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Origem das Visitas

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Resumo básico sobre libras



Libras (Língua Brasileira de Sinais) é uma língua natural usada pela maioria dos surdos do Brasil. Tem sua origem na língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua própria língua de sinais que sabe as influências da cultura nacional.
Diferente de todos os idiomas já conhecidos, que são orais e auditivos, a libras é visual-gestual, é uma língua pronunciada pelo corpo.

A história da libras
No período de 1500 a 1855, já existiam muitos surdos no país. Nessa época, a educação era precária. Em 1855, ocorreu a vinda ao Brasil de um professor francês surdo, chamado Hurt, e, em 1887, foi fundado o primeiro Instituto Nacional de Surdos Mudos no Rio de Janeiro.

O que quer dizer “Libras”
Libras – é a sigla de: Língua Brasileira de Sinais, que são as línguas naturais das comunidades surdas.
Ao contrario do que muitos imaginam as línguas de sinais não são simplesmente mímicas e gestos utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação e sim, são línguas com estruturas gramaticais próprias.
O que diferencia as línguas de sinais das demais línguas é a sua modalidade visual – especial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma língua de sinais irá aprender outra língua como, por exemplo, o francês, inglês ou espanhol entre outras. Os seus usuários podem discutir qualquer assunto e até mesmo produzir poemas, peças teatrais ou músicas.
Como em qualquer outra língua também se possui expressões que diferem de região para região o que a legítima ainda mais como língua.
Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto do corpo ou ainda no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais.

Configuração das mãos:
São formas das mãos que podem ser da datilologia (Alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou, esquerda para os canhotos) ou ainda pelas duas mãos em alguns casos.

Sinais:
O sinal, dentro da Língua de Sinais, representa o conjunto de configuração de mãos, de ponto de articulação e de movimento que expressa um significado próprio e pré-determinado, formando assim um meio de comunicação que se constitui em uma língua.

Ponto de articulação:
Sinais do meio do corpo até a cabeça, ou seja, o ponto de articulação se refere ao local, no corpo do sujeito falante da língua ou na área definida pelo corpo, onde será realizado o sinal.

Expressão facial ou corporal:
As expressões são fundamentais para o entendimento real do sinal. Ou seja, além dos parâmetros principais e secundários, os não manuais participariam também da língua, tendo por objetivo a diferenciação de significados e a marcação na construção sintática da língua. Assim como os ouvintes usam a voz com tonalidades (quando estão muito bravos ou pouco bravos, por exemplo), os surdos usam a expressão facial.

Orientação e direção:
Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Os sinais de desculpa, evitar e idade, por exemplo, possui a mesma configuração de mão (como a letra “Y”) a diferença, no entanto é que cada uma é produzida em um ponto diferente do corpo. Exemplo.
Y à sem tocar no corpo
Desculpa à quando encostamos a mão com o sinal no queixo.
Evitar à quando encostamos a mão com o sinal na testa perto da sobrancelha.
Idade à quando encostamos a mão com o sinal no peito perto do ombro.
Todo esse processo descrito acima é feito com o mesmo sinal da letra “Y” porém em regiões diferentes do corpo como foi visto.  

Definição das Identidades dos surdos segundo PERLIN (1998)


  •  Identidade flutuante: é aquela na qual o surdo se espelha na representação hegemônica do ouvinte, vivendo e se manifestando de acordo com o mundo do ouvinte.
  • Identidade inconformada: e aquela na qual o surdo não consegue captar a representação da identidade do ouvinte, hegemônica, e se sente numa identidade subalterna.
  •   Identidade de transição: é aquela na qual o contato dos surdos com a comunidade surda é tardio, o que os faz passar da comunicação visual-oral (na maioria das vezes truncada) para a comunicação visual sinalizada – o surdo passa por um conflito cultural.
  •  Identidade híbrida: é reconhecida nos surdos que nasceram ouvintes e se ensurdeceram e terão presentes as duas línguas numa dependência dos sinais e do pensamento na língua oral.
  •   Identidade surda: é aquela na qual ser surdo é estar no mundo visual e desenvolver sua experiência na Língua de Sinais. Os surdos que assumem a identidade surda são representados por discursos que os veem capazes como sujeitos culturais, uma formação de identidade  que só ocorre entre os espaços culturais surdos.
Alfabeto de Libras 

 Numeros nos sinais de Libras
 
 
 

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