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Sou simples, honesto, sincero, dedicado, carinhoso, compreensível e de muita fé em DEUS. Sou católico, Professor formado em Educação Infantil, pelo curso de formação de docentes do C.E.P.E.M (Colégio Estadual Padre Eduardo Michelis) de Missal - PR, formado em Geografia (licenciatura) pela UNIGUAÇU – FAESI, e cursando atualmente Pós - Graduação em Educação Especial e Inclusiva.

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bacia Hidrográfica


Uma bacia hidrográfica ou bacia de drenagem de um curso de água é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso de água e seus afluentes.
A formação da bacia hidrográfica dá-se através dos desníveis dos terrenos que orientam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas.
Essa área é limitada por um divisor de águas que a separa das bacias adjacentes e que pode ser determinado nas cartas topográficas. As águas superficiais, originárias de qualquer ponto da área delimitada pelo divisor, saem da bacia passando pela seção definida e a água que precipita fora da área da bacia não contribui para o escoamento na seção considerada. Assim, o conceito de bacia hidrográfica pode ser entendido através de dois aspectos: Rede Hidrográfica e Relevo. Em qualquer mapa geográfico as terras podem ser subdivididas nas bacias hidrográficas dos vários rios.

 Fonte :   http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacia_hidrogr%C3%A1fica

Bacia Sedimentar


As bacias sedimentares são depressões da superfície terrestre formadas por abatimentos da litosfera, nas quais se depositam, ou depositaram, sedimentos e, nalgumas situações materiais vulcânicos.
Estas podem ser de vários tipos, de acordo com as causas da sua formação e destacam-se as frontais, que se localizam à frente de uma cadeia montanhosa ou de um arco de ilhas vulcânicas, que são o resultado da convergência de placas que obriga à flexão e afundamento da litosfera; as de retroarco localizam-se entre o arco de ilhas vulcânicas e o continente, pois resultam da formação de cadeias montanhosas; as de estiramento resultam da distensão da litosfera devido à actuação de forças tectónicas distensivas e um exemplo destas são os riftes; por último, existem as bacias sedimentares que resultam do arrefecimento da litosfera, pois este provoca um aumento da densidade das rochas e a sua subsidência.
O registro sedimentar dessas áreas é geralmente composto por um espesso pacote sedimentar no seu interior, o qual diminui de espessura ao se aproximar das bordas da bacia e apresentam camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro.
As bacias sedimentares preservam um registro detalhado do ambiente e dos processos tectônicos que deram forma à superfície da Terra através do tempo geológico. Também servem como importante repositório de recursos naturais, tais como água subterrânea, petróleo e recursos minerais diversos.
 Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacia_sedimentar

O Arco do Desflorestamento na Amazônia


     O Arco de Desflorestamento é composto por 248 municípios e se estende de Rondônia ao Maranhão. Atualmente denominado de Arco do Desenvolvimento sustentável, local onde se observa grandes taxas de desflorestamento bem como as grandes concentrações de detecções de focos de calor no período da estação seca. Nos meses que vão de Junho à Outubro há um incremento no número de focos de calor em áreas não antropizadas que são considerados como alertas verde. Os alertas verdes fazem parte da metodologia usada no sistema de monitoramento de fogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, IBAMA e são emitidos pelo mesmo.
      O estudo é realizado em uma área conhecida como “Arco do Desflorestamento”, pois se caracteriza por ter uma intensa exploração madeireira e a utilização do fogo para fins agrosilvopastoris. Estende-se desde o Estado do Acre até o Estado do Maranhão e
abrange os biomas do cerrado e floresta amazônica, (Junior et al, 2001).

Fonte :  http://marte.dpi.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr%4080/2006/11.14.18.49/doc/4421-4423.pdf

Questões sobre o relevo


1.      O que é chapada?
 É uma superfície tabular estrutural, em geral limitada por rebordas localmente festonados dispostas horizontalmente. Desenvolve-se em estrutura concordante e horizontal de bacias sedimentares.

2.      Quem criou o conceito de morfoestruturas e morfoesculturas  e como elas são definidos?
Quem criou o conceito de morfoestrutura e morfoescultura foi o Russo Guerasimov para designar as unidades do relevo. A morfoescultura é definida por processos endógenos e a morfoescultura por processos exógenos erosão, acumulação.

3.      O que são morfoesculturas?
As morfoesculturas são as formas de relevo que se originam a partir das influências dos fatores erosivos que variam de acordo com sua intensidade.

4.      Diferencie Planalto de Planície.
O planalto encontra-se em regiões de média altitude com processos de erosão e as planícies são de baixas altitudes com processos de acumulação.

5.      Defina Cuesta. 
A cuesta é definida por um relevo dissimétrico, formado de um lado por uma vertente íngreme e de outro por um planalto que se inclina suavemente em sentido inverso. A cuesta é um relevo derivado da estrutura concordante e inclinado de uma bacia sedimentar.

6.      Quais são os tipos de morfoescultura desenvolvidas por dissecação?
 As principais morfoesculturas desenvolvidas por dissecação são as colinas e as cristas

7.      Quais são as morfoesculturas desenvolvidas por acumulação? Defina-as.  
As morfoesculturas desenvolvidas por acumulação são as fluviais, fluvio-marinhas, marinhas, eólicas, lacustres e glaciais. São definidas da seguinte maneira:
Planície fluvio-marinhas: são relativamente complexas de depósitos sedimentares, apresentam terrenos periodicamente inundados, cordões arenosos, vegetação de mangue e terraços fluviais.
Planícies marinhas: são áreas planas da acumulação marinha, possuem em geral, terraços marinhos, restingas e cristas praiais.
Planícies eólicas: são formadas pelo acumulo de areias deixadas pelo vento e sobre essas planícies dispõem-se as dunas.
Planície lacustre: são aquelas formadas em áreas entulhadas recentemente, o assoreamento de um lago se da quando seus afluentes vão depositando as aluviões, tornando a bacia menos profunda determinando um decréscimo do volume da água.  
Planícies glaciais: são originadas por depósitos transportados pelo gelo, tais como: lama, areias e seixos, formando colinas alongadas, depressões pantanosas e grandes acumulações arenosas.

8.      O que são formas de relevo?
As formas de relevo são componentes da litosfera, independentemente de seus tamanhos, são muito importantes nos processos de organização  geográfica, suas formas são resultantes de processos de origem estrutural e escultural.

9.      Quais são os processos que atuam no relevo?
Os processos que atuam no relevo são os processos endógenos ou internos como tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos e os processos exógenos ou externos como a ação das águas, ventos, mar, gelo e dos seres vivos.

10. O que são macroformas?
 As macroformas são unidades do relevo, podem ser definidas em planaltos, planícies e depressões.

11. Quais são as unidades de relevo que predominam no Brasil?
No Brasil podem-se encontrar três unidades de relevo: os planaltos, as planícies e as depressões. Porém, a um maior predomínio de planaltos.

12. Como o relevo paranaense foi dividido segundo Maack, em 1968?

Maack classifica o relevo paranaense em cinco regiões naturais, iniciando pelo Leste em direção ao Oeste. Essas regiões ficaram assim denominadas: Planície Litorânea ou Costeira, Serra do Mar, Primeiro Planalto, Segundo Planalto e Terceiro Planalto.

Trabalho Sobre a Economia Senhorial Século XI A XIII


UNIGUAÇU – UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DO IGUAÇU LTDA.
FAESI – FACULDADE DE ENSINO SUPERIO DE SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
ISE – INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GEOGRAFIA TERCEIRO PERIODO
Geografia Econômica


TRABALHO SOBRE A ECONOMIA SENHORIAL
SÉCULO XI A XIII


Trabalho apresentado à disciplina de Geografia Econômica da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu, sob orientação da Professora Julia Brandão Kashiwagura.


ANDERSON JOSÉ BENDER
ELIANE REICHERT





SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
2011



A economia senhorial (Séculos XI-XIII)
Por volta do século XI, uma nova Europa emerge das ruínas de centralização econômico-administrativa. Marcada pelo apogeu da formação social funcional, ela empreende uma notável expansão geográfica, ao norte alcança a Inglaterra; ao sul, a Itália meridional e a Sicília, a Palestina e partes da Síria; a oeste, a Espanha central; e a leste, a planície centro-européia.
Essa expansão foi possibilitada pelas transformações na técnica agrícola, aliadas a uma lenta suavização do clima europeu a partir do ano mil, o que permitiu o cultivo em regiões antes impróprias. Essas transformações possibilitaram um constante crescimento da população européia, levando-a de 42 milhões de habitantes no ano 1000, a 61 milhões em 1200, e a 73 milhões em 1300. Também denominado de “Revolução Demográfica” esse constante crescimento da população européia permitiu a cristalização e a expansão do sistema econômico, por outro, levou à suavização das formas de compulsão do trabalho.
A escravidão praticamente desaparece os senhores deixam de basear sua extração de excedente econômico no trabalho não-remunerado e obrigatório, que o camponês prestava não que o camponês deixasse de ter obrigações com seu senhor, mas sim, os resultados do trabalho do camponês passaram a ser apropriados pelos senhores e não mais pelo o próprio trabalho.
Essa mudança de excedente econômico, só pode ser compreendida dentro de um contexto de desenvolvimento da economia. No entanto, se por um lado ela permitiu que o sistema econômico funcional se alargasse no limite, por outro ela acabou por fazer aflorar a contradição interna, que levou à desagregação do sistema funcional, ou seja: o camponês resgata suas obrigações servis, e torna-se mão-de-obra não dependente, desmontando toda a funcionalidade do sistema.
Nessa economia senhorial, pode se identificar dois tipos básicos de senhorios: o fundiário e o banal. O primeiro, herdeiro direto dos domínios, dividia-se entre a reserva senhorial e as parcelas ocupadas pelos camponeses. As parcelas de produção dos mansos eram muitas vezes mais importantes que o trabalho obrigatório dos camponeses na reserva senhorial, que passou a ser exigido somente em casos específicos. Essa dependência, fez com que a reserva senhorial, fosse sendo reduzida em extensão, subdividida em lotes e entregues a camponeses, em troca de quantias fixas em dinheiro. Paralelamente a isso, a pressão demográfica fez com que os mansos tradicionais perdessem sua característica de unidade de produção familial, sendo subdivididos em duas e até mesmo em quatro partes, para acomodar o aumento da população.
No entanto se entende que enquanto o senhorio fundiário tendeu a se concentrar nas áreas do antigo Império Carolíngio, o senhor banal, estendeu-se a toda Europa Ocidental, alcançando os Estados cristãos no Oriente próximo, em virtude das Cruzadas, caracterizando-a, sistema econômico funcional.
Sua origem está no poder de ban, onde o senhor possuía sobre determinado território o direito de ordenar, tributar, julgar e punir. Com a falência da administração no século X, os senhores mais poderosos substituíram o Estado, assegurando proteção às populações ameaçadas, ampliando o direito de ban. O resultado foi à constituição de vastas áreas, sob a jurisdição de aristocratas locais, que tinham poderes políticos, militares e econômicos.
Englobando vários senhorios fundiários, o senhorio banal foi a forma padrão de expansão do sistema funcional, acentuando pelo seu lado econômico. Na verdade o que se pretendia eram os frutos do trabalho camponês, e não o próprio trabalho, ou seja, valorizavam o produto e não a mão de obra.
A maior parte dos recursos da economia senhorial passou a ser obtida pelas cargas impostas a todos os habitantes do senhoril banal. Algo como 50% do total da produção era apropriado pelos senhores, na forma de tributo: como taxas sobre transações comerciais, taxas arbitrárias sobre a produção, taxas sobre a utilização de fornos, ate a taxa de cobrança sobre os servos.
Alem desses encargos aos senhores banais, os camponeses dependentes deviam entregar anualmente à Igreja 10% de sua produção agrícola (dizimo), como forma de indenizar a Igreja pela perda de propriedades fundiárias entregues a vassalos. O dizimo na passagem do século X para XI, estende-se por toda a Europa.
O campesinato dependente embora pesadamente onerado por um sistema que muitas vezes o sujeitava a uma tripla tributação, e preso a um método de produção pouco desenvolvido, pôde no decorrer do período, alcançar uma melhoria em suas condições materiais. Isso devemos a dois fatores: os encargos tenderam a se transformar em parcelas fixas e o desequilíbrio entre a oferta e a demanda dos produtos agrícolas.
Os encargos impostos baseavam-se em antigos costumes e durante um período de expansão geográfica, qualquer pressão senhorial provocava a inevitável evasão para as novas áreas, assim para impedir uma evasão maciça e freqüente, os encargos senhoriais foram aliviados e tornados fixos.
A combinação entre crescimento demográfico contínuo e baixa produtividade agrícola, provocou uma demanda de gêneros alimentícios que a oferta global não conseguia suprir, resultando em um crescente aumento dos preços dos produtos agrícolas, o que permitiu ao camponês dependente comercializar lucrativamente parte de sua produção, principalmente depois que os encargos senhoriais, tenderam a ser fixos. Penalizados em anos de más colheitas, o camponês conseguia, nos anos de colheitas regulares ou abundantes, acumularem reservas monetárias que usavam para resgatar sua condição servil.
Em algumas regiões como na Inglaterra e norte da Itália os pagamentos em dinheiro foram substituídos por prestações em espécie, com os senhores querendo se beneficiar. A norma geral nos séculos XII e XIII foi a comutação da condição servil em troca de pagamentos em dinheiro. Esta crescente possibilidade de os camponeses comercializarem sua produção agrícola foi resultado do crescimento demográfico que, foi viabilizado pelas transformações na técnica agrícola nos séculos IX e X. As únicas formas de aumento do volume da produção global são a ampliação do espaço físico da área produtora.
Essa expansão necessária, se por um lado ampliou em muito à economia senhorial, por outro, acabou por destruir a noção de funcionalidade econômica que dava coerência a todo o sistema, permitindo a emancipação do trabalhador através, de uma economia comercial e muito monetarizada, pelo trabalho livre e assalariado.





Referencias:

REZENDE, Cyro. História Econômica Geral. 7ª Edição. São Paulo. Editora Contexto, 2003. Paginas 56 a 60.

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