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sábado, 26 de novembro de 2011

Desafios para a gestão das águas

Anderson José Bender 4º Período de Geografia
Disciplina de Pratica de Ensino e Educação Ambiental
Professora Beloni Celso

DESAFIOS PARA A GESTÃO DAS ÁGUAS

Os avanços tecnológicos têm proporcionado novas formas de captação, tratamento, aproveitamento e distribuição dos recursos hídricos, mas não tem sido capazes de conter o acesso desigual à água e a crescente poluição hídrica. No que diz respeito ao consumo de água, países mais industrializados são os que mais consomem água. Já nas cidades o consumo também é grande, nos EUA cada residência gasta em média 400 Litros de água/dia, no Brasil essa média fica em 260 litros e no norte da África essa média fica em 15 litros/dia.

A causa maior deste cenário é a correlação intrínseca entre a disponibilidade hídrica e o aumento da demanda por água. Levantamentos realizados pela Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas indicam que um terço da população mundial já vive em regiões de moderado a alto estresse hídrico.

Outro fator preocupante é que há desigualdade no abastecimento de água tratada e com isso, algumas das pessoas mais pobres do mundo como ás que vivem em favelas de Gana e Filipinas, pagam mais pela aquisição da água que aquelas que vivem em Londres ou Nova York. E são ás mulheres desse grupo ás maiores prejudicadas, pois cabe a elas recolher e transportar água para a família, diminuindo o tempo dedicado à educação, o que contribui para a desigualdade de gênero.

Segundo dados do PNDU, a população mundial crescerá em cerca de 80 milhões de pessoas/ano, alcançando em 2050 a quantia aproximada de 9 Bilhões de pessoas. O crescimento populacional será acompanhado de uma rápida urbanização e, nesta data, cerca de dois terços da população mundial viverão em cidades. Baseado nisso e considerando as atuais práticas de manejo, o desperdício e a degradação ambiental, é possível que em pouco tempo haja um colapso nas reservas de água potável do planeta.

GUERRA PELA ÁGUA, ÁGUA PARA A PAZ

A escassez de água, que tende a se agravar num futuro não muito distante, está ligada a vários fatores, dentre os quais se destacam o crescimento da população mundial, a distribuição irregular, o decréscimo causado pelo desmatamento e o declínio da qualidade devido à poluição dos aqüíferos.

Esses fatores quase levaram a falência rios ao longo dos quais se desenvolveram civilizações milenares. Há algumas décadas os rios, Amarelo e Ganges vêm perdendo vazão, pois suas águas são muito utilizadas indiscriminadamente no meio do percurso. Esse problema também está se generalizando ao redor do mundo onde cerca de 200 sistemas fluviais que banham dois ou mais países apresentaram vazão decrescente. Por isso, a água está cada vez mais associada a conflitos entre países e até mesmo entre regiões de um mesmo país. Isso se pode agravar mais ainda nos próximos anos quando a população deverá chegar em 2025, próximo aos 8 bilhões de pessoas.

BRASIL, UM PAÍS PRIVELIGIADO?

O Brasil possui grande disponibilidade hídrica, em torno de 12% da água doce do mundo, só o Rio Amazonas possui uma vazão aproximada de 210.000 m³ por segundo, valor superior à soma das vazões dos nove maiores rios do planeta, correspondente a 15% da água doce que deságua no oceano; algumas das quedas de água como a extinta sete quedas que ficava no Rio Paraná era de proporção gigantesca e conseqüentemente considerada a maior do mundo em vazão de água com aproximadamente 13.301.000 m³ de água por segundo. Atualmente ainda podemos considerar grandes quedas a de Paulo Afonso que fica no Rio São Francisco com 2.830.000 m³ por segundo e Urubupunga no Rio Paraná com 2.745.000 m³ por segundo. E para complementar os grandes volumes de água doce do Brasil, temos a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul com uma área de 10.144 km².

Enquanto o Japão possui apenas 1% da água utilizável do planeta e 2,8% da população mundial, o Brasil detém 2,5% da população e mais de 12% da disponibilidade hídrica. No entanto a distribuição das águas é bastante desigual no território brasileiro. Enquanto a Amazônia detém 40% das reservas brasileiras de água, a região sudeste possui apenas 6%.

Devido ao rápido aumento populacional, somente nos últimos 40 anos, o Brasil teve reduzido em 50% a disponibilidade de água por habitante. A urbanização acelerada, juntamente com o processo de industrialização e a adoção de um modelo de agricultura que privilegia a monocultura irrigada, tem gerado perdas significativas desse bem natural a água. Aliam-se a esse processo ainda as deficiências em saneamento básico e coleta de esgoto que estão ausentes em aproximadamente 51% dos lares brasileiros o que diretamente acaba contribuindo para a contaminação da água potável. O que agrava mais ainda a situação é que dos 49% de esgotos coletados apenas 15% recebem tratamento adequado o restante é lançado em rios e riachos.

A falta de cuidado e de compromisso com a gestão do solo e com o reflorestamento tem afetado a disponibilidade da água para atender a todos os usos requisitados pela sociedade. Dessa forma, os conflitos entre atividades que demandam o mesmo recurso já são uma realidade no Brasil. Não se referem apenas a questões locais, estendem-se também à relação com os países vizinhos. Exemplo disso são os agrotóxicos lançados nas lavouras brasileiras que tem comprometido as águas do Pantanal mato-grossense, e como as águas e rios desconhecem as fronteiras nacionais, essa poluição tem colocado em risco a sobrevivência das populações ribeirinhas paraguaias.

O resultado desse quadro é apresentado em um estudo do IBGE, onde são apontados que 19% dos 9.848 distritos brasileiros abastecidos têm que racionar água em algum momento do ano, seja pela seca/estiagem ou devido ao alto nível de poluição. Com isso demonstra – se que mesmo tendo grande disponibilidade de água, nossa má gestão nos coloca em posição vulnerável igual a dos países onde esse bem já é bastante escasso.

CONCLUSÃO
O desperdício de água no Brasil é algo assustador e a maneira como vem sendo tratado muitos rios e lagos também assusta. Ao lermos o texto nos são apontados números a nível de Brasil que poderiam nos deixar tranqüilos em relação à falta de água. No entanto, segundo o autor, o fato não é pensarmos na falta do liquido água e sim, na qualidade do mesmo. Não adianta termos milhares de litros de água e não podermos beber sequer um devido ao alto índice de componentes tóxicos encontrados dentro da água.
A preocupação mencionada no texto é correta, e pode-se dizer, analisando o ponto de vista do autor que se não forem tomadas medidas que possam diminuir o processo de poluição e desperdício, estaremos muito em breve pagando pelo litro de água mais do que por um litro de combustível, o que já é fato consumado em muitos países.
Uma das saídas mais coerentes para se resolver o problema da água de forma mais sustentável, principalmente nas cidades seria o de canalizar duas redes de água, uma somente para o consumo humano (beber e higiene pessoal) e a outra, para o uso de limpeza (Lavação de roupas, pisos em geral). Isso tudo através de uma forma controlável e fiscalizada, onde deveriam ser aplicadas multas e represálias para quem não cumprisse com as normas de uso da água.   E outra maneira seria o de canalizar e tratar em 100% os esgotos nos lares brasileiros alem de preservam melhor as nascentes dos rios e ainda preservar de forma correta suas encostas.

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