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Sou simples, honesto, sincero, dedicado, carinhoso, compreensível e de muita fé em DEUS. Sou católico, Professor formado em Educação Infantil, pelo curso de formação de docentes do C.E.P.E.M (Colégio Estadual Padre Eduardo Michelis) de Missal - PR, formado em Geografia (licenciatura) pela UNIGUAÇU – FAESI, e cursando atualmente Pós - Graduação em Educação Especial e Inclusiva.

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Resumo sobre os textos e vídeo de Milton Santos e Otávio Ianni

Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu
UNIGUAÇU – FAESI


Anderson José Bender





Resumo sobre os textos e vídeo de Milton Santos e Otávio Ianni


São Miguel do Iguaçu, 26 de Março de 2010 Anderson José Bender, Primeiro Período do curso de Geografia.  Resumo sobre os textos e vídeo de Milton Santos e Otávio Ianni


Destina – se esta atividade a atender requisitos parciais
da disciplina de Evolução do Pensamento Geográfico, 
ministrada pelo professor: Dr. Mario Zasso Marin
Da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu
UNIGUAÇU – FAESI.




São Miguel do Iguaçu, 26 de Março de 2010




Introdução


Apresentarei neste resumo algumas idéias de Milton Santos e Otávio Ianni, sobre A natureza do espaço: Técnica e tempo razão e emoção.
O mundo global visto do lado de cá, Por uma outra globalização (Milton Santos) e Teorias da Globalização (Otávio Ianni). Visando retransmitir as idéias desses dois grandes Doutores da Geografia e Filosofia.





A natureza do espaço: Técnica e tempo razão e emoção.
O mundo global visto do lado de cá.
(Milton Santos)

No vídeo Milton Santos relata que o centro do mundo está em todo o lugar, vivemos em meio a um mar de capitalismo, onde tudo está englobado pela globalização. Essa globalização até o inicio do século XX, foi marcado por revoluções e nesse contexto de revoluções percebe-se claramente que existem três mundos: 1º Globalização Colonial; 2º Globalização Industrial e 3º Uma outra Globalização.
Milton revela que há uma forte crítica, pois a pobreza é tratada com naturalidade, percebe-se então que o mundo é dividido em dois grupos “os que não comem e os que não dormem com medo das revoltas dos que não comem”. Na verdade percebe-se assim que a globalização garante os interesses da minoria, sem se importar com a maioria, pois o dinheiro acabou se tornando o centro do mundo por causa da geopolítica (que busca entender as relações recíprocas entre o poder político nacional e o espaço geográfico).

Por uma outra globalização
(Milton Santos)
Para Milton Santos a informação nem sempre se propõe a informar, e sim a convencer acerca das possibilidades e das vantagens das mercadorias. O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. Então o que fica para o ser comum é a farsa do consumo. Tudo para melhorar a competitividade.
Para Milton, a competitividade é ausência de compaixão. Cientistas sociais dos mais diferentes matizes sucumbem aos encantos da facilidade dos números e do falso realismo responsável pelo caos que há de vir empobrecendo a ciência social em geral.
Este enfoque modernoso atinge por caminhos nunca dantes navegados a maioria das falas e dos discursos. Grandes farsas são inventadas e reinventadas. O privilégio continua privilegiando o privilegiado. Tudo isto no mundo da competitividade.
 A desigualdade aponta a impossibilidade da generalização da cidadania. O espaço é esquizofrênico na expressão da exclusão social. Os homens que sentem-se  mais cidadãos do que outros na verdade são apenas consumidores, pois a cidadania depende de sua generalização. Não existem cidadãos num mundo apartado. Não se é cidadão em um espaço onde todos não o são. São consumidores os que expressam direitos e deveres no âmbito do mercado e não no âmbito do espaço público, onde a política é realizada e o poder distribuído. Portanto, este é um mundo de alguns consumidores e poucos, pouquíssimos cidadãos. Santos expressa a idéia de que “o novo nasce sem que se perceba”. Neste início de século, temos a consciência de que estamos vivendo uma nova realidade. As transformações atuais colocam os homens em permanente estado de perplexidade. A poluição e a desertificação se alastram a super população e as tecno-epidemias etc., tornam o mundo diverso negativamente. A pobreza e a desigualdade são produtos da produção capitalista. Tudo isto como conseqüência da desestruturação da ordem industrial. O atual período histórico não é apenas a continuação do capitalismo ocidental, é mais. Melhor, é muito mais, é a transição para uma nova civilização.
Milton mostra a batalha travada entre a nação passiva e a nação ativa, em uma transição política que envolve todos os espaços do viver, desde o espaço da vida cotidiana. A nação ativa, ligada aos interesses da globalização perversa, nada cria, nada contribui para a formação do mundo da felicidade, ao contrário da outra nação dita passiva que, a cada momento, cria e recria, em condições adversas, o novo jeito de produzir o espaço social, mostrando que a atual forma de globalização não é irreversível e a utopia é pertinente. Não é esta a globalização desejada, e sim outra, a de todos.

Teorias da Globalização
(Otávio Ianni)

Para Octávio Ianni o globo não é apenas uma figura astronômica, e sim território no qual todos se encontram relacionados e atrelados nos modos de pensar, ser, agir e fabular abalando não só as convicções, mas também as visões do mundo.
O artigo Teorias da Globalização mostra os problemas e a importância da globalização que atinge o mundo causando danos à população dos países pobres.
O texto relata que a globalização está presente na realidade, desafiando pessoas em todo o mundo. As metáforas da globalização enfocam o pensamento cientifico realizado sobre a sociedade global, esse desenvolvimento na acumulação imaginária é acentuado a metáfora da palavra.
O autor descreve no texto que as economias do mundo enfatizam as transnacionais que ultrapassam as fronteiras geográficas e políticas, que são penetradas por elas, assim o Estado – Nação passa a ser uma ficção. Já no quesito internacionalização do capital, Ianni aborda a metáfora qualitativa do capital com que adquire novas condições e reproduções. O processo de dispersão inclui capital, a tecnologia, a força de trabalho mostrada com clareza no texto.
Otavio ainda nos fala baseando-se nas idéias de interdependência das nações, ocidentalização do mundo, aldeia global, racionalização do mundo, dialética da globalização, modernidade do mundo e na sociologia da globalização, que a modernização do mundo, a difusão e a sedimentação dos padrões são impostos pelos Estados Unidos e Europa.
Seguindo a ideologia o autor ainda aborda uma critica ao neoliberalismo, porém propondo alternativas e também resistências. Pois para Iani a globalização é problemática e contraditória, incluindo a integração e fragmentação, nacionalismo e regionalismo, racismo e fundamentalismo, geoeconomia e geopolítica.
Otávio Ianni ainda afirma que as pessoas “podem lidar com o tempo e com o espaço em moldes desconhecidos tendo a ilusão de que os parâmetros podem ser modificados à vontade, imaginando a pós-modernidade”. São apresentadas hoje diversas formas ou características da modernidade – mundo ainda pouco estudado ou conhecido com base em noções de tempo e espaço.



Conclusão

Minha conclusão baseada no vídeo com a entrevista de Milton Santos se entende da seguinte maneira; que o mundo está passando por uma geografia irregular onde a globalização e o neoliberalismo tomaram conta de tudo, favorecendo apenas uma classe social, ou seja, a classe dos mais favorecidos onde os que têm mais sempre vão ter mais e os que têm menos sempre terão menos, com raras exceções.
Já no texto de Santos, podemos observar a idéia de que a capitalismo anexado a globalização trouxe poucos benefícios para o humilde povo consumidor, pois tudo o que é produzido, é justificado como a grande necessidade, baseando-se em uma imagem falsa e monopolizada pelos meios de comunicação. O povo muitas vezes compra sem precisar, aumentando assim o poder do capitalismo levando a necessidade de produção e conseqüentemente a necessidade de trabalho com baixo valor de mão de obra enriquecendo o mais rico e empobrecendo o mais pobre.
Conclui ainda que ligado as idéias de Milton, podemos anexar o pensamento de Otávio Ianni que nos diz que. “que as economias do mundo enfatizam as transnacionais que ultrapassam as fronteiras geográficas e políticas”. Pode-se entender que o baixo valor da mão de obra que enriquece cada vez mais a alta sociedade vem dessas fronteiras políticas onde as multinacionais e transnacionais buscam nos países mais pobres a exploração da mão de obra barata, visando os lucros excessivos e aumentando assim o poder do capitalismo nesse mundo globalizado.



Referencias



SANTOS, Milton. Video apresentado pelo professor Mario Marin
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à
consciência universal. São Pauto: Record, 2000.
SANTOS, Milton (1978) Pobreza urbana, Hucitec/UFPE/CNPU, São Paulo, Recife.
SANTOS, Milton (2000) Entrevista com SEABRA, Odete, CARVALHO, Mônica e LEITE, José Corrêa, Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, p. 21.
IANNI, Otávio. 5ª edição, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1998, 255pp.
IANNI, Otávio. Teorias da Globalização.
TELES, Edvaldo Santos Rocha, Geonordeste, ano IX nº 01, 1999.

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