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Sou simples, honesto, sincero, dedicado, carinhoso, compreensível e de muita fé em DEUS. Sou católico, Professor formado em Educação Infantil, pelo curso de formação de docentes do C.E.P.E.M (Colégio Estadual Padre Eduardo Michelis) de Missal - PR, formado em Geografia (licenciatura) pela UNIGUAÇU – FAESI, e cursando atualmente Pós - Graduação em Educação Especial e Inclusiva.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Definições de hidrografia


Hidrografia é uma parte da geografia física que classifica e estuda as águas do planeta.
O objeto de estudo da hidrografia é a água da Terra, abrange, portanto oceanos, mares, geleiras, água do subsolo, lagos, água da atmosfera e rios. A maior parte da água está concentrada em oceanos e mares – 1 380 000 000 km³ –, correspondendo a 97,3% da reserva hídrica do mundo. As águas continentais possuem um volume total de 38 000 000 km³, valor que representa 2,7% da água do planeta.

MAIORES BACIAS HIDROGRÁFICAS

As maiores bacias hidrográficas do mundo são as seguintes - Nome, localização e área (km²):

1.    Bacia Amazônica, Brasil, 7 050 000 km²;
2.    Bacia do Congo, Congo, 3 690 000 km²;
3.    Bacia do Mississippi, EUA, 3 328 000 km²;
4.    Bacia do Rio da Prata, Brasil, 3 140 000 km²;
5.    Bacia do Obi, Federação Russa, 2 975 000 km²;
6.    Bacia do Nilo, Egito, 2 867 000 km²;
7.    Bacia do São Francisco, Brasil, 2 700 000 km²;
8.    Bacia do Ienissêi, Federação Russa, 2 580 000 km²;
9.    Bacia do Níger, Nigéria, 2 092 000 km²;
10. Bacia de Amur, Federação Russa, 1 855 000 km²;
11. Bacia do Rio Amarelo, China, 1 807 199 km².

MAIORES OCEANOS E MARES

Os maiores oceanos do mundo são os seguintes - Nome, área (km²) e profundidade máxima (m):

1.    Oceano Pacífico, 179 700 000 km², 11 020 m;
2.    Oceano Atlântico, 106 100 000 km², 7758 m;
3.    Mar Glacial Ártico, 14 090 000 km², 5450 m;
4.    Mar do Caribe (ou Mar das Caraíbas), 2 754 000 km², 7680 m;
5.    Mar Mediterrâneo, 2 505 000 km², 5020 m;
6.    Mar da Noruega, 1 547 000 km², 4020 m;
7.    Golfo do México, 1 544 000 km², 4380 m;
8.    Baía de Hudson, 1 230 000 km², 259 m;
9.    Mar do Norte, 580 000 km², 237 m;
10. Mar Negro, 413 000 km², 2243 m;
11. Mar Báltico, 420 000 km², 463 m;
12. Mar da China Meridional km², 3 447 000, 5560 m;
13. Mar de Okhotsk, 1 580 000 km², 3372 m;
14. Mar de Bering, 2 270 000 km², 4191 m;
15. Mar da China Oriental, 752 000 km² 2720 m;
16. Mar Amarelo, 417 000 km², 105 m;
17. Mar do Japão, 978 000 km², 4230 m;
18. Oceano Índico, 74 900 000 km², 7450 m;
19. Golfo de Bengala, 2 172 000 km², 5258 m;
20. Mar Vermelho, 440 000 km², 2600 m.

MAIORES RIOS

A seguir, os maiores rios do mundo - Nome, localização, extensão (km) e foz:

1.    Amazonas, Brasil, 10.245 km, Oceano Atlântico;
2.    Nilo, Egito, 6.671 km, Mar Mediterrâneo;
3.    Rio Yangtzé, China, 5.800 km, Mar da China;
4.    Mississippi-Missouri, EUA, 5.620 km, Golfo do México;
5.    Obi, Federação Russa, 5.410 km, Golfo de Obi;
6.    Rio Amarelo, China, 4.845 km, Mar Amarelo;
7.    Rio da Prata, Argentina, 4.700 km, Oceano Atlântico;
8.    Mekong, China, 4.500 km, Mar da China;
9.    Amur, Federação Russa, 4.416 km, Estreito da Tartária;
10. Rio Lena, Federação Russa, 4.400 km, Mar de Laptev/Ártico.

MAIORES LAGOS

Na sequência, os maiores lagos do mundo - Nome, localização, área (km²) e profundidade máxima (m):

1.    Mar Cáspio, Oeste da Ásia e Leste da Europa, 371 000 km², 1.025 m;
2.    Lago Superior, EUA/Canadá, 84 131 km², 406 m;
3.    Vitória, Uganda/Tanzânia/Quênia, 68 100 km², 73 m;
4.    Huron, EUA/Canadá, 61 797 km², 229;
5.    Michigan, EUA, 58 016 km², 281;
6.    Mar de Aral, Cazaquistão/Uzbequistão, 41 000 km², 68 m;
7.    Tanganica, Congo (ex-Zaire)/Zâmbia/Burundi/Tanzânia, 32 893 km², 1435 m;
8.    Grande Urso, Canadá, 31 792 km², 90 m;
9.    Baikal, Federação Russa, 31 500 km², 1620 m;
Malauí (Niassa), Malauí/Moçambique, 30 800 km², 678 m



Referências de pesquisa:

Atlante Geografico di Agostini.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrografia

sábado, 17 de dezembro de 2011

Resumo sobre a história da Usina Hidrelétrica de Itaipu


ITAIPU. A PEDRA QUE CANTA
Em 1973, técnicos percorrem o rio de barco em busca do ponto mais indicado para a construção da Itaipu Binacional. O local é escolhido após a realização de estudos com o apoio de uma balsa. No coração da América do Sul, brasileiros e paraguaios indicam um trecho do rio conhecido como Itaipu, que, em tupi, quer dizer "a pedra que canta".
Naquele local, encontrava-se uma ilha, quase sempre submersa, chamada Itaipu, logo após uma curva acentuada de rio, onde a correnteza parecia medir forcas com os barrancos e a poucos quilômetros da confluência com o Rio Iguaçu. Estudos indicavam para aquele ponto um rendimento energético excepcional, em virtude de um longo cânion escavado pelo Rio Paraná
O PRIMEIRO PASSO DE UMA EPOPÉIA
A construção da Itaipu Binacional – considerado um trabalho de Hércules pela revista “Popular Mechanics”, dos Estados Unidos – começou em 1974, com a chegada das primeiras máquinas ao futuro canteiro de obras.
No segundo semestre de 1974, foi estruturado o acampamento pioneiro, com as primeiras edificações para escritórios, almoxarifado, refeitório, alojamento e posto de combustíveis, que existe até hoje. As estradas de terra de acesso ao canteiro de obras recebem melhorias
UMA CIDADE CHAMADA ITAIPÚ
A região começa a transformar-se num “formigueiro” humano. Entre 1975 e 1978, mais de 9 mil moradias foram construídas nas duas margens para abrigar os homens que atuam na obra. Até um hospital é construído para atender os trabalhadores. À época, Foz do Iguaçu era uma cidade com apenas duas ruas asfaltadas e cerca de 20 mil habitantes, em dez anos, a população passa para 101.447 habitantes.
Nos canteiros de obra, a primeira tarefa é alterar o curso do Rio Paraná, removendo 55 milhões de metros cúbicos de terra e rocha para escavar um desvio de 2 km. O engenheiro Gomurka Sarkaria é o responsável pelo modelo da barragem, do tipo gravidade aliviada, formando aberturas que lembram a estrutura de uma catedral.
O “PARANAZÃO” DESPEDE-SE DO LEITO
A Itaipu Binacional passa a ser uma realidade irreversível. A escavação do desvio do Rio Paraná termina dentro do prazo. Em 20 de outubro de 1978, 58 toneladas de dinamite explodem as duas ensecadeiras que protegiam a construção do novo curso.
O desvio tem 2 km de extensão, 150 metros de largura e 90 de profundidade. No mesmo dia, é assinado um contrato de US$ 800 milhões que garante a compra de turbinas e dos turbo-geradores. O novo canal permite que o trecho do leito original do rio seja secado, para ali ser construída a barragem principal, em concreto.
A Itaipu Binacional foi a única grande obra nacional a atravessar a fase mais aguda da crise econômica brasileira do final dos anos 1970 mantendo o status de prioridade absoluta. No domínio da construção civil, escavações e obras civis, a Itaipu atingiu um índice de nacionalização, considerado o parceiro brasileiro, de praticamente 100%. Na área de fabricação e montagem dos equipamentos, o índice de nacionalização nunca foi inferior a 85%.
UM PRÉDIO DE 10 ANDARES POR HORA, RITMO DA ITAIPÚ.
Começa uma nova e fervilhante etapa da construção de Itaipu Binacional: a concretagem da barragem. Num único dia, 14 de novembro de 1978, são lançados na obra 7.207 metros cúbicos de concreto, um recorde sul-americano, o equivalente a um prédio de dez andares a cada hora. Ou 24 edifícios no mesmo dia. A façanha só foi alcançada devido ao uso de sete cabos aéreos para o lançamento de concreto.
O total de concreto despejado na barragem, 12,3 milhões de metros cúbicos, seria suficiente para concretar quatro rodovias do porte da Transamazônica. A economia do Paraguai voa em céu de brigadeiro: o PIB, que havia aumentado 5% em 1975, cresce 10,8% em 1978.
TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ITAIPU
A obra ganha contornos de uma operação bélica. Em 1980, o transporte de materiais para a Itaipu Binacional mobilizou 20.113 caminhões e 6.648 vagões ferroviários. Já a demanda por mão-de-obra provoca filas imensas nos centros de triagem dos consórcios.
Entre 1978 e 1981, até 5 mil pessoas eram contratadas por mês. Ao longo da obra, em função do extenso período de construção e da rotatividade da mão-de-obra, somente o consórcio Unicon cadastrou cerca de 100 mil trabalhadores. No pico da construção da barragem, Itaipu mobilizou diretamente cerca de 40 mil trabalhadores no canteiro de obras e nos escritórios de apoio no Brasil e no Paraguai.
NEM AS ESTRADAS ESPERAVAM UMA OBRA DESSA GRANDEZA
Com a concretagem quase pronta, a fase seguinte é a montagem das unidades geradoras. O transporte de peças inteiras dos fabricantes até a usina torna-se um desafio. A primeira roda da turbina, com 300 toneladas, saiu de São Paulo em 4 de dezembro de 1981 e chegou ao canteiro de obras somente em 3 de março de 1982.
Como a rede viária e algumas pontes existentes em diversas alternativas de trajeto não tinham condições de suportar o peso, a carreta que levava a peça teve de percorrer o caminho mais longo, com 1.350 km. O transporte das rodas de turbina ganharia agilidade posteriormente. O recorde foi de 26 dias de viagem entre a fábrica e a usina.
O RIO PARANÁ ENCONTRA UM PAREDÃO DE CONCRETO, ITAIPU
As obras da barragem chegam ao fim em outubro de 1982. Mas os trabalhos na Itaipu não param. O fechamento das comportas do canal de desvio, para a formação do reservatório da usina, dá início à operação Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”). A operação salva a vida de 36.450 animais que viviam na área a ser inundada pelo lago. Devido às chuvas fortes e enchentes da época, as correntezas do Rio Paraná levaram 14 dias para encher o reservatório. A lâmina de água soma 135 mil hectares, ou quatro vezes o tamanho da Baía da Guanabara.
A 5 de novembro de 1982, com o reservatório já formado, os presidentes do Brasil, João Figueiredo, e do Paraguai, Alfredo Stroessner, acionam o mecanismo que levanta automaticamente as 14 comportas do vertedouro, liberam a água represada do Rio Paraná e, assim, inauguram oficialmente a maior hidrelétrica do mundo, após mais de 50 mil horas de trabalho.

FONTES DE PESQUISA:


sábado, 26 de novembro de 2011

Questões sobre Arborização: Biogeografia e Climatologia II

TRABALHO APLICADO À SEMANA ACADÊMICA DE GEOGRAFIA
Anderson José Bender. 4º Período de Geografia. Professor Ma. Raniere Garcia Paiva
Disciplinas de Biogeografia e Climatologia II.


1.    É importante o município manter um sistema e plano de arborização?

Com certeza, pois o mesmo desempenha funções importantes nas cidades, e tem um papel fundamental na questão de estética, proteção e caracterização das Áreas Verdes. Assim existe uma melhoria da qualidade de vida dos munícipes. 
No entanto para o plano funcionar bem é necessário à instalação de um viveiro ou Horto Florestal Municipal que possa gerenciar e controlar o enfoque das mudas, já que as mesmas necessitam de uma seleção que possa se adaptar aos centros urbanos e que não interfiram nas redes elétricas e na estrutura das calçadas e edificações visando à implantação perfeita do Plano Diretor.


2.    Quais são os benefícios de se manter as cidades arborizadas?

Os benefícios são vários: o restabelecimento da relação entre o homem e o meio natural, garantindo melhor qualidade de vida, proporcionando um bem estar psicológico, melhor efeito estético, sombra para pedestres e veículos, protege e direciona o vento, amortece o som amenizando a poluição sonora, preserva a fauna silvestre, além ainda de contribuir para reduzir o impacto causado pela água da chuva em seu escorrimento superficial, e um dos mais importantes: auxilia na diminuição da temperatura, pois, absorve os raios solares e refresca o ambiente pela grande quantidade de água transpirada pelas folhas que melhora a qualidade do ar.


3.    Apresente fotos de sua cidade que mostre boas condições de arborização urbana.


Cidade de Missal / PR (Centro)






Avenida Dom Geraldo Sigaud, mantem uma boa arborização em se tratando de uma avenida.





  Rua Cerro Largo com Avenida Dom Geraldo Sigaud, mantem uma excelente arborização sombreando boa parte da rua.





Rua Dom Pedro I. Anexo praça Eugênio Schneiders, praticamente 100% Arborizada.


 



Rua Paraná mantem uma boa arborização.





Avenida John Kennedy com boa arborização, mantem sombreamento constante durante toda a avenida. 





Rua Flores da Cunha. Exemplo de arborização que mantem uma residência totalmente protegida dos raios solares.






4.    O microclima de uma cidade pode melhorar conforme sua arborização?

Sim com certeza, uma boa arborização contribui e muito na questão de sombreamento refrescando o meio ambiente e protegendo as pessoas em parte dos raios solares. No entanto vale lembrar que para uma melhor eficácia, além da arborização, outros meios são necessários para amenizar as ilhas de calor como: Adotar materiais com alta inércia térmica como tijolos na parede, telha sanduiche na cobertura, proteger fachada noroeste com colocação de uma massa térmica, sombrear fachadas norte, leste e oeste instalando fartos beirais com 1,20 m, captar ventos frescos instalando captores eólicos, umidificar a edificação instalando espelhos d’água e fontes, evitar ventos secos bloqueando os ventos sudoestes, usar vegetação abundante como beirais verdes e jardins de inverno e principalmente ajudando na preservação como a captação de energia solar para o aquecimento da água aproveitando os espaços e instalando maiores telhados para o norte.


REFERÊNCIAS DE PESQUISA

Obs: As informações adicionais foram retiradas dos seguintes sites:

PIVETTA, Kathia Fernandes Lopes. FILHO, Demóstenes Ferreira da Silva. Arborização Urbana. Brasil, 2002 Disponível em: < http://www.slideshare.net/flavia.smarti/arborizao-urbana > Acesso em 26 de Novembro de 2011.

  PREFEITURA UBERADA CONSTRUINDO UMA NOVA CIDADE. Secretária de meio ambiente e turismo. Brasil, 2011. Disponível em: http://www.uberaba.mg.gov.br/portal/conteudo,608  Acesso em 26 de Novembro de 2011.

RGE GESTÃO AMBIENTA. Manual de Arborização. Brasil, 2011. Disponível em <l http://www.rge-rs.com.br/gestao_ambiental/arborizacao_e_poda/beneficios.asp > Acessado em 26 de Novembro de 2011.


Aquecimento Global: Perguntas e Respostas, atitudes do estado de São Paulo


UNIGUAÇU – UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DO IGUAÇU LTDA.
FAESI – FACULDADE DE ENSINO SUPERIO DE SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
ISE – INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GEOGRAFIA QUARTO PERIODO
Climatologia II





RESUMO SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL


Resumo de graduação apresentado a disciplina de Climatologia II da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu, sob orientação do Professor: Ma. Raniere Garcia Paiva.



ANDERSON AMBROZINI
ANDERSON JOSÉ BENDER





SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
2011

Nos últimos anos observamos uma série de anormais climáticas em nosso planeta, fenômenos que vêem se repetindo com muita freqüência e que muitas vezes deixam no ar perguntas (...) o porquê de tudo isso? Baseado nisso ONGs e prefeituras estão realizando grandes eventos para prevenir e remediar o máximo possível as anomalias climáticas ocasionadas pelo aquecimento global.

Aquecimento Global algumas perguntas e respostas.
No último século, a quantidade de CO2 na atmosfera aumentou consideravelmente, elevando a temperatura terrestre. Essa realidade coincide com o emprego massivo de combustíveis fósseis, carvão, petróleo e gás para atender aos processos de industrialização, e também com transformações no modo de vida da sociedade desde a Revolução Industrial.
Desde os últimos anos da década de 1980, a capacidade regenerativa da Terra já não consegue acompanhar o consumo humano, às pessoas estão transformando os recursos em resíduos mais rapidamente do que a natureza consegue regenerá-los.
O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado pela ONU em fevereiro de 2007, aponta que os efeitos do aquecimento da Terra serão irreversíveis nos próximos cem anos, e que o homem é o grande responsável pelo efeito estufa. Isso fica mais evidente quando observamos os desmatamentos e as queimadas. Outro fator que tem grande parcela de culpa no aquecimento global é o transporte com suas emissões de gás carbônico principalmente nas grandes cidades.
O aumento da temperatura global pode contribuir para a formação de ciclones extratropicais no litoral brasileiro, enchentes nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e conseqüentemente provocará o aumento dos deslizamentos das encostas, além de provocar o aumento do nível do mar que já está previsto para as próximas décadas e ainda impactar a zona costeira brasileira.

As emissões de gases de efeito estufa no município de São Paulo
Segundo o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Município de São Paulo, elaborado pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da (UFRJ) ressaltam que, o Município de São Paulo emite cerca de 15.738.241 toneladas de CO2 equivalente/ano. As maiores fontes de emissão são o uso de energia, seguido da disposição final de resíduos sólidos. O uso de combustíveis fósseis é responsável pela emissão de 88,78% do total das emissões provenientes do uso de energia.
Dos combustíveis consumidos, a gasolina automotiva contribui com 35,7% das emissões de uso de energia, seguida pelo óleo diesel, com 32,6%. A Prefeitura de São Paulo emite por ano cerca de 49.000 toneladas de CO2 equivalente, a grande maioria das emissões ocasionada por consumo de energia elétrica em iluminação pública, seguida por consumo de combustíveis fósseis e consumo de energia elétrica em edifícios públicos.

O que está fazendo a prefeitura de São Paulo?
Em 2005 a cidade de São Paulo começou a instaurar do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Eco-economia, que tem como objetivo promover e estimular ações que visem minimizar as emissões de gases causadores do efeito estufa e também implementar ações voltadas à eco-economia e que começou a mostrar resultados pois já em 2009, o município instalou um colegiado multisetorial para implementar e acompanhar as políticas de mudanças climáticas. A adesão ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace, estabelece o compromisso da Administração Municipal em eliminar a madeira de origem ilegal e os desmatamentos criminosos. O município assinou um termo de Compromisso, assumindo as demandas do programa. Na seqüência, foi estabelecido um Grupo de Trabalho que reúne representantes de setores do governo municipal e da sociedade civil e que estará encarregado de elaborar a legislação municipal e definir o melhor instrumento jurídico (decreto, projeto de lei) para implementá-la. O decreto 45.658 - Madeira de Origem Legal - Estabelece procedimentos de controle ambiental para a utilização de produtos e subprodutos.
Em 2006 o Decreto Nº 48.075, estabeleceu a obrigatoriedade do emprego de agregados reciclados da construção civil na pavimentação de vias públicas da cidade de São Paulo. No mesmo ano Prefeitura plantou 168.255 novas árvores, compensando cerca de 60% do total das emissões de CO2 emitidos pela Prefeitura de São Paulo, promoveu a criação do Grupo Pró-Ciclista, grupo que trabalha em prol de investimentos para fomentar o uso da bicicleta. A SVMA investiu cerca de 700.000 reais em recursos que foram repassados às Subprefeituras de Parelheiros e Casa Verde, e ainda começou a implantação de ciclovias e ciclo faixas e também para-ciclos pela cidade.
Em 2007 a Portaria 06/2007 institui a compensação das emissões de Gases de Efeito Estufa e o manejo adequado dos resíduos gerados pelos eventos realizados nos parques municipais de São Paulo. O decreto 48.114, de 1 de fevereiro de 2007, cria Grupo de Trabalho visando à instituição de políticas de 'compras verdes' no Município de São Paulo. Esse grupo de trabalho está progredindo e a prefeitura de São Paulo incentiva e muito esse projeto. Entre as principais ações já adotadas pela Prefeitura de São Paulo para priorizar a aquisição de produtos que contribuam com a preservação do meio ambiente está à alteração na lei de licitação do Município. As compras de insumos devem considerar a procedência dos materiais e produtos adquiridos, a preocupação dos fabricantes com os descartes, tecnologias utilizadas na produção e preservação dos recursos naturais.

Eventos neutros em carbono
Todas as nossas ações que consomem ou geram energia resultam em emissões de gases de efeito estufa. Realizar um evento neutro em carbono significa levar isso em consideração e promover medidas antes, durante e depois que compensem as emissões de CO2.
Ao procurar a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para realizar um evento em um de seus parques, o promotor deverá efetuar o procedimento padrão submeter o evento a análise e, caso aprovado, assinar termo de responsabilidade, no qual constará o compromisso com a neutralização de seu evento e também com a destinação adequada dos resíduos gerados por ele.
Após a realização do evento, deverá apresentar o inventário de emissões de gases de efeito estufa. A partir desses dados o cálculo deverá ser feito por uma instituição especializada. Após os dados serem coletados e analisados a empresa deverá indicar o local e a data da neutralização, retornando posteriormente com registro fotográfico e relatório sucinto do plantio para encerramento do processo junto à Prefeitura.
O calculo é feito através de empresas com experiência no tema. O promotor do evento responde um questionário, a partir do qual será elaborado o inventário destas emissões. A metodologia de cálculo apresenta algumas variáveis, embora utilizem, em todos os casos, parâmetros básicos, que incluem, em maior ou menor grau, os fatores citados.
Feita a conta da quantidade de CO2 equivalente gerada pelo evento, é hora de promover a neutralização dessas emissões. A forma mais comum e usual de compensar as emissões é o plantio de árvores. Entretanto, existem outras formas de neutralização, como ás energias limpas, ex. solar, eólia etc.
Para se proceder de forma adequada deve-se procurar minimizar a produção de resíduos antes da realização do evento com procedimentos simples: Escolha produtos de longa duração no lugar de materiais descartáveis; evite produtos excessivamente empacotados ou com grande quantidade de embalagens, gerando assim uma quantidade menor de resíduos; use iluminação natural sempre que possível e escolha lâmpadas que consumam menos energia; use madeira reaproveitada ou de reflorestamento;
É importante focar que o aquecimento global, como o próprio nome diz, é uma questão planetária, e com isso a neutralização poderá ser feita em qualquer local, contanto que devidamente comprovada. Baseada nisso a Secretaria do Verde fará fiscalização por amostragem.  Assim, o cumprimento de qualquer neutralização estará sujeito a fiscalização a qualquer momento. Além disso, as informações relativas à neutralização dos eventos serão disponibilizadas no site da SVMA e constarão do relatório anual, que será amplamente divulgado à imprensa.
Caso aconteça alguma irregularidade o promotor do evento não poderá voltar a fazer eventos nos parques municipais enquanto não promover a neutralização devida e seu nome constará no relatório anual como promotor que não fez sua parte pelo meio ambiente.
Baseado nas informações analisadas pode-se perceber que existe uma grande preocupação de alguns governantes sobre o aquecimento global. O fato é que, a “queda de braço” realizada pelas ONGs esta mostrando grandes resultados. Aos poucos o povo está se conscientizando que plantar arvores, usar o ar condicionado com moderação, reduzir o tempo de banho, evitar deixar computador ligado enquanto não estiver em uso, levar sua própria sacola para fazer compras, usar papel reciclável, usar o seu carro preferencialmente para longas distâncias entre outros, são saídas para uma prevenção consciente. O apoio e o incentivo das prefeituras destacando a de São Paulo estão sendo fundamental para essa mobilização a favor da preservação ambiental.

Referências de complementação do resumo.
REVISTA SUSTENTABILIDADE. Construção Verde. Brasil, 2009 disponível em <   http://www.revistasustentabilidade.com.br/construcao-verde/evento-discuti-sustentabilidade-na-cidade-de-sao-paulo-alem-de-apresentar-o-comite-municipal-de-mudancas-climaticas > Acessado em 30 de outubro de 2011 às 20:55 Hs.
GREENPEACE. Cidade amiga. Brasil, 2011 disponível em <  http://www.greenpeace.org.br/cidadeamiga/cidades.php?conteudo_id=1110&imghead=oque > Acessado em 30 de outubro de 2011 às 21:15 Hs.
ECOVIAGEM. Notícia Ambiente. Brasil, 2007 disponível em < http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/prefeitura-estimula-compras-verdes-para-desenvolvimento-sustentado-7136.asp > Acessado em 30 de outubro de 2011 às 21:39 Hs.

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