização e, nesta data, cerca de dois terços da população mundial viverão em cidades. Baseado nisso e considerando as atuais práticas de manejo, o desperdício e a degradação ambiental, é possível que em pouco tempo haja um colapso nas reservas de água potável do planeta.

GUERRA PELA ÁGUA, ÁGUA PARA A PAZ

A escassez de água, que tende a se agravar num futuro não muito distante, está ligada a vários fatores, dentre os quais se destacam o crescimento da população mundial, a distribuição irregular, o decréscimo causado pelo desmatamento e o declínio da qualidade devido à poluição dos aqüíferos.

Esses fatores quase levaram a falência rios ao longo dos quais se desenvolveram civilizações milenares. Há algumas décadas os rios, Amarelo e Ganges vêm perdendo vazão, pois suas águas são muito utilizadas indiscriminadamente no meio do percurso. Esse problema também está se generalizando ao redor do mundo onde cerca de 200 sistemas fluviais que banham dois ou mais países apresentaram vazão decrescente. Por isso, a água está cada vez mais associada a conflitos entre países e até mesmo entre regiões de um mesmo país. Isso se pode agravar mais ainda nos próximos anos quando a população deverá chegar em 2025, próximo aos 8 bilhões de pessoas.

BRASIL, UM PAÍS PRIVELIGIADO?

O Brasil possui grande disponibilidade hídrica, em torno de 12% da água doce do mundo, só o Rio Amazonas possui uma vazão aproximada de 210.000 m³ por segundo, valor superior à soma das vazões dos nove maiores rios do planeta, correspondente a 15% da água doce que deságua no oceano; algumas das quedas de água como a extinta sete quedas que ficava no Rio Paraná era de proporção gigantesca e conseqüentemente considerada a maior do mundo em vazão de água com aproximadamente 13.301.000 m³ de água por segundo. Atualmente ainda podemos considerar grandes quedas a de Paulo Afonso que fica no Rio São Francisco com 2.830.000 m³ por segundo e Urubupunga no Rio Paraná com 2.745.000 m³ por segundo. E para complementar os grandes volumes de água doce do Brasil, temos a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul com uma área de 10.144 km².

Enquanto o Japão possui apenas 1% da água utilizável do planeta e 2,8% da população mundial, o Brasil detém 2,5% da população e mais de 12% da disponibilidade hídrica. No entanto a distribuição das águas é bastante desigual no território brasileiro. Enquanto a Amazônia detém 40% das reservas brasileiras de água, a região sudeste possui apenas 6%.

Devido ao rápido aumento populacional, somente nos últimos 40 anos, o Brasil teve reduzido em 50% a disponibilidade de água por habitante. A urbanização acelerada, juntamente com o processo de industrialização e a adoção de um modelo de agricultura que privilegia a monocultura irrigada, tem gerado perdas significativas desse bem natural a água. Aliam-se a esse processo ainda as deficiências em saneamento básico e coleta de esgoto que estão ausentes em aproximadamente 51% dos lares brasileiros o que diretamente acaba contribuindo para a contaminação da água potável. O que agrava mais ainda a situação é que dos 49% de esgotos coletados apenas 15% recebem tratamento adequado o restante é lançado em rios e riachos.

A falta de cuidado e de compromisso com a gestão do solo e com o reflorestamento tem afetado a disponibilidade da água para atender a todos os usos requisitados pela sociedade. Dessa forma, os conflitos entre atividades que demandam o mesmo recurso já são uma realidade no Brasil. Não se referem apenas a questões locais, estendem-se também à relação com os países vizinhos. Exemplo disso são os agrotóxicos lançados nas lavouras brasileiras que tem comprometido as águas do Pantanal mato-grossense, e como as águas e rios desconhecem as fronteiras nacionais, essa poluição tem colocado em risco a sobrevivência das populações ribeirinhas paraguaias.

O resultado desse quadro é apresentado em um estudo do IBGE, onde são apontados que 19% dos 9.848 distritos brasileiros abastecidos têm que racionar água em algum momento do ano, seja pela seca/estiagem ou devido ao alto nível de poluição. Com isso demonstra – se que mesmo tendo grande disponibilidade de água, nossa má gestão nos coloca em posição vulnerável igual a dos países onde esse bem já é bastante escasso.

CONCLUSÃO
O desperdício de água no Brasil é algo assustador e a maneira como vem sendo tratado muitos rios e lagos também assusta. Ao lermos o texto nos são apontados números a nível de Brasil que poderiam nos deixar tranqüilos em relação à falta de água. No entanto, segundo o autor, o fato não é pensarmos na falta do liquido água e sim, na qualidade do mesmo. Não adianta termos milhares de litros de água e não podermos beber sequer um devido ao alto índice de componentes tóxicos encontrados dentro da água.
A preocupação mencionada no texto é correta, e pode-se dizer, analisando o ponto de vista do autor que se não forem tomadas medidas que possam diminuir o processo de poluição e desperdício, estaremos muito em breve pagando pelo litro de água mais do que por um litro de combustível, o que já é fato consumado em muitos países.
Uma das saídas mais coerentes para se resolver o problema da água de forma mais sustentável, principalmente nas cidades seria o de canalizar duas redes de água, uma somente para o consumo humano (beber e higiene pessoal) e a outra, para o uso de limpeza (Lavação de roupas, pisos em geral). Isso tudo através de uma forma controlável e fiscalizada, onde deveriam ser aplicadas multas e represálias para quem não cumprisse com as normas de uso da água.   E outra maneira seria o de canalizar e tratar em 100% os esgotos nos lares brasileiros alem de preservam melhor as nascentes dos rios e ainda preservar de forma correta suas encostas.

Plano de Aula para o Ensino Fundamental (9º ano)

UNIGUAÇU – UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DO IGUAÇU LTDA.
FAESI – FACULDADE DE ENSINO SUPERIO DE SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
ISE – INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GEOGRAFIA QUARTO PERÍODO
Pratica de Ensino e Educação Ambiental


PLANO DE AULA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 PARA O ENSINO FUNDAMENTAL



ANDERSON AMBROZINE
ANDERSON JOSÉ BENDER


Trabalho de graduação apresentado à disciplina de Prática de Ensino e Educação Ambiental da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu, sob orientação da Professora Beloni Celso.



SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
2011



PLANO DE AULA, EDUCAÇÃO AMBIENTAL.
Tema:
Conservação da Água

Conteúdo específico:
Educação Ambiental

Turma:
Ensino fundamental (9º ano)

Duração da aula:
 06 aulas (50 minutos cada)

Objetivo:
Despertar a consciência da preservação da água, desenvolvendo hábitos que possam trazer uma conscientização mais aprofundada em relação à conservação da mesma.

Desenvolvimento:
1º Passo: A primeira aula será iniciada com um texto informativo, sobre a importância da água. Em seguida, os alunos serão abordados com perguntas como: quais são as principais finalidades da água em nossa vida e para o planeta? Após ouvir as respostas de alguns dos alunos, analisar e debater por um momento, em seguida, questiona – los novamente pedindo – lhes: o que está acontecendo com esse recurso natural, que é fundamental para a sobrevivência dos seres vivos?
Na segunda aula serão mostradas imagens da situação que estão nossos rios, nascentes e mares. Posteriormente apresentar e expor atitudes que possam acontecer para se reverter essa situação, como mudanças de hábitos, conscientização, cuidados etc.
2º Passo: Na terceira e quarta aula, os alunos serão levados até um córrego no município, para analisar, anotar no caderno e fotografar a situação que o mesmo se encontra, observando sua encosta, verificando se há ou não lixo nas proximidades e qual o tipo do lixo encontrado, de onde ele vem, quem o produz e o porquê ele se encontra naquele local.
3º Passo: Na quinta e sexta aula, será formado um circulo, para debater o que foi visto no córrego. Na sequência, construir cartazes informativos para orientar a escola e a comunidade sobre o dever que todos devem ter na preservação da água e o lugar certo de colocar o lixo.

Recursos:
Televisão pen-drive, DVD ou computador com data show (se houver), câmera digital, cartolina, pincéis, revistas, fotos e um ônibus cedido pela prefeitura.

Avaliação:
A avaliação será realizada em três etapas: a primeira delas será feita no decorrer das aulas, observando o comportamento e interesse dos alunos. A segunda será feita nas ultima aulas, quando será organizado um círculo em sala de aula para debater com os alunos os pontos positivos da atividade. Nessa conversa, poderá ser visto e analisado quem entendeu a importância e a conscientização para se preservar a água. E a terceira será a observação da montagem dos cartazes.

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