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sábado, 29 de junho de 2013

Perguntas e respostas sobre a formação histórica no Brasil do período colonial até era Getúlio Vargas (1500 – 1945)



CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DA EUROPA DO SÉCULO XV, NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS MODERNOS.

Explique a formação dos estados nacionais modernos do século XV.
A formação se deu através da união da sociedade burguesa ao rei com objetivo de formar um processo de centralização política para dar origem aos Estados Modernos, sendo Portugal o primeiro estado Moderno a surgir. 

Relacione a expansão marítima europeia à formação dos estados modernos.
Através dos Estados Modernos, foi possível a expansão marítima. Isso se deu pelo fato de os burgueses terem muito lucro e projetos definidos e mercantis via Oceano Atlântico.

Porque os Estados Modernos recém-formados estariam em busca de um novo caminho para às índias?
Para facilitar o acesso e ter um maior domínio, buscando trazer especiarias e iguarias que davam um grande lucro comercial aos mesmos.

Como se deu o início do processo de formação territorial oficial do Brasil?
O processo de formação territorial se deu através de um “suposto” erro de rota que levou Pedro Alvares Cabral a mudar a rota das índias para o território “desconhecido” que hoje é o Brasil.

BRASIL PRÉ – COLONIAL (1500 – 1530)

Caracterize o Brasil pré-colonial no que se refere à economia e a administração portuguesa
O Brasil pré-colonial se ateve a exploração do Pau-Brasil por meio das práticas de escambo e ao envio de expedições guarda-costas que visavam fiscalizar a costa brasileira para fins de evitar o contrabando francês e outros 

Explique o descaso lusitano em relação ao território do Brasil nos trinta primeiros anos de exploração
O descaso acontecia pelo fato de nesse período haver apenas a exploração do território, não havendo outro interesse pelos portugueses a não ser o comércio de especiarias.

Diferencie o significado da prática de escambo para entendimento dos nativos e dos exploradores.
A prática do escambo se diferenciava pelo fato de ser um comércio de trocas com os nativos, os mesmos, no entanto exploravam e extraiam o Pau-Brasil da mata densa em troca de produtos trazidos pelos portugueses como, vestimentas, espelhos, quadros entre outros objetos.

BRASIL COLONIAL – (ECONOMIA, SOCIEDADE, ADMINISTRAÇÃO)

Quais os principais motivos que conduziram a coroa portuguesa a optar pela colonização do Brasil em 1530?
Os principais motivos foram as constantes invasões estrangeiras, sobretudo por parte da França. Baseado nesse contexto Portugal achou fundamental colonizar o Brasil.

Explique o sistema administrativo do Brasil no decorrer do período colonial.
O sistema administrativo do Brasil foram as capitanias Hereditárias, onde parte do território foi dividido em 15 delas. Cada capitania era entregue a um donatário. 

Explique a substituição da mão-de-obra escrava nativa pela mão-de-obra escrava africana na produção açucareira no Brasil.
A substituição se deu pelo fato de os negros serem mais resistentes devido a fatores culturais e principalmente por que o tráfico negreiro era muito rentável e gerava altos lucros.

Quais os mecanismos que permitem a exploração do Brasil por parte de Portugal.
Os mecanismos baseavam-se em torno do exclusivo comercial, onde garantiam a exploração das riquezas e também pelo “plantation” uma monocultura com mão-de-obra escrava.

BRASIL, DOMÍNIO ESPANHOL E BRASIL HOLANDÊS 

O que foi a união Ibérica?
Foi o período em que a Espanha conquistou o trono de Portugal 

Explique o embargo espanhol.
Foi a proibição do comércio, todos os fins comerciais foram suspensos, o tratado de Tordesilhas foi cancelado. 

Como se deu a invasão holandesa de Pernambuco?
Se deu no momento em que os holandeses se sentiram prejudicados com todas as proibições e elaboraram um plano para a invasão de Pernambuco, conquistando assim a principal economia da colônia.

Quais as consequências da expulsão dos holandeses do Brasil?
As principais consequências foram as diminuições do comércio açucareiro, trazendo uma concorrência desleal e obrigou os portugueses a elaborar novas fontes de lucros.

BRASIL EXPANSÃO TERRITORIAL E OS TRATADOS INTERNACIONAIS

Explique quem foram os principais agentes da exploração do sertão brasileiro?
Os principais agentes de exploração foram os bandeirantes e os criadores de gado que possibilitaram a expansão do território.

Quais foram as atividades exercidas pelos bandeirantes?
Os bandeirantes dedicaram-se ao apresamento de índios para vende-los como escravos a serem aplicados a região do nordeste.

Qual era a função da companhia de Jesus e como ela atuou no processo de colonização da América?
A principal função, era a de catequizar os índios e, fundaram no interior as denominadas missões ou reduções jesuíticas para o processo de colonização.

Porque o tratado de Tordesilhas deixou de ser, no período colonial, o parâmetro para a configuração espacial do Brasil?
Com o tratado de Tordesilhas o Brasil era menos da metade que é hoje. Se os colonizadores respeitassem o tratado, o Brasil seria a metade do atual território. 

Sintetize os principais tratados que possibilitara a configuração territorial do Brasil atual.
 Tratado de Wltrecht (1713 a 1715), entre Brasil e França, determinava o Rio Oiapoque como limite entre Brasil e Guiana Francesa.
Tratado de Madri (1750) determinava a posse da colônia de Sacramento para a Espanha e a região dos Sete Povos para Portugal.
Tratado de Santo Ildefonso (1777). A Espanha se compromete devolver a ilha de Santa Catarina e parte do território do Rio Grande do Sul.
Tratado de Badajós (1801) pôs fim às disputas territoriais do extremo sul. Sete Povos das Missões para o Brasil e a colônia de Sacramento para e Espanha.

BRASIL, INDEPENDÊNCIA E PRIMEIRO REINADO

O que foi o bloqueio continental?
O bloqueio continental foi uma estratégia que Napoleão elaborou para enfraquecer a Inglaterra. Esse bloqueio proibia todos os países de ter relações comerciais com a Inglaterra e, caso alguém desobedecesse, iria sofrer ataques liderados pela França.

Explique as motivações que levaram a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro.
A corte foi transferida para o rio de janeiro, pois, Portugal desobedeceu ao bloqueio continental e com isso, a corte portuguesa com medo da invasão se transferiu para o Rio de Janeiro em 1808.

Quais as consequências da vinda da família real ao Brasil. E porque este episódio deu início ao nosso processo de independência?
As principais consequências foram, o termino do “pacto comercial” que determinava o exclusivo comercial onde o Brasil só poderia negociar com Portugal e, em 1810, Dom João decretou e assinou com a Inglaterra o “tratado de 1810” que concedia amplas vantagens alfandegarias dos ingleses o que, significava a falência da indústria brasileira. Nesse sentido, o rompimento do pacto colonial antecipou o processo de emancipação.

Qual foi a participação da Inglaterra no processo de emancipação do Brasil.
A importância da Inglaterra foi a mediação e a negociação com Portugal para o reconhecimento da independência do Brasil mediante o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas. Assim o Brasil compra a independência e, nasce endividado.
Diferencie o significado heroico do significado histórico em relação à independência do Brasil
A parte heroica eleva o poder exercido no grito de guerra mas, na realidade o significado histórico apresenta o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas que fez com que o Brasil já nascesse endividado.


BRASIL PRIMEIRO REINADO (1822 – 1831)

O que foi a guerra cisplatina e quais suas consequências para o Brasil?
A guerra da cisplatina foi a disputa pelo território de sacramento que é o atual território do Uruguai. Suas consequências foram uma piora na economia brasileira aumentando a impopularidade do imperador.

Explique por que o poder moderador e a outorgação da constituição de 1824 representaram uma postura arbitrária de Dom Pedro I.
Porque previa a existência de um quarto poder que, na prática, conferia amplos poderes ao imperador, centralizava e subtraia a ordem liberal.

O que foi a confederação do equador?
A confederação do Equador foi um movimento revolucionário, ocorrido em 1824 no nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de Dom Pedro I, esboçada na carta outorgada de 1824 foi a primeira constituição do país.

Explique os motivos que conduziram Dom Pedro I a renuncia da coroa do brasil.
A situação de Dom Pedro I ficou insustentável o que levou a renuncia do trono em 1831. Era o início do período regencial, pois o imperador havia perdido os principais apoios sociais do Brasil como, a igreja, militares e políticos liberais.

BRASIL PERÍODO REGENCIAL (1831 – 1840)

Caracterize a política no decorrer do período regencial.
A política brasileira no período regencial era dominada por conservadores (Saquaremas) e por liberais (Luzias), ambos os partidos eram provenientes da elite agrária sem grandes divergências ideológicas, apenas desejos de poder.

Explique o fato de ser o período regencial um momento de grandes tensões sociais da história do Brasil.
O período regencial foi de grandes tensões, pois era marcado pelas políticas alfandegárias que, foram estendidas além da Inglaterra, a outros países. Outro fator agravante foram os conflitos sociais que se manifestaram devido ao descontentamento com a situação econômica do Brasil.

Explique a revolução farroupilha
Foi a principal revolta da elite devido a produção de charque que era prejudicada pela desvalorização do produto nacional, devido ao charque uruguaio entrar no país sem taxa adicional. No final a revolta se encerrou por um acordo realizado que passou a cobrar taxas as quais valorizassem o charque nacional.

Por que foi criado o clube da maior idade e qual o seu principal objetivo?
O clube da maioridade foi criado com o objetivo de abafar as revoltas sociais e reestabelecer a ordem, a elite agraria.

BRASIL SEGUNDO REINADO (1840 – 1889)

Caracterize a economia do Brasil no decorrer do segundo reinado.
Em termos econômicos, o Brasil se consolidou como maior produtor mundial de café e com os recursos advindos do café inicia seu processo de industrialização (indústrias de Mauá), que acabaram vindos à falência devido à inzerências da Inglaterra.

Explique a guerra do Paraguai e suas consequências para o Brasil.
O Paraguai foi arrasado humanamente e economicamente sendo forçado a abrir-se ao capital estrangeiro, sobretudo, após a guerra. Dom Pedro II foi gradativamente perdendo apoio político. Os militares voltaram fortalecidos da guerra e, passaram a apoiar a causa abolicionista.

Como se deu a abolição da escravatura do Brasil?
A abolição da escravatura aconteceu de maneira lenta e gradual, pois, não beneficiava a elite brasileira. A princípio, todas as leis apresentadas eram motivo de indignação por parte dos interessados. Esse processo foi se desenvolvendo, até ser decretada pela princesa Isabel a lei áurea em 1888, que pôs fim a escravidão do Brasil, mas, que em termos gerais ficou meio que no papel, porque os negros continuaram exclusos da sociedade.

Como acabou o segundo reinado?
O segundo reinado, teve seu fim quando Dom Pedro foi perdendo o apoio político e isso, ficou mais complicado após o fim da escravidão, pois, Dom Pedro II acabou também, perdendo o apoio agrário. Outros conflitos também foram cruciais para o fim do segundo reinado como, conflitos com a maçonaria e, da igreja em um todo, se tornando inegável e insustentável, possibilitando o golpe militar que daria inicio mais tarde a República do Brasil.


BRASIL REPÚBLICA (1889 – 1930) E REVOLTAS NA REPÚBLICA VELHA

Caracterize o processo de implementação da república no Brasil.
O processo de implementação da república se deu através dos militares que eram aliados aos setores agrários tradicionais. Com a República implantada, trocaram-se as bandeiras, elaborou-se o hino nacional e, implantou-se um novo sistema político, mas, permaneceram as mesmas estruturas de poder e, o povo ficou alheio ao processo de transformação pelo qual passava o país principalmente na questão política.

O que foi a política do café com leite?
A política café com leite foi uma política corrupta que envolveu os estados de minas Gerais maior produtor de leite e, São Paulo maior produtor de café. Dentro dessa política o voto era aberto e controlado pelos coronéis, tornando-se um sistema totalmente manipulado onde o poder de governo era reservado, uma vez por Minas Gerais e outra por São Paulo, que durou por toda a república.

Cite e explique três expressões vinculadas ao contexto de corrupção política do Brasil na república velha.
Pode-se destacar o coronelismo, voto de cabresto e curral eleitoral. As três expressões foram marcadas por períodos de fraudes eleitorais e, onde predominava os caracteres secundários como o “apadrinhamento”, esse mais focado no coronelismo. Já no voto de cabresto, o controle político era feito através do abuso de autoridade (compra de votos) e dos votos adquiridos através de ameaças. A última expressão se baseava na região onde determinado político possuía grande influência e onde, acontecia o voto aberto.

Caracterize a economia do Brasil republicano.
A economia do Brasil no período republicano manteve-se nas bases agrárias, tendo o café como principal produto de exportação.

Contextualize as revoltas sociais que ocorrem no decorrer da república exemplificando de modo mais preciso uma dessas revoltas.
Diversas revoltas e movimentos sociais aconteceram como “o movimento dos messianos”, “Guerra dos canudos”, e a “revolta do contestado”, essa última, liderada por João Maria e, ocorreu em uma região de disputa entre os estados do Paraná e Santa Catarina.

A ERA GETÚLIO VARGAS (1930 – 1945)

Explique a revolução de 1930.
A revolução de 1930 foi um golpe militar realizado por Getúlio Vargas ao perder as eleições. O golpe culminou com a derrubada do governo de Washington Luis, tomando o poder e, comandando dois anos sem constituição.

O que foi a revolução constitucionalista de 1932?
Foi a revolta dos paulistas que desencadeou a Revolução, onde Vargas, abafou a revolta, o que a obrigou a elaborar uma nova constituição.

Cite as inovações da constituição de 1934.
Estabeleceu as eleições diretas, pelo voto secreto feminino, com tudo, o primeiro mandato dessa constituição seria de forma indireta com duração de quatro anos.

Por que Getúlio Vargas elaborou o plano COHEN?
O plano COHEN foi elaborado para instaurar o Estado Novo. O COHEN era na verdade uma intervenção militar, ou seja, um golpe de estado.

O que foi o estado novo?
O estado novo foi uma época onde, Vargas controlou a imprensa, perseguiu os opositores, dissolveu os partidos políticos e, impediu novas eleições.


Explique a contradição que levou Getúlio Vargas a renunciar o poder.
A contradição de elaborar democracias externamente, contra os regimes totalitários e internamente manter um regime autoritário, fez com que Getúlio Vargas se afastasse do poder e renunciasse.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Questões descritivas sobre a formação territorial do Brasil



Explique a forma dos estados nacionais modernos do século XV.
A formação se deu através da união da sociedade burguesa ao rei com objetivo de formar um processo de centralização política para dar origem aos Estados Modernos, sendo Portugal o primeiro estado Moderno a surgir.

Relacione a expansão marítima europeia à formação dos estados modernos.
Através dos Estados Modernos, foi possível a expansão marítima. Isso se deu pelo fato de os burgueses terem muito lucro e projetos definidos e mercantis via Oceano Atlântico.

Porque os Estados Modernos recém-formados estariam em busca de um novo caminho para às índias?
Para facilitar o acesso e ter um maior domínio, buscando trazer especiarias e iguarias que davam um grande lucro comercial aos mesmos.

Como se deu o início do processo de formação territorial oficial do Brasil?
O processo de formação territorial se deu através de um “suposto” erro de rota que levou Pedro Alvares Cabral a mudar a rota das índias para o território “desconhecido” que hoje é o Brasil.

Caracterize o Brasil pré-colonial no que se refere à economia e a administração portuguesa
O Brasil pré-colonial se ateve a exploração do Pau-Brasil por meio das práticas de escambo e ao envio de expedições guarda-costas que visavam fiscalizar a costa brasileira para fins de evitar o contrabando francês e outros

Explique o descaso lusitano em relação ao território do Brasil nos trinta primeiros anos de exploração
O descaso acontecia pelo fato de nesse período haver apenas a exploração do território, não havendo outro interesse pelos portugueses a não ser o comércio de especiarias.

Diferencie o significado da prática de escambo para entendimento dos nativos e dos exploradores.
A prática do escambo se diferenciava pelo fato de ser um comércio de trocas com os nativos, os mesmos, no entanto exploravam e extraiam o Pau-Brasil da mata densa em troca de produtos trazidos pelos portugueses como, vestimentas, espelhos, quadros entre outros objetos.

Quais os principais motivos que conduziram a coroa portuguesa a optar pela colonização do Brasil em 1530?
Os principais motivos foram as constantes invasões estrangeiras, sobretudo por parte da França. Baseado nesse contexto Portugal achou fundamental colonizar o Brasil.

Explique o sistema administrativo do Brasil no decorrer do período colonial.
O sistema administrativo do Brasil foram as capitanias Hereditárias, onde parte do território foi dividido em 15 delas. Cada capitania era entregue a um donatário.

Explique a substituição da mão-de-obra escrava nativa pela mão-de-obra escrava africana na produção açucareira no Brasil.
A substituição se deu pelo fato de os negros serem mais resistentes devido a fatores culturais e principalmente por que o tráfico negreiro era muito rentável e gerava altos lucros.

Quais os mecanismos que permitem a exploração do Brasil por parte de Portugal.
Os mecanismos baseavam-se em torno do exclusivo comercial, onde garantiam a exploração das riquezas e também pelo “plantation” uma monocultura com mão-de-obra escrava.

O que foi a união Ibérica?
Foi o período em que a Espanha conquistou o trono de Portugal

Explique o embargo espanhol.
Foi a proibição do comércio, todos os fins comerciais foram suspensos, o tratado de Tordesilhas foi cancelado.

Como se deu a invasão holandesa de Pernambuco?
Se deu no momento em que os holandeses se sentiram prejudicados com todas as proibições e elaboraram um plano para a invasão de Pernambuco, conquistando assim a principal economia da colônia.

Quais as consequências da expulsão dos holandeses do Brasil?
As principais consequências foram as diminuições do comércio açucareiro, trazendo uma concorrência desleal e, obrigou os portugueses a elaborar novas fontes de lucros.

Explique quem foram os principais agentes da exploração do sertão brasileiro?
Os principais agentes de exploração foram os bandeirantes e os criadores de gado que possibilitaram a expansão do território.

Quais foram as atividades exercidas pelos bandeirantes?
Os bandeirantes dedicaram-se ao apresamento de índios para vende-los como escravos a serem aplicados a região do nordeste.

Qual era a função da companhia de Jesus e como ela atuou no processo de colonização da América?
A principal função, era a de catequizar os índios e, fundaram no interior as denominadas missões ou reduções jesuíticas para o processo de colonização.

Porque o tratado de Tordesilhas deixou de ser, no período colonial, o parâmetro para a configuração espacial do Brasil?
Com o tratado de Tordesilhas o Brasil era menos da metade que é hoje. Se os colonizadores respeitassem o tratado, o Brasil seria a metade do atual território.

Sintetize os principais tratados que possibilitara a configuração territorial do Brasil atual.
 Tratado de Wltrecht (1713 a 1715), entre Brasil e França, determinava o Rio Oiapoque como limite entre Brasil e Guiana Francesa.
Tratado de Madri (1750) determinava a posse da colônia de Sacramento para a Espanha e a região dos Sete Povos para Portugal.
Tratado de Santo Ildefonso (1777). A Espanha se compromete devolver a ilha de Santa Catarina e parte do território do Rio Grande do Sul.
Tratado de Badajós (1801) pôs fim às disputas territoriais do extremo sul. Sete Povos das Missões para o Brasil e a colônia de Sacramento para e Espanha.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A formação Territorial do Brasil



*Créditos no final do texto



O espaço brasileiro é resultado de uma sucessão de tempos históricos. O caráter litorâneo do povoamento e a monopolização do acesso à terra remontam ao passado colonial. A economia cafeeira, ainda nos tempos da República Velha, criou as condições necessárias à proliferação do fenômeno urbano e à industrialização.
O crescimento industrial registrado após a década de 1930, por sua vez, lançou as bases da integração econômica e geográfica do território e gerou os “desequilíbrios” regionais. A consolidação de um pólo industrial no Sudeste e de periferias industriais nas demais regiões redesenharam a geografia do país.
Nas últimas décadas, a abertura econômica e o novo caráter de inserção do Brasil nos circuitos globais de produção e consumo vêm produzindo impactos profundos na dinâmica territorial brasileira e alterando de forma substancial da divisão regional do trabalho no país. Os momentos cruciais de produção e valorização do território brasileiro, bem como os grandes eixos temáticos de análise do território brasileiro, são problematizados nos textos que compõem essa Unidade.

1. A Definição dos Limites Territoriais e o Processo de Ocupação do Território Brasileiro
Em sua gênese, o processo de formação territorial do Brasil está associado à empresa colonizadora. As sucessivas ampliações da fronteira produtiva da América Portuguesa, definindo focos de produção e consumo dispersos pelo território, assim como o esforço da Coroa Portuguesa (e, mais tarde, do Império Brasileiro) no sentido de assegurar a posse das bacias hidrográficas e das rotas e caminhos considerados estratégicos, alimentaram a conturbada história da ocupação do território e do traçado das atuais fronteiras brasileiras.

A implantação da empresa agrícola colonial na América Portuguesa foi uma iniciativa inovadora e arrojada: no século XVI, nenhum produto agrícola era objeto de comércio em grande escala na Europa. As transações comerciais a longa distânciaeram restritas às mercadorias cujo valor pudesse compensar os altos custos de transporte, tais como produtos manufaturados e especiarias vindas do Oriente. As ilhas atlânticas de colonização portuguesa foram o laboratório da grande empresa agrícola que iria ter lugar na América Portuguesa. Nessas ilhas – Madeira, São Tomé, Cabo Verde e Açores –, a monocultura canavieira era praticada desde o século XV.

As primeiras mudas de cana foram trazidas ao Brasil por Martim Afonso de Sousa, em 1531. Dois anos mais tarde, seria construído o primeiro engenho de açúcar da colônia, na vila de São Vicente. Em pouco tempo, a lavoura canavieira seria introduzida na Zona da Matanordestina. O clima quente e úmido da região bem como a topografia suave e a presença de solos extremamente férteis (conhecidos como solos de massapê) ofereciam condições ideais para o plantio da cana. Na segunda metade do século XVI, a região nordeste da colônia – em especial as capitanias da Bahia e de Pernambuco – havia se firmado como o centro da empresa agrícola colonial. Vastos latifúndios canavieiros, cultivados por mão-de-obra escrava e dotados de um engenho de produção de açúcar, eram a unidade básica dessa empresa.

O açúcar produzido nos engenhos era transportado pelos rios ou em carros de boi até os grandes portos exportadores: Recife e Salvador. Esses centros urbanos funcionavam como elos de ligação entre as regiões produtoras e os mercados consumidores de além-mar. Por isso, sediavam as principais instituições administrativas e comerciais da colônia.

A empresa açucareira implantada pelos colonizadores no século XVI ocupava somente uma estreita faixa costeira do imenso território luso-americano. Porém, no século XVII, novas atividades econômicas foram implantadas, e a fronteira produtiva do território colonial conheceu sucessivos alargamentos. O sucesso comercial do açúcar nos mercados europeus estimulou o aumento da área canavieira da Zona da Mata nordestina: no século XVII, as terras de pasto dos engenhos se transformaram em canaviais. O gado foi expulso das terras nobres da fachada litorânea e ganhou os sertões.

Partindo da Bahia e de Pernambuco (os dois maiores núcleos da produção canavieira), a pecuária se expandiu na direção do Rio São Francisco, que passou a ser conhecido como o “rio dos currais”, e do Rio Parnaíba. Os índios que se opuseram a essa marcha colonizadora sobre o sertão sofreram uma verdadeira guerra de extermínio.

No fim do século XVII, grandes fazendas de pecuária extensiva dominavam a paisagem do sertão nordestino. Nelas, poucos homens livres – negros libertos, índios e brancos pobres – eram suficientes para cuidar do rebanho e transportá-lo para as feiras de gado da Zona da Mata. Nos entroncamentos dos caminhos do rebanho, pontos de contato entre o sertão pastoril e o litoral agrícola, surgiram inúmeros povoados, embriões das cidades sertanejas do nordeste brasileiro.

Na Capitania de São Vicente, a prosperidade da empresa açucareira vicentina durou muito pouco: já na segunda metade do século XVI, os sinais de decadênciaeram evidentes. A estreiteza da fachada litorânea, comprimida pela proximidade da Serra do Mar, e a predominância de solos rasos e pantanosos desestimulavam a ampliação da agricultura canavieira na região. As maiores distâncias em relação aos portos europeus encareciam os custos de frete. O açúcar vicentino sucumbiu à concorrência do açúcar nordestino. O fracasso da empresa agrícola exportadora produziu um verdadeiro despovoamento do litoral vicentino. Os colonos paulistas galgaram a Serra do Mar e se estabeleceram nas vilas fundadas no planalto.
São Paulo de Piratininga, fundada pelos jesuítas em 1554 e elevada à categoria de vila seis anos depois, se tornou o maior núcleo de povoamento da capitania ainda no século XVI. Um velho caminho indígena, o Caminho do Mar, era a principal via de ligação entre o litoral e os campos de Piratininga, que abrigavam a vila de São Paulo. Nos arredores da vila, os colonos praticavam a policultura de subsistência, utilizando a mão-de-obra dos índios escravizados. O apresamento e escravização dos índios era o principal meio de enriquecimento para os colonos da capitania. Os índios, além de serem necessários na policultura de subsistência, eram uma mercadoria de fácil transporte: podiam atravessar andando os difíceis caminhos do sertão e da serra.

No século XVI, o apresamento dos índios permaneceu restrito aos arredores dos campos de Piratininga. No século XVII, a desorganização do tráfico negreiro, conseqüência das guerras holandesas, ampliou o mercado de índios escravizados nas regiões produtoras de açúcar. As bandeiras de apresamento ganharam o interior, aproveitando os cursos fluviais e abrindo caminhos terrestres. As reduções jesuíticas em território hispano-americano eram o principal alvo do bandeirantismo de apresamento: nelas, os índios estavam concentrados e domesticados. As freqüentes incursões às reduções localizadas às margens do Rio Paranapanema (atual Estado do Paraná) foram responsáveis pela transferência de muitos desses aldeamentos para a província argentina de Missões, entre o alto curso do Rio Paraná e o alto curso do Rio Uruguai.

Na segunda metade do século XVII, a principal finalidade das expedições bandeirantes era a localização de jazidas de prata, ouro e pedras preciosas. O empreendimento contava com o apoio da Coroa lusitana, que contratou diversos sertanistas para organizar e comandar as bandeiras de pesquisa.

A exportação de fumo assumiu importância nas receitas coloniais portuguesas na metade do século XVII. Produzido principalmente no Recôncavo Baiano e em Alagoas, o tabaco era exportado para mercados europeus, além de servir de moeda de troca com os aparelhos negreiros da costa africana. Também no século XVII, intensificaram-se as expedições oficiais pelo vale amazônico. Elas tiveram um sentido predominantemente geopolítico: tratava- se de expulsar holandeses e ingleses, senhores de muitas feitorias ao longo do curso dos rios, e impedir o contrabando de produtos nativos tais como madeira e pescado.

O Forte do Presépio de Belém, fundado em 1616, foi a ponta de lança da estratégia colonizadora da Coroa Ibérica no grande norte. Situado na foz do Rio Amazonas, esse núcleo de povoamento deveria centralizar a exportação das mercadorias e sediar os órgãos do poder metropolitano sobre a região. Plantas nativas, tais como o urucu, o cacau selvagem, o guaraná, a castanha-do-pará, o gergelim, a salsaparrilha e o pau-cravo, eram as principais mercadorias de exportação. Os aldeamentos indígenas controlados pelas diversas ordens religiosas representadas na região amazônica funcionavam como uma reserva de coletores dessas “drogas do sertão”. O excedente alimentar das missões contribuía para o abastecimento de Belém e das pequenas cidades que surgiam na região.

Após a Restauração, a Coroa lusitana intensificou a ocupação militarizada da região. Uma rede de fortificações portuguesas foi construída seguindo a calha central do Rio Amazonas. (ver RICARDO FRANCO, um dos três grandes MACHOS da história do Brasil, juntamente com Ajuricaba, que acabou virando boto e está aí até hoje & Salvador de Sá, que arruinou o nome da família.)

Nas últimas décadas do século XVII, a confirmação da existência de metais preciosos nas regiões planálticas de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás promoveu um afluxo populacional sem precedentes na história colonial, alargando substancialmente a faixa de ocupação do território luso-brasileiro. 

Os principais afloramentos auríferos e diamantinos estendiam-se da Bacia do Rio Grande até as nascentes do Rio Jequitinhonha. Os mais importantes núcleos urbanos das Minas Gerais floresceram nessa região: Vila Rica de Ouro Preto, Mariana, Caeté, Sabará, Vila do Príncipe, Arraial do Tijuco e outras. Em torno desses núcleos, apareceram zonas de povoamento mais disperso, próximas às minas do Rio Verde, Itajubá, Minas Novas e de Paracatu.

Todos os esforços produtivos da região mineradora estavam concentrados na extração de metais e pedras preciosas. Os caminhos abertos para a exportação desses produtos e para o abastecimento das Minas Gerais transformaram a geografia do Centro-Sul colonial.

Desde o final do século XVII, as bandeiras paulistas rumo aos sertões do Rio São Francisco seguiam dois caminhos principais, que ficaram conhecidos respectivamente como Caminho Geral do Sertão e Caminho Velho. O primeiro partia de São Paulo, rumando para Jundiaí, e seguia na direção do Rio Grande. Transposto esse rio, buscava a Serra das Vertentes e daí ganhava o São Francisco. O segundo, mais utilizado, seguia o curso do Rio Paraíba do Sul, passando por Mogi das Cruzes, Laranjeiras, Jacareí, Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, atravessava a Serra da Mantiqueira na altura da passagem de Hepacaré (atual Lorena) e buscava o sertão do Rio das Velhas. Em média, os caminhos paulistas demandavam dois meses de viagem até a região mineira.

No início do século XVIII, tropas de mercadores ganharam os caminhos bandeirantes. Os gêneros alimentares produzidos nos arredores das vilas paulistas atingiam preços exorbitantes na região mineradora. Na retaguarda da economia mineira, a agricultura paulista se expandiu rapidamente. A criação de gado primeiro ganhou os campos de Paranaguá e Curitiba, para logo depois atingir os distantes campos sulinos do Rio Grande do Sul e do Uruguai, transformados em centros de criação de muares. Centros urbanos importantes floresceram e prosperaram nos caminhos de gado: Sorocaba (onde se realizavam as grandes feiras), Itapetininga, Faxina, Pirapora, Cabreúva, Apiaí, Itararé, Avaré e outros.

A curva demográfica, alimentada pela constante imigração lusitana, acompanhou esse surto produtivo: no início do século XVIII, a capitania vicentina contava com 15.000 homens livres. Em 1777, os documentos oficiais registram uma população livre de 116.975 habitantes.

Ainda na primeira década do século XVIII, a Coroa lusitana, preocupada com o contrabando da produção aurífera, mandou construir um caminho que ligasse a região mineradora e a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. O Caminho Novo tinha duas variantes: uma seguia até o porto de Pilar e galgava a Serra do Mar; a outra contornava a Baixada Fluminense e subia o Rio Santana. Ambas se encontravam perto da cidade de Paraíba do Sul e daí seguiam na direção de Correias, Juiz de Fora, Barbacena etc. Pelo Caminho Novo era possível atingir a região das Minas Gerais em apenas dezessete dias. 

A abertura do Caminho Novo canalizou para o Rio de Janeiro a maior parte dos lucros do comércio com o hinterland mineiro. O porto do Rio de Janeiro – transformado em boca das minas – se tornou o mais importante porto da colônia em volume de comércio exterior, escoando a maior parte da produção aurífera e diamantina e centralizando as importações necessárias ao funcionamento da empresa mineira. Além disso, tornou-se ponto de passagem obrigatória das levas de imigrantes portugueses atraídos pelo ouro e dos lotes de mão-de-obra negra destinados ao trabalho nas minas. A prosperidade econômica, tributária dessa relação privilegiada com os mercados das Minas Gerais, iria transformar o Rio de Janeiro em sede administrativa do Vice-Reino do Brasil no ano de 1763.

A pecuária do sertão nordestino também conheceu um período de prosperidade no século XVIII: os currais do Rio São Francisco despejavam boiadas inteiras na região das Minas Gerais. A topografia da região favorecia a condução das boiadas até as zonas mineradoras. Além do gado, os Caminhos Baianos sediavam um intenso – apesar de rigorosamente proibido – comércio de negros, uma mercadoria muito mais valiosa nas Minas Gerais do que nas tradicionais regiões açucareiras da Zona da Mata.

Na metade do século XVIII, os limites traçados no Tratado de Tordesilhas estavam definitivamente ultrapassados: a assinatura do Tratado de Madri, no ano de 1750, oficializou a incorporação de vastas possessões espanholas ao território colonial português.

Regina Célia Araújo / Manal da Funag de Geografia 2a edição. Publicação original  realizada por Raquel Mendes em 07 de dezembro de 2010 (  http://fichasmarra.wordpress.com/2010/12/07/ii-a-formac%CC%A7a%CC%83o-territorial-do-brasil/ 

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