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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A inclusão do aluno com deficiência intelectual no ensino regular (resenha)



Os autores do artigo apresentam um contexto onde segundo os mesmos Incluir um aluno com deficiência intelectual é um grande desafio na sociedade atual, entretanto, o desafio maior está na iniciativa das políticas públicas que devem investir em infraestrutura para que haja funcionamento melhor para a inclusão.
Dentro da Educação Especial, encontram-se objetivos similares aos da educação regular.
Os objetivos da Educação Especial destinada às crianças com deficiências mentais, sensoriais, motoras ou afetivas são muito similares aos da Educação geral, quer dizer: possibilitar ao máximo o desenvolvimento individual das aptidões intelectuais, escolares e sociais. (UNESCO, 1968, p.12 apud REIS E ROSS 2008, p. 3).

Durante muitos anos, o Brasil realizou discussões em torno de como realizar o melhor atendimento escolar, tentando sair da vertente de integração que seleciona  o indivíduo com necessidades especiais, deixando-o um período no ensino regular e outro em escola especial. 
A linha introdutória que serviu de base para os estudos dos autores, é baseada nas informações da declaração de Salamanca que aponta e defende a ideia da união educacional, ou seja, todos, especiais ou não devem aprender juntos.
A linha específica de estudo dos autores Reis e Ross (2008), foca no processo de ensino-aprendizagem dos alunos que possuem uma deficiência intelectual onde, o reconhecimento de passividade que aconteceu somente no século XIX com os estudos do médico Jean Itard ao analisar os comportamentos do menino Victor de Aveyron que era conhecido como o “menino selvagem”. Segundo o artigo, “a análise se baseou na teoria empirista que mais tarde foi complementada com fatores biológicos em detrimento dos fatores socioambientais que penduraram até os anos cinquenta” Reis e Ross (2008).
A interpretação do texto produzido pelos autores leva a intender que a deficiência intelectual é entendida como um atraso no desenvolvimento dos indivíduos, ou seja, o raciocínio, o comportamento, atitudes e outros demoram ou não se desenvolvem por completo, dificultando a realização de problemas e de situações do dia-a-dia.
A inclusão desses alunos é o fator essencial que contribui para que os mesmos tenham uma melhora no seu desenvolvimento e na sua capacidade intelectual e segundo Reis e Ross (2008). “à escola cabe, porém, dispor de recursos e procedimentos não uniformes para que os alunos tenham possibilidades de caminhar além de seus limites”, ou seja, é preciso que a escola os inclua, adaptando os métodos de ensino e aprendizagem para esta classe de alunados, mas, é preciso salientar que esse processo deva ser feito de maneira que envolva o aluno sem usar métodos que o diferenciem dos demais, para não voltar-se ao patamar da integração ou até mesmo, da inserção.
Os autores apontam no texto, alguns aspectos negativos dentro do contexto citado no parágrafo anterior. Segundo eles, as atividades de baixa complexidade e que não foram corretamente adaptadas, faz com que os alunos com deficiência intelectual sintam-se incapazes, pois, segundo Reis e Ross (2008) “essas práticas não propiciam seu desenvolvimento cognitivo, o que faz com que eles desenvolvam baixas expectativas quanto a sua aprendizagem”. De acordo com a citação, subintende-se que, se este ponto negativo persistir se está de certa forma excluindo o aluno já que o mesmo vai ter esse sentimento.
Outro ponto negativo observado no artigo é quando os professores realizam muitas intervenções, dando a impressão que o aluno especial é mais incapaz do aparenta ser, fazendo com que estes alunos sejam mal interpretados, provocado distorções nas análises e nos encaminhamentos metodológicos e terapêuticos, não contribuindo de forma correta em seu desenvolvimento.
É visível que os autores nos querem dizer que não se deve realizar nada diferente entre alunos normais e especiais quando se referir aos conteúdos.

Ainda que as crianças mentalmente atrasadas estudem mais prolongadamente, ainda que aprendam menos que as crianças normais e ainda que, por fim, se lhes ensine de outro modo, aplicando métodos e procedimentos especiais, adaptados às características específicas de seu estado, devem estudar o mesmo que as demais crianças, receber a mesma preparação para a vida futura, para que depois participem dela em certa medida, como os demais. (VYGOTSKY, 1931ª, p. 149 apud SILVA, 2007, apud REIS E ROSS, 2008, p. 9).

As palavras de Vygotsky citadas anteriormente contradizem a atual realidade da Educação Especial, pois, os professores possuem certa resistência em receber alunos especiais, principalmente os que possuem deficiência intelectual.
Para que esses fatores negativos não tenham influência na inclusão de alunos, é necessário que os profissionais da educação obtenham constantemente formações continuadas que possam permitir o ingresso de novas práticas pedagógicas que tem por objetivo evoluir o aprendizado dos alunos especiais.
A adaptação dos currículos básicos, deixando-os mais flexíveis é outra solução apontada pelos autores que está de certa forma, deixando a Educação Especial mais adequada. Entretanto, nem sempre essa adaptação e flexibilidade estão sendo a solução para os problemas.
No atual sistema educacional, a Educação Especial está se transformando de sistema segregado, para um conjunto de medidas adaptadas a diversidade dos alunos. Essa situação gera muitos questionamentos no meio escolar, pois, apresenta, contradições, expectativas entre outras discussões.
As adaptações e as medidas tomadas em relação aos alunos especiais acabam mesmo que indiretamente rotulando estes, pois, ao longo do caminho, muitas avaliações são realizadas já que para cada deficiência intelectual é preciso analisar uma forma diferente de trabalho.
Os autores do artigo, retomam por inúmeras vezes o termo adaptação, e como já foi visto anteriormente, é o professor que prepara e adapta a aula seguindo o cronograma normal do conteúdo proposto, em todos os anos em que este se encontrar. “Portanto, a inclusão de alunos com necessidades especiais na classe regular implica o desenvolvimento de ações adaptativas, visando à flexibilização do currículo, para que ele possa ser desenvolvido de maneira efetiva em sala de aula”. Reis e Ross (2008).
            Baseando-se no MEC e na Secretaria Municipal de Educação do Estado de São Paulo, os autores apontam que a adaptação curricular é feita em três níveis:
1º Adaptação no nível do projeto pedagógico.
2º Adaptações relativas ao currículo da classe.
3º Adaptações individualizadas do currículo.
            Uma vez seguidas às três adaptações curriculares, é possível realizar uma melhor avaliação dos princípios da Educação Inclusiva e com isso é possível também, realizar uma melhor avaliação do aluno incluído, já que é de suma importância avaliá-lo para medir o desempenho de suas aprendizagens.

A avaliação de um aluno com necessidades educacionais especiais é muito importante, pois, a partir da análise dos resultados, focando seu desempenho nas diversas áreas curriculares, no processo que utiliza para aprender, se mantém ou generaliza as aprendizagens, poderá ser definido um plano de atuação que possa além de tornar possível sua participação, possibilitar seu desenvolvimento. (REIS E ROSS, 2008, p. 17)

Analisando o trecho descrito pelos autores e os processos de avaliação que envolve a Educação Especial é possível perceber que se pode ter inúmeras visões sobre o alunado que envolve a Educação Especial percebendo os sucessos e os fracassos entendendo onde e como o trabalho foi bem feito. Entretanto, se esta avaliação não for realizada de maneira correta, ou seja, se esta não promover a aprendizagem, este aluno irá estar excluído do sistema avaliativo e da inclusão.
Toda a avaliação deve envolver: direção, coordenação, o especializado e família.
Segundo Reis e Ross (2008), “uma avaliação é caracterizada também pelo fato de que as decisões de ordem social (habitação, aprovação, titulação), que são tomadas a partir dos resultados da avaliação, mantenham a maior coerência com a função predominantemente pedagógica que se deve cumprir”.
Por mais que os autores falam das maneiras de avaliação, o que se percebe é que avaliar um aluno especial é uma tarefa muito difícil já que além de seguir fielmente com os critérios dos projetos ou o programa de ensino, cada aluno principalmente os com deficiência intelectual, possuem complexidades diferentes e é preciso identifica-las. Vale ainda salientar que de acordo com os autores “não se pode confundir avaliação com medida”.
O artigo resenhado conclui seus dizeres fazendo um patamar geral dos conceitos de inclusão definindo que a educação não pode ignorar o que está ao seu redor, devendo sempre propor políticas claras coerentes e fundamentadas em relações sociais. Mesmo sabendo que a inclusão ainda encontra muitas barreiras, Reis e Ross (2008) reforçam que o que já se iniciou e o que ainda se iniciará em favor da inclusão, deverá sempre contribuir de forma aberta e dedicada para ter-se uma inclusão digna, valorizando, investindo, dando uma melhor formação aos professores entre outros fatores que venham para somar.



 REIS, Rosangela Leonel dos; ROSS, Paulo Ricardo. A inclusão do aluno com deficiência intelectual no Ensino Regular. UFPR. 2008.

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